A tarde de 28 de setembro estava nublada e escura, perfeita para o encerramento da turnê. Assim que as portas se abriram, a multidão começou a entrar no local; alguns se acomodaram com cerveja na mão, outros compraram produtos, enquanto do lado de fora, uma barraca de tacos se tornou a favorita do público, lotada de metaleiros querendo encher a barriga antes do ritual musical.

photo by. Ubaldo G. @photohorus

O primeiro set começou às 18h30. De Guadalajara, o Betrayme surpreendeu o público que já se reunia. A banda foi direto ao ponto com seu death metal: bateria brutal e guturais que rasgavam o ar. O público respondeu com headbanging e backing vocals, dando início a um dia que estava apenas começando.

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Pouco depois das 19h, foi a vez de Mulucpax, carregando a bandeira do heavy metal pré-hispânico. Abriram com “Sacrificio del Mar“, exibindo guitarras potentes, percussão e bumbos rituais. O vocalista apareceu usando uma ombreira que lembrava Quetzalcoatl, símbolo da sabedoria e da criação, conferindo uma aura mística à apresentação.
Músicas como “Serpiente Dorada” elevaram a energia com gritos arrepiantes e solos impressionantes. O uso de instrumentos tradicionais, como uma variação do tlapitzalli, proporcionou um timbre único, reafirmando a essência do metal mexicano. Após meia hora de intensidade, encerraram com um retumbante “Viva o Metal Mexicano!“, deixando o palco pronto para a banda repleta de estrelas.

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Os preparativos se arrastavam enquanto a equipe técnica afinava cada detalhe para o Cradle of Filth. No palco, um banner com temas do seu último álbum prenunciava o que estava por vir. A capital mexicana seria responsável por sediar o último show da turnê “The Screaming of the Americas“. Uma turnê que, apesar dos contratempos — saídas inesperadas, shows cancelados e erros logísticos — entraria para a história da banda.

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Às 20h20, as luzes se apagaram. Uma introdução sombria deu lugar à entrada dos músicos. O público, já lotado e ansioso, explodiu quando “To Live Deliciously” tocou. A consistência da banda foi impressionante, demonstrando força e coesão apesar das recentes mudanças na formação.

O show prosseguiu com uma exibição brutal: trompas no ar, punhos no ar e um headbanging implacável. Dani Filth liderou o show com seu alcance vocal característico, alternando entre músicas de seu novo material como “She Is a Fire” e “Malignant Perfection“, esta última com tons que evocavam morte e terror, tão intimamente ligados às próximas datas de outubro e novembro.

 

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A produção dos Zepeda Bros. elevou a experiência: efeitos de iluminação e máquinas de fumaça pressurizada criaram atmosferas arrepiantes, especialmente durante “Heartbreak and Seance“. O clímax emocional veio com o clássico “Nymphetamine (Fix)“, entoado do início ao fim pelo público, em um dos momentos mais memoráveis ​​da noite. Dani se mostrou grato e acessível, mencionando “I like Mexico“em tradução literal ele afirmou adorar o México e seguiu interagindo calorosamente entre as músicas.

A energia continuou com “Born in a Burial Gown” e “White Hellebore“, onde a vocalista Kelsey Peters brilhou com sua performance, enquanto o tecladista e guitarrista Jiří Hába aproveitou e interagiu constantemente com os fãs. A química no palco era evidente. Após um breve intervalo, a banda retornou para o bis.

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Em meio a sons sombrios e assustadores, os músicos saíram brindando com copos nas mãos, um gesto ecoado pelos fãs mexicanos com cerveja na mão. O set de encerramento incluiu três músicas devastadoras, com destaque para “Her Ghost in the Fog” e “Cruelty and the Beast“, hinos que desencadearam o final eufórico.

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Com isso, o Cradle of Filth encerrou uma noite épica no Velodrome, encerrando a apresentação sob aplausos e agradecimentos estrondosos, uma foto de recordação e os mais corajosos entre eles até mesmo adquirindo um setlist, palhetas e baquetas para sua coleção. O show terminou em um horário conveniente, permitindo que os participantes voltassem para casa com um ótimo gostinho na boca e a lembrança duradoura de um final de turnê histórico.

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