Pensa numa banda que sobreviveu a modas, mudanças de formação, hiatos e ainda assim segue firme, entregando som pesado como se ainda estivéssemos nos gloriosos anos 80. Essa banda atende pelo nome de Helstar — e se você nunca ouviu falar, tá perdendo uma parte essencial da história do metal americano.
Formada em 1982, lá no Texas, o Helstar é daquelas bandas injustiçadas que mereciam mais visibilidade e ainda assim carregam o peso da tradição com orgulho. Mas não se engane: eles nunca ficaram parados no tempo. Liderados pelo lendário (e teatralíssimo) James Rivera, os caras mesclam power metal, heavy tradicional e doses generosas de thrash com uma identidade única. E sim, Rivera sobe no palco como um vampiro, de capa e presas, como quem diz: “Esse show vai sugar sua alma e você vai gostar”.
Com ele estão o guitarrista e fundador Larry Barragan, que segue segurando o volante criativo da banda, e os parceiros de batalha: Michael Lewis (batera), Garrick Smith (baixo) e o novo sangue Alan DeLeon Jr. nas guitarras.
O som do Helstar tem história. “Burning Star” (1984) foi a estreia que fez barulho, “Remnants of War” (1986) e “A Distant Thunder” (1988) mostraram uma banda afiada e em plena forma. Mas o divisor de águas veio mesmo com “Nosferatu” (1989), um disco-conceito inspirado no clássico do cinema mudo, que conseguiu ser sombrio, técnico e imersivo sem soar forçado. É o tipo de álbum que você ouve de ponta a ponta e termina dizendo: “Ok, isso foi especial”.
Depois de uns perrengues nos anos 90, eles voltaram com tudo nos anos 2000, lançando álbuns cheios de energia como “The King of Hell”, “This Wicked Nest” e o sombrio “Vampiro”, que de certa forma resgata a atmosfera do Nosferatu. O mais recente, “Clad in Black” (2021), prova que o Helstar segue afiado e ainda tem muito a dizer.
E se você curte ver banda ao vivo, se prepara: os caras continuam destruindo nos palcos. James Rivera dá um show à parte, com interpretações viscerais e aquele jeito cênico que transforma qualquer música num mini-filme de horror com trilha sonora pesadíssima.
No fim das contas, o Helstar é isso: metal de raiz, feito por quem respira música e não tá nem aí pras tendências. Eles não precisam de rótulo ou modinha. Eles são o próprio espírito do underground, e não tem nada mais verdadeiro que isso.
Nós da Cultura em Peso, com certeza vamos presenciar esse ato histórico, principalmente depois de 11 anos do último concerto de Helstar na Espanha, em que tocaram somente em Barcelona. Será um dia para guardar na memória.
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