Formados em 2007 em Guimarães, os Ashes Reborn são uma banda de death/thrash metal nacional com um percurso já consolidado e um novo single lançado em outubro, “Darkness”.

Falámos com a banda sobre a sua trajetória no metal, as influências que moldaram o seu som e os seus projetos mais recentes:

1- A banda nasceu em Guimarães em 2007. Como foi o início da banda e o que vos motivou a seguir o caminho do death/thrash metal?
   A banda nasceu numa noite de copos entre amigos da comunidade de Metal de Guimarães, que na altura estava no seu auge, e falámos entre nós em criar uma banda. Nessa altura tentamos perceber os gostos de cada um e a escolha do Death/Thrash Metal nasceu de isso mesmo, os estilos que os membros fundadores gostavam mais.

2- Quais são as principais influências musicais (bandas ou estilos) que moldaram o vosso som?
   As nossas influências andam dentro do Death Metal, desde o Death Suéco como Hypocrisy, como Death Americano como Cannibal Corpse, assim como algum Thrash Metal com Kreator. Vai muito ao encontro dos gostos dos membros, sendo os estilos que mais consumimos acabam por ser os estilos que nos saem mais em composição. Embora isso nem sempre seja o caso em todas as bandas.

3- Em 2024 lançaram In Captivity. Como descreveriam este álbum em relação aos anteriores – tanto musicalmente como em termos de mensagem?
O In Captivity musicalmente foi um álbum que tratamos com mais cuidado e pensado, quer na composição como em gravação. É um álbum mais representativo do que queremos musicalmente, já tem influência de elementos que entraram posteriormente, nomeadamente para o Vítor Carneiro foi o primeiro álbum que participou na composição. Relativamente ao tema lírico a abordagem foi dentro do registo dos álbuns anteriores.

4- O metal português ainda é muito underground. Como é ser uma banda de metal extremo em Portugal hoje em dia? Sentem que o público está a crescer?
   Ser uma banda de Metal extremo em Portugal não é fácil, mas também nunca foi. Andamos muito por amor à camisola, e pelos bons momentos que passamos na estrada e em palco. Sentimos que tem aparecido mais público novo (jovens mesmo) aos nossos concertos, mas se calhar é por estarmos mais velhos que achamos isso :D. Mas no geral o sentimento é que quer o público como os festivais e concertos, são cada vez mais. Quase todas as cidades têm o seu festival de Metal, o que é bom. No entanto, em festivais mais mainstream não se vê tanto Metal como víamos um dia de Metal no Rock in Rio, ou no Optimus Alive.

5- As letras das vossas músicas exploram temas de luta, resistência e libertação interior/consciente. De onde vem essa inspiração – experiências pessoais, observação social, ou pura ficção?
  A inspiração para as letras vêm muito de observação social e experiências pessoais como dizes, claro que por vezes se acrescenta um bocado de ficção para tentar reforçar a mensagem que queremos passar. Quem faz as letras na banda é sempre o vocalista, e recentemente mudamos de vocalista. Não esperamos que tome outro rumo, tal como podemos ver no novo Single Darkness que aborda um tema de luta interior com o seu inconsciente.

6- Desde 2007, passaram por várias formações. Como é a química atual da banda e o que mudou na vossa dinâmica criativa com a entrada de novos membros?
   Todos os membros têm uma boa relação de amizade fora da banda, o que é muito importante para se manter um bom ambiente. Musicalmente sempre nos entendemos muito bem, mesmo com a entrada de novos elementos conseguimos manter a dinâmica de criação. Sempre ensaiamos em salas de ensaio que partilhávamos com outras bandas, mas atualmente temos uma sala só nossa, o que ajuda a ter um sentimento mais de “casa”, quando ensaiamos e com isso ajuda na nossa dinâmica.

7- O palco é uma parte essencial do metal. Qual foi o concerto mais memorável que já deram e porquê?
   Temos vários memoráveis, por vários motivos, mas provavelmente o mais memorável foi o concerto de aniversário de 18 anos de banda, que foi na nossa cidade e apareceram pessoas de várias gerações que nos seguem, desde pessoal old school que já não víamos há anos aos já falados jovens que nos viram pela primeira vez. Foi um concerto que para a banda em termos de prestação correu muito bem, para além de ter sido a apresentação do vocalista atual, o João Vítor.

8- Se pudessem colaborar com qualquer banda ou artista, quem seria e porquê?
   Nunca pensamos muito nisso, mas provavelmente não conseguiríamos escolher só um. Cada elemento tem o seu artista de eleição que gostava de colaborar. Mas as nossas influências referidas acima, certamente estariam na lista.

9- Acabaram de lançar o single ”Darkness”. Podem-nos revelar se já têm planeado outro single ou até um álbum novo para breve?
   Não temos nada planeado, ou prazos definidos, temos composto novo material, mas nada definido no momento. O Single Darkness foi uma pretensão nossa de lançar algo com o novo vocalista, porque como sabem o In Captivity foi gravado com o vocalista anterior, o Alfredo, e tinha sido lançado há muito pouco tempo. Então a ideia foi lançar algo com o cunho do novo vocalista, sem estar a cantar algo que não foi inicialmente interpretado e criado por ele, e também lançarmos um novo videoclip. O único videoclip que temos é do álbum Contamination de 2018.

10- Alguma novidade sobre concertos que possamos esperar nos próximos meses que possam já partilhar?
   No dia 5 de Dezembro vamos tocar na 24ª edição do Butchery at Christmas Time na Covilhã, e estamos em conversações com outros promotores para concertos em 2026.

Agradecemos aos Ashes Reborn por nos abrirem as portas da sua música, pelo tempo que nos dedicaram nesta entrevista e pelas imagens cedidas.

Ficamos à espera de novos lançamentos num futuro próximo!

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