Após anos de espera, silêncio discográfico e rumores constantes, o Symphony X volta a fazer turnê com uma força que só as bandas que entendem seu legado sabem manejar.
A turnê que eles estão apresentando atualmente — e que chegará ao México — não é uma simples “turnê dos maiores sucessos”: é uma celebração de mais de três décadas de seu estilo: pesado, técnico e emocional. Mas também uma reafirmação de que a banda continua viva, afiada e com fome de palco. As resenhas publicadas na mídia especializada e as crônicas dos fãs que já assistiram ao show concordam em uma coisa: o Symphony X está soando mais sólido do que nunca, com uma execução cirúrgica, mas sem perder aquele toque épico que os tornou gigantes dentro do gênero.

O que se viu até agora na turnê é um setlist construído para os fãs mais dedicados. Não há nostalgia vazia: há clássicos, sim, mas tocados com uma energia renovada.
Músicas como Nevermore, Serpent’s Kiss ou Set the World on Fire não soam como museu. A banda apostou em equilibrar músicas diretas com peças mais longas e complexas, daquelas que permitem que Michael Romeo despliegu toda sua artilharia, enquanto Russell Allen continua demonstrando por que é uma das vozes mais respeitadas do metal moderno.
Em outras datas da turnê norte-americana, houve pequenas surpresas que servem como sinal para o público que verá a banda no México: reintrodução de músicas que não tocavam há anos e a execução de blocos inteiros do catálogo profundo — isso indica que os shows mexicanos, por serem as primeiras paradas latino-americanas, podem receber um setlist tão variado quanto ambicioso. Em eventos como o ProgPower e shows em salas médias, o grupo teve o luxo de tocar peças pouco frequentes e estender solos e passagens sinfônicas que em outras turnês às vezes eram cortadas.
Também há sinais no que os membros contam: o baixista e a banda falaram em entrevistas que o processo de composição do novo material está avançando e “está mais perto” — o que explica por que em alguns shows foram sentidas pequenas variações e arranjos que parecem abrir caminho para o novo material ao vivo. Isso não garante estreias oficiais, mas abre a possibilidade de ouvir nuances ou fragmentos inéditos no palco; para o fã, é como estar na primeira fila do teste de fogo.
Para o público mexicano, a visita tem um significado especial. O Symphony X não é uma banda que vem todos os anos; cada retorno é sentido como um evento. Sua base de fãs aqui é leal, conhecedor e exigente, e isso geralmente se traduz em shows onde a conexão entre o palco e o público é mais intensa.

