Após esgotar os ingressos da apresentação em Curitiba–PR, na noite anterior (sábado – 29/03/2025). Em um domingo onde tudo se encaminhava para mesmo sentido, visto o tamanho da fila e do público ao redor da casa, nos barzinhos da Rua Barra Funda e que dá nome ao bairro, próximo ao gigantesco Memorial da América Latina – Entregou muito mais além, devo dizer a vocês que um mar de camisas pretas lotou o FABRIQUE CLUB ao ponto que, andar no espaço se tornou um desafio. Gerações de fãs de Doom Metal e de música pesada em geral, chegaram cedo e demonstraram a potência da cena Doom Metal brasileira, pois haviam inclusive pessoas de outros estados, ali presentes.
Tive a oportunidade de entrevistar um grupo de amigos que veio de Belém, que inclusive um destes já sabia o setlist do PENTAGRAM, ao ponto de ter decorado de cabeça e deu um spoiler sobre alguns dos sons.

PESTA, desde seus primeiros acordes, que pontualmente ecoaram a partir às 19h, já era possível sentir que aquela não seria uma noite comum. A névoa sonora já tomava conta e enchia os pulmões da galera, que estava sedenta por música de excelente qualidade e com certeza, o que não poderia faltar nesta mistura, era peso. Os mineiros do PESTA já conhecem bem desta receita e trouxeram um show espetacular.

Esta não foi a primeira vez que os vi tocar e confesso a vocês que não decepcionaram em nada. Trouxeram um show eletrizante, uma atmosfera própria e particular. A banda de forma geral sempre entrega uma baita apresentação e que recomendo a qualquer pessoa, não somente fã de Doom Metal, mas também de música pesada, a pelo menos uma vez assistir uma performance ao vivo da banda. Thiago Cruz transborda carisma e atitude no palco, com suas danças e uma voz, imponente. Marcos Resende e Anderson Vaca agitaram do começo ao fim, em resposta a acolhida do público. O baterista Flavio Freitas era o “mais contido”, mas era perceptível que estava curtindo estar ali e principalmente trouxe sua técnica e dedicação Durante toda a apresentação era notório que todos estavam curtindo e felizes de estarem tocando e principalmente abrindo para uma banda que é com certeza, uma de suas referências, o PENTAGRAM e não era pouco. Era possível observar ao redor os olhos vidrados e compenetrados do público em direção ao palco.

Setlist — Pesta:

  1. Anthropophagic
  2. Hand of God
  3. Marked by Hate
  4. Witches’ Sabbath
  5. Black Death
  6. Words of a Madman

WEEDEVIL, como não poderia ser diferente, trouxe uma apresentação atordoante e pulsante. A energia vinda do palco pulsava no público e era sentida, uma potente vibração que fazia instantaneamente os pescoços balançarem no ritmo da música.

A WEEDEVIL realizou/trouxe uma apresentação memorável. Em seu ritual, os potentes “tambores”, sendo “amassados” pelo experiente baterista Flavio Cavichiolli, enquanto as guitarras de Henrique Bittencourt e Paulo Ueno se combinavam em uma performance sombria, mas, ao mesmo tempo, harmoniosa. Casando bem com os grooves de baixo esplêndidos de Rafael Gama. Carol Poison nos brindou com sua voz forte e potente. Para a apresentação da WEEDEVIL, foram apresentadas faixas de trabalhos mais antigos e principamente faixas do incrivel disco “Profane Smoke Ritual“, último trabalho lançado pela banda que traz e que trouxe uma experiência de viagem sonora, envolvente e que surpreende até os fãs que acompanham a banda a algum tempo (eu), com uma performance sensacional, arrisco dizer inclusive mais pesada e intensa que no disco. Criando a sua própria atmosfera de misticismo e sombras.

Setlist — Weedevil:

  1. Serpent’s Gaze
  2. Chronic Abyss of Bane
  3. Underwater
  4. Veil of Enchanted Shadows
  5. Profane Smoke Ritual
  6. Necrotic Elegy
  7. Serenade of Baphomet
  8. Hi I’m Lucifer!

PENTAGRAM demonstrou à que veio, não à toa aos trancos e barrancos, a banda resiste e faz seu caminho a no mínimo 50 anos e finalmente tem seu trabalho sendo reconhecido com casa lotada e a galera cantando junto. Resultado ou não, em resposta à exposição e holofotes (merecidos), que a banda vem obtendo por conta da viralização dos memes, nas redes sociais, a banda trouxe toda sua potência e força, entusiasmo e entrosamento.
Que vão muito além dos memes, entrega uma apresentação empolgante, hipnotizante e que não deixa desgrudar os olhos do palco.

Não dá vontade de parar de assistir, seja pela performance e danças de Bobby Liebling e/ou pela bateria monstruosa tocada de forma visceral pelo “pequeno” Henry Vasquez, que “amassou” a bateria. Técnica e força descomunal – trouxe também o seu show a parte.
O baixista Scooter Haslip parecia dançar, agitando a bangeando e com muita presença de palco, também segurava bem a atenção do público, do lado direito do palco estava o também incrível, Tony Red, guitarrista da banda e depois de Bobby, o integrante mais antigo da banda. O que explicaria tal, uma maior proximidade e sincronia.

PENTAGRAM mesclou músicas de trabalhos antigos e de seu mais recente trabalho. Não sei se ocorrerá desta forma, mas esta apresentação no FABRIQUE por algum tempo, pode ter sido a última vez no Brasil, por conta da idade de Bobby – O que nem deveria ter sido pautado. Pois de verdade, Bobby demonstrou no palco ter muito mais energia, vigor e disposição que muito adolescente. Bobby agitou durante todo o show e trocou muita ideia com o público, que o respondia prontamente e gritava ora o seu nome, ora o nome da banda.

Hipnótica, se assim posso definir esta apresentação do PENTAGRAM. Os olhos de Bobby Liebling, sua catarse de sensualidade, piadas infames acompanhada dos músicos que se divertiram fizeram desta apresentação algo que já deixou os fãs brasileiros com ainda mais vontade de assistí-los novamente por aqui. Sons clássicos e atuais que prenderam a atenção da plateia e que só pelo fato, de os músicos estarem ali, já havia feito valer o ingresso, tamanha era a expectativa e foi atendida com louros e glórias.

Setlist – Pentagram

  1. Live Again
  2. Starlady
  3. The Ghoul
  4. I Spoke to Death
  5. When the Screams Come
  6. Sign of the Wolf (Pentagram)
  7. Might Just Wanna Be Your Fool
  8. Solve the Puzzle
  9. Review Your Choices
  10. Thundercrest
  11. Walk the Sociopath
    Bis:
  12. Forever My Queen
  13. 20 Buck Spin

Por fim, meus amigos foi um evento sensacional!
Parabéns as bandas PESTA, WEEDEVIL e PENTAGRAM, que realizam seu trabalho de forma muito distinta, mas que emanam energia e muito peso, além de proporcionar uma noite inesquecível. Cada qual com a sua personalidade e respeito pelo seu som e pelo público.
Parabéns ao público que lotou o FABRIQUE e compareceu em peso e demonstrou a força do Doom em São Paulo. Mesmo com eventos, ocorrendo simultaneamente na capital, não deixou em nada a desejar.
AGENCIA POWERLINE, TEDESCO MIDIA e todos que estiveram presentes no trabalho de organização, produção e somaram esforços para fazer acontecer.

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