Há alguma forma melhor para encerrar uma semana do que com som de excelente qualidade?
Quem optou em ir ao Carioca Club, fez a escolha certa.
Com previsão de abertura da casa às 19h, por volta das 20h, a pista e os camarotes do Carioca Club estavam bem cheios (já pra lotados)Isto, pois conforme cronograma, o super trio subiria ao palco às 21h.
Isso ainda, pois uma grande parte do público ainda bebericava bons drinks e seguiam em seu happy hour nos arredores do Carioca Club.
Tudo isto, por um excelente motivo.
Entre petiscos e bebidinhas, o público aguardava a subida da atração da noite.
Com realização da SELLOUT TOUR, a banda THE ARISTOCRATS veio ao Brasil para duas datas e estes shows fazem parte da tour de divulgação do seu mais recente álbum, o “THE DUCK”, a “THE DUCK TOUR”.
A expectativa pela apresentação da banda era bastante alta.
Justamente por sua versatilidade e técnica, além de absurda qualidade sonora e mistura de elementos diversos, criando um espetáculo ímpar.
Tudo já começou impressionante por conta da bateria monstruosa no centro do palco.
Até por volta das 20:30h estava tocando uma música ambiente, baixinha… Após este horário, era mais perceptível ainda a ansiedade do público que contava os minutos.
Ao mesmo tempo, o som mecânico da casa teve um leve aumento e tocava um som instrumental.
Iniciaram com “Swan’s Splashdown” (Perrey & Kingsley).
A seguir trouxeram um som mais groovado, diria até funkeado, deixando mesmo um ar mais festivo. E assim ingressaram com sua apresentação.Eu não poderia deixar de citar de forma nenhuma que, a medida que cada faixa era tocada, havia um momento de fala para explicar siuações ocorridas com a banda, desde situações de aventuras em Nova York e desventuras/situações com a policia.
Tudo isto, sendo ainda acompanhado de simpáticos bonecos: Porquinho, um policial e algo que nao consegui identificar ilustrando e somando a narrativa de cada história.
E nem precisaria ser um fluente em inglês para entender o que se passava (risos). A forma que a apresentação estava sendo conduzida, era perceptível a leveza que aquilo estava tomando. O público se divertia e a banda também, eram frequentes os sorrisos e o clima de descontração.
Vindo em alguns momentos a ocorrer trocas de palavras em português, sendo realizadas pelo baterista Marco, que enfativazava “Vocês são phoda para caraleo”. Trazendo também, a preocupação de falar em nosso idiona nativo. O que foi demasiadamente cativante e muito bem recebido pelo público. E aliás, não posso deixar de citar, que a condução da bateria, foi algo que muito mais me chamou a atenção.
Considero inclusive, que um dos pontos mais altos, além do solo de bateria.
Foi o violino “emulado” na guitarra de Guthrie, que deixou todos ali boquiabertos e gerou muitos comentários positivos sobre a performance.
E não menos importante, devo ressaltar que o baixista Bryan, também interagiu bastante com o público. Lembra se dos bonequinhos?
Após o solo de bateria de Marco, houve uma brincadeira, onde o baixista convidadava o publico a vocalizar os barulhos emitidos pelos simpaticos bichinhos.
E de forma uníssona foram atendidos, gerando esta incrível interação.|
Sobre a sonoridade, THE ARISTOCRATS passeou por diversas vertentes, realizando um show dinamico e agradável, até para quem não é habituado a escutar sons sem a presença de um vocalista. Que inclusive, só demonstrou ainda mais a precisão técnica e habilidades de cada músico. Os três muito técnicos, uma guitarra tocada no detalhe, uma bateria tocada com tecnica, velocidade, intensidade e um baixo brilhante, que não deixou ponta solta e trouxe brilhantismo e o groove necessário.

Sobre as faixas, entre um som e outro, entre um trecho e outro de algumas das canções do álbum “The Duck” (2024), a banda soltava trechos de hits de algumas bandas classicas, que não permeavam somente o Metal, trouxeram por exemplo: Guns, Iron, New Order, Queen … entre outros.
Havia sido pedido pela banda que a galera guardasse os celulares e apreciassem a música e o espetáculo. Ciito inclusive que, em várias partes da casa, haviam cartazes pedindo ao público evitar se distrair mexendo nos celulares e gravando, e que aproveitassem o espetáculo sem distrações.
Dos sons que foram tocados destaco “Aristoclub”, “Spanish Eddie”, “Get It Like That”, mais puxadas para algo mais Metal e/ou hispânicoe e a sensacional “Flatlands”, trazendo leveza, sutileza e principalmente, linhas mais melódicas e cheias de feeling e melancolia. Com uma guitarra chorosa, uma bateria e baixo mais amenos e sublimes.
Na parte mais Metal do repertório, pedais duplos dominavam por sua intensidade e uma monstruosa consistência sonora.
De forma diria calculada, foram duas horas de show que não foi perceptivel em nenhum momento que o tempo voou. Que foram 11 faixas com direito a um som extra, totalizando 12 canções, tocadas com vigor, paixão e principalmentem funcionando de tal forma que o público interagiu, brincou participou e se permitiu ver detalhes e exaltar o quão phoda era o que estava sendo apresentado e demonstrando a devida reverência, mediante a grandiosidade daquela noite. Em resumo, banda e público se divertiram e apreciaram aquela noite singular, que realmente deixou quem foi satisfeito e ansioso. Afinal, a ultima passagem da banda por aqui estava quase batendo uma década.
Setlist:
- Intro: Swan’s Splashdown [Perrey & Kingsley] + Hey, Where’s My Drink Package?
- Aristoclub
- Sgt. Rockhopper
- Sittin’ With a Duck on a Bay
- Spanish Eddie
- Solo de Marco Minnemann
- The Ballad of Bonnie and Clyde
- Flatlands
- Here Come the Builders
- This Is Not Scrotum
- Get It Like That
- Desert Tornado
Em resumo, foi uma sexta feira diferenciada e um alento para uma semana de muita correria. THE ARISTOCRATS sempre muito bem vindos e obrigado pelo espetáculo.
Parabéns a produção por este espetáculo impécável, organização magistral.



