
O segundo dia de Bangers Open Air foi bem divertido, várias situações engraçadas, boas bandas no palco, outras bandas sensacionais que eu conheci, revi antigas amizades e bandas que eu achava que não iria mais ver nessa vida, usando a mesma estratégia do dia anterior, assisti aos shows inteiros e me surpreendi pela qualidade do som que saíam dos PA´s do festival, na minha opinião, aí eu já não sei se é porque assisti mais shows lá, do Sun Stage, que estava com o som impecável, superando os palcos maiores, a massa sonora que saía dali era de impressionar qualquer gringo e sorte a nossa de poder estar presente e participar dessa grande festa.
Sábado – dia 3/5
Viper
Para quem acompanha o Viper desde o início da carreira em 1985, foi uma surpresa agradável ver os caras na ativa novamente, e nada como ver os caras executando um show brilhante, cheio de energia, com a galera vibrando a cada música tocada, participando, cantando junto e fazendo uma incrível festa no Sun Stage, infelizmente eu perdi o show das meninas do Burning Witches, que foi no mesmo horário e aí foi questão de opção desse que vos escreve, queria muito ver o Viper repaginado e os caras tocaram com muita vontade, com o público nas mãos fizeram um show hipnotizante e, mesmo se quisesse transitar para outros palcos não conseguiria, pois fiquei estagnado na frente do palco curtindo cada minuto desse show, que foi impecável. Isso fora as homenagens prestada aos ex-integrantes da banda que não estão mais nesse plano, primeiramente com Pit Passarel tocando a enérgica “Rebel Maniac” e “The Spreading Soul” dedicado ao antigo vocalista André Matos. Um show saudoso e muito bem executado.
Setlist:
Timeless
Prelude to Oblivion
A Cry from the Edge
Coming From the Inside
Dance of Madness
Wasted / The Shelter
Dead Light
Rebel Maniac
Evolution
The Spreading Soul
Under the Sun
Living for the Night


H.E.A.T.
Saí correndo do show do Viper para poder acompanhar o H.E.A.T., que já estava na segunda música, e os suecos já estavam como uma locomotiva no palco passando o rodo em tudo pela frente, com o público todo praticamente na mão, o vocalista Kenny Leckremo se divertia e incendiava a galera música por música, foi um show bem divertido e super participativo, cada levantada de braços do carismático vocalista era respondido na hora por todos que ali estavam, deixando a festa mais bonita ainda, milhares de braços levantados, coros de voz respondendo às chamadas que a banda provocava e assim, fizeram um show contagiante, não tinha como não entrar na vibração dos caras, um show cheio de energia, eu fui andando de lado nas últimas músicas, porque O Municipal Waste estava se preparando para destruição e isso eu tinha que ver colado na grade.
Setlist:
Disaster
Emergency
Dangerous Ground
Hollywood
Rise
Beg Beg Beg
Back to the Rhythm
Bad Time for Love
1000 Miles
One by One
Living on the Run


Municipal Waste
A banda americana de Crossover vem pela segunda vez ao Brasil, eles tocaram por aqui já em 2010 na Clash Club e se já tinha sido uma loucura aquele show, eles tocarem agora em um palco maior, em um Festival, não poderíamos esperar outra coisa. Já de cara a introdução de “The Fatal Feast”, que na minha opinião já deveriam ter emendado na música, mas entraram com a “Garbage Stomp” e já logo de cara incendiou o Memorial da América Latina, temos que dar a mão a palmatória, os caras são perfeitos no palco, Tony Foresta parece um adolescente de 16 anos, não parava um segundo, logo de cara arremessou os óculos escuros pro meio da galera (depois ficou pedindo de volta por conta do sol que estava fazendo que judiou todos ali presentes), ele incitava a galera ao Mosh, pedia pros caras do lado esquerdo agitarem os caras do lado direito que estava parado, insano.
O repertório passou por todas as fases da carreira da banda, destacando mais músicas do “Eletrified Brain”, “Slime and Punishment” e do destruidor “The Art of Partying”, a galera estava ensandecida, Jesus Cristo ordenava de cima dos ombros de seus fiéis o Mosh lá embaixo, Tony Foresta quase teve um treco quando viu essa cena de cima do palco, aí apareceu The Trooper, caras vestidos de Anime e como todo show do Municipal Waste a bagunça estava formada, ressalto ainda a briga com o drone, toda vez que o drone aparecia na frente dele, ele tentava derrubar, até que tomou um energético em um potinho pequeno de plástico e conseguiu acertar o drone, foi uma cena muito hilária que só em um show do Municipal Waste poderíamos presenciar, alma lavada, o melhor show do festival junto com o Destruction que irei falar no próximo capítulo. No final ainda fui premiado com a palheta do Ryan Waste… perfeito!!!
Setlist:
Garbage Stomp
Sadistic Magician
Slime and Punishment
Breathe Grease
Grave Dive
You’re Cut Off
The Thrashin’ of the Christ
Poison the Preacher
Wave of Death
High Speed Steel
Restless and Wicked
Crank the Heat
Mind Eraser
Under the Waste Command
Beer Pressure
Thrashing’s My Business… And Business Is Good
I Want to Kill the President
Wrong Answer
The Art of Partying
Demoralizer
Born to Party


