Na última sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025, noite de São Valentim, o Cineteatro Capitólio foi palco de uma explosão de puro rock ‘n’ roll!

Com ingressos esgotados, AIRBOURNE e seus convidados ASOMVEL mostraram que a chama do rock continua mais viva do que nunca. Organizado pela Prime Artists, o evento trouxe performances incendiárias, muita energia e um público sedento por riffs poderosos e atitude rebelde.

ASOMVEL

ASOMVEL @ Cineteatro Capitolio - Lisboa | Photo: @the.goldenrus & @culturaempeso
ASOMVEL @ Cineteatro Capitolio – Lisboa | Photo: @the.goldenrush & @culturaempeso

Pontualmente às 20h45, os britânicos ASOMVEL subiram ao palco para dar o pontapé inicial a uma noite de puro rock n’ roll. Desde os primeiros acordes, a banda deixou claro que carrega no DNA a energia crua e visceral do estilo, com uma sonoridade que remete principalmente aos MOTÖRHEAD – e digo isso no melhor dos sentidos! O show evocou aquela nostalgia autêntica dos anos 70 e 80, trazendo à tona a essência e atitude do rock rebelde, sem filtros.

Com uma performance incendiária, os riffs pesados e a bateria implacável transformaram o Capitólio em um verdadeiro reduto do rock. Abrindo com “Louder & Louder”, seguida pelo hino “Born to Rock ’n’ Roll”, o público imediatamente foi ao delírio. Era impossível ficar parado – cantos em coro e muito headbanging tomaram conta da plateia.

A energia só aumentava a cada faixa, com “Beware the Full Moon”, “Payback’s a Bitch”, “Outside The Law” e “Into the Fire”, mostrando uma banda entrosada e afiada. Mas foi em “Stone Cold Stare” que Ralph Robinson, baixista e vocalista, protagonizou um dos momentos mais marcantes da noite: desceu para o pit e subiu na grade, levando os fãs à loucura.

Na reta final, a avalanche sonora continuou com “World Shaker”, “Luck Is for Losers”, culminando na explosiva sequência de “Light ‘Em Up” e “The Nightmare Ain’t Over”. A performance do ASOMVEL é um verdadeiro tributo ao espírito do rock n’ roll: cru, direto e insano.

Mesmo após inúmeras mudanças de formação e a perda trágica de Jay Jay Winter em 2010, a banda segue firme, honrando sua trajetória e com mais uma legião de fãs portugueses para a conta. É como eles próprios disseram:“We are ASOMVEL! A dream to some, a nightmare to others!”

SETLIST:
1. Louder & Louder
2. Born to Rock ’n’ Roll
3. Beware the Full Moon
4. Payback’s a Bitch
5. Outside The Law
6. Into the Fire
7. Stone Cold Stare
8. World Shaker
9. Luck Is for Losers
10. Light ‘Em Up
11. The Nightmare Ain’t Over

AIRBOURNE

AIRBOURNE @ Cineteatro Capitolio - Lisboa | Photo: @the.goldenrus & @culturaempeso
AIRBOURNE @ Cineteatro Capitolio – Lisboa | Photo: @the.goldenrush & @culturaempeso

Depois de um intervalo, após sermos aquecidos com clássicos do rock ecoando na sala, as luzes se apagaram e, às 22h05, os australianos do AIRBOURNE tomaram o palco para o que só pode ser descrito como uma apresentação INSANA. De volta a Portugal, mas desta vez para um show próprio, foram recebidos por uma legião de fãs ansiosos e sedentos por mais rock n’ roll!

Com mais de 20 anos de estrada, o setlist foi um verdadeiro passeio por seus hinos, começando com “Ready to Rock”, e a partir dali o tempo parou – tudo o que importava era esse culto ao bom e velho rock! “Too Much, Too Young, Too Fast” abriu espaço para os crowdsurfings, que se repetiam entre intensos headbangings e coros apaixonados. A eletricidade continuou com “Back in the Game”, que trouxe um calor especial à plateia, seguida de “Burnout the Nitro”, onde o incansável Joel O’Keeffe fez voar um copo de cerveja para o público!

Falando nele, o que dizer de Joel? O cara é um furacão no palco! Entre saltos, pontapés e interações enérgicas com a plateia, sua energia era simplesmente absurda. Não à toa, ele tem a fama de ser um dos frontmen mais carismáticos do rock atual. Além disso, demonstrou um enorme respeito pelo público: em um momento crítico, parou o show ao perceber que os crowdsurfers estavam caindo sem seguranças no pit, largou a guitarra, saltou para ajudar e exigiu que a equipe de segurança cuidasse melhor dos fãs. Caso contrário, a equipe do Airbourne faria isso por conta própria – e assim foi!

Mas a noite ainda guardava momentos icônicos, como na explosiva “Girls in Black”, num clássico em que Joel subiu nos ombros de um roadie e atravessou a plateia tocando, para depois pegar uma lata de Heineken, sacudi-la e estourá-la na própria cabeça, banhando o público com cerveja! Que cena!

Em “Bottom of the Well”, os fãs iluminaram o local com as lanternas dos celulares. E a energia estava longe de cair, pois a destruição seguiu com “Breakin’ Outta Hell” e “It’s All for Rock ‘n’ Roll”, com circle pits se formando no centro da plateia e Joel oferecendo um copo de bebida para a banda e depois entregando a um fã da grade.

A reta final veio com “Stand Up for Rock ‘n’ Roll”, que marcou a pausa antes do encore. O público não se conteve, exigindo mais com palmas e coros. Na sequência, Joel reapareceu no topo de uma plataforma atrás do muro de Marshalls, detonando “Live It Up”, enquanto a plateia respondia com uma enxurrada de crowdsurfings e headbangings.

No último ato, veio um snippet de “Rock ’n’ Roll for Life” ao estilo de “Let There Be Rock” dos AC/DC, culminando na aguardadíssima “Runnin’ Wild” – o hino que impulsionou a carreira dos Airbourne. inda tivemos mais um momento especial, em que Joel pediu para que o público se abaixasse, para depois soltar a música novamente, e todos saltarem. Todos foram à loucura, e a energia era surreal!

A noite finalizou com uma despedida calorosa, mas deixando aquele gostinho de “quero mais” e consolidando a certeza de que o rock n’ roll está MAIS VIVO DO QUE NUNCA!

SETLIST:
1. Ready to Rock
2. Too Much, Too Young, Too Fast
3. Back in the Game
4. Burnout the Nitro
5. Girls in Black
6. Bottom of the Well
7. Breakin’ Outta Hell
8. It’s All for Rock ‘n’ Roll
9. Stand Up for Rock ‘n’ Roll
10. Live It Up
11. Rock ’n’ Roll for Life + Runnin’ Wild

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