Matanza Ritual
O que assistir após um show desse que o Municipal Waste nos ofereceu, esse show me deixou atordoado, desci até o Sun Stage e estava começando o Matanza Ritual, já havia assistido a vários shows do Matanza, mas essa reformulação de Jimmy com um time de primeira linha do Metal Nacional ainda não tinha visto e muito me surpreendeu pela qualidade e pela agitação da galera no palco, fora o público que deu um show a parte cantando quase todas as músicas, na realidade só não cantaram as músicas do disco novo que foi anunciado que está na boca do forno para sair, foi um show bem divertido e veio bem a calhar para o momento. Infelizmente não conseguimos o setlist da banda, mas o show deles foi basicamente tocando as músicas do Matanza, com destaque a “Pé na porta, soco na cara”, “Eu não gosto de ninguém”, “O chamado do bar” dentre outras várias, além de músicas novas do próximo álbum que foi anunciado.


Malefactor
O Malefactor é uma banda de Back/ Death Metal brutal de Salvador – BA, que estão na ativa desde 1991 e eu não poderia deixar de assisti-los, até porque seria no palco do Teatro e ainda não tinha assistido nenhuma banda lá. O show dos caras é muito sinistro!!! Sem rodeios, sem frescura, direto, na cara, uma pancadaria atrás da outra. O som estava maravilhoso, ouviam-se todas as dobras de guitarra na mesma altura e isso foi um grande diferencial do show deles, a equalização do som estava perfeita e nós, que assistimos o show, ganhamos esse brinde. Foi maravilhoso vê-los ao vivo e espero poder assisti-los novamente. Vale a pena, para quem curte um som brutal, fica a dica.
Setlist:
Centurian.
Behold The Evil.
Cristosophrenia.
Necrolust in Thulsa Abbey.
Baron Samedi.
Elizabathory.
Barbarian Wrath.
Sodom and Gomorrah.


Ensiferum
Um grande amigo, que inclusive trombei ele um pouco antes do Show do Ensiferum a alguns anos havia me mostrado a banda, eu achei uma boa banda, mas nunca tinha parado para ouvir com maior atenção, e após o show do Malefactor demos de cara com o Ensiferum começando o show deles, não consegui mais sair da frente do Sun Stage, fiquei hipnotizado no show dos caras, eles são muito bons ao vivo, os finlandeses mostraram porque a escola de lá é tão respeitada, são músicos refinados, todos dominam muito seus respectivos instrumentos, todos da banda cantam, cada um em um estilo diferente, um mais rasgado, outro mais melódico, outro mais gritado e dá um tempero diferenciado nessa salada musical que eles fazem, não esperava um show tão brilhante, já era tarde para noite e o show começou com a claridade do sol e terminou no escuro, fazendo com que a parte da iluminação e do telão se destacassem muito do meio do show para frente, era claro essa diferença e só abrilhantou mais ainda o espetáculo, ótimo show, não espera tanto e fui surpreendido novamente, e valeu a pena, na minha opinião, ter perdido o Saxon, que gostaria muito de ver, mas não consegui devido esse show, que foi demais!!!
Setlist:
Fatherland
Twilight Tavern
Andromeda
Winter Storm Vigilantes
Lai Lai Hei
Run From the Crushing Tide
In My Sword I Trust
Two of Spades
Victorious


Dark Angel
Ver os monstros do Thrash/ Death Metal era uma coisa já inconcebível na minha existência, o meu LP do Darkness Descends quase furou na adolescência de tanto que eu ouvi, a volta do baterista original da banda também gerou uma grande expectativa, já vi Gene Hoglan tocando por aqui, mas com o Dark Angel tem um gosto especial. O vocalista Ron Rinehart explicou que o guitarrista Eric Meyer, membro original da banda, teve problemas com o voo e não conseguiu chegar a tempo de tocar, a bomba ficou na mão da guitarrista Laura Chistine (que é esposa de Gene Hoglan) e, se as dobras e solos de guitarra não ficaram perfeitos para banda, lá embaixo a galera pouco se importou, rodas e mais rodas se abrindo a cada patada que banda dava, os bumbos de Hoglan batiam forte no peito, orgânico, visceral, e o show, com uma patada atrás da outra, sem massagem e o som estava perfeito. No meio do show, Rinehart anuncia uma música nova, composta pelo guitarrista Jim Durkin (falecido em 2018), a poderosa “Extinction-Level Event” com muita emoção e só prova o quanto os caras conseguem sempre se superar. Foi um show maravilhoso, uma massa sonora muito intensa que só me fez ir para casa mais cedo, pois depois disso não iria conseguir assistir mais nada, até fiquei um pouco no show do Sabaton, assisti praticamente metade do show deles, mas não consigo fazer uma resenha sucinta do que foi, pois minha cabeça ficou lá no Sun Stage, além de terem tocado para mim a música mais esperada que foi a “Merciless Death”, nas três últimas músicas do show, do álbum Darkness Descends , “Death Is Certain (Life Is Not)”, “Darkness Descends” e fecharam o show com a “Perish in Flames” só para acabar com o que restava da nossa energia.
Setlist:
Time Does Not Heal
Never to Rise Again
No One Answers
The Burning of Sodom
Extinction-Level Event (Dedicated to Jim Durkin)
Merciless Death
The Death of Innocence
Play Video
Death Is Certain (Life Is Not)
Darkness Descends
Perish in Flames

