No domingo, 23 de novembro, a capital do Estado do México estava repleta de uma energia sombria e vibrante, enquanto o Teatro Morelos se preparava para ser tomado pelos reis do heavy metal sinfônico: Apocalyptica. O horário marcado era 20h. Uma hora antes, o público já se reunia para desfrutar de uma noite muito aguardada. Além disso, alguns sortudos que participaram de um encontro especial com a banda chegaram preparados, com CDs e pôsteres recém-autografados pelos integrantes. Exatamente às 21h, com todos os anfitriões prontos, as luzes se apagaram e o show começou com a já conhecida introdução: “The Ecstasy of God”.

photo by. Ubaldo G. @photohorus

A turnê apresenta um repertório muito especial, composto por músicas do Metallica em versões estendidas, com arranjos magistrais e versões mais elaboradas do que as já conhecidas. A banda não deu trégua. Um após o outro, sucessos como “For Whom the Bell Tolls”, “Creeping Death” e “Battery” foram tocados.

No início, o público parecia um pouco tímido, mas graças a Paavo Lötjönen, que incentivou todos a se levantarem e liberarem a energia acumulada, o Teatro Morelos se transformou em um coro de gritos, cânticos e punhos erguidos que acompanhou o concerto do começo ao fim. Os três violoncelistas europeus dominaram o palco com potência e elegância.

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Eicca Toppinen dirigiu-se à plateia, explicando a importância do Metallica no desenvolvimento artístico do Apocalyptica: como suas músicas foram uma inspiração e uma forma de superar obstáculos pessoais. Ele também falou sobre a importância de honrar as lendas, apresentando uma das faixas mais significativas do álbum que a banda está lançando: “The Call of Ktulu“.

Para esta música, eles utilizaram a linha de baixo original gravada por Cliff Burton. Com a aprovação do Metallica e da família Burton, a música começou, acompanhada por uma imagem de Cliff que foi exibida no telão do início ao fim. No palco, a banda finlandesa tocou com solenidade, sentimento e teatralidade, enquanto a plateia demonstrava emoção genuína.

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Tras un momento tan conmovedor, llegó otro más. Eicca destacó cómo retomaron canciones clásicas de la época en que Metallica se consolidó, llevándonos al lejano 1983, año en que salió Kill ’Em All.  Al mencionarlo, los asistentes estallaron en gritos que llenaron el recinto justo cuando “The Four Horsemen” arrancó con su sonido agresivo y temerario. Una canción que incluso en la propia banda estadounidense es difícil escuchar en vivo, pero que Apocalyptica ha traído de vuelta con una emoción encantadora. Quizá lo único que faltó fueron los trajes de gala del video oficial de este track. Fueron cinco minutos intensos, con violonchelos que parecían modificados para resistir toda la energía y agresividad de los músicos.

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Após um momento tão emocionante, outro se seguiu. Eicca destacou como eles revisitaram canções clássicas da época de ouro do Metallica, nos levando de volta a 1983, o ano do lançamento do Kill ‘Em All. Ao mencionar isso, a plateia explodiu em gritos que ecoaram pelo local, assim que “The Four Horsemen” começou com seu som agressivo e impetuoso. É uma música que até mesmo a banda americana raramente toca ao vivo, mas o Apocalyptica a trouxe de volta com uma emoção cativante. Talvez a única coisa que tenha faltado tenha sido o figurino glamoroso do videoclipe oficial da música.
Foram cinco minutos intensos, com violoncelos que pareciam modificados para suportar toda a energia e agressividade dos músicos.

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A noite caminhou para o seu clímax com sucessos favoritos dos fãs como “Master of Puppets” e “Nothing Else Matters”, músicas que soaram mais intensas do que nunca. A multidão gritou e cantou junto com essas faixas icônicas, especialmente a última, onde as luzes dos celulares deram um toque especial à apresentação. Perttu Kivilaakso agradeceu ao México por todo o apoio recebido ao longo dos anos, mencionando que é um país lindo e um dos seus favoritos para visitar, tanto pela receptividade quanto pela lealdade do público. Em seguida, apresentou toda a banda, que foi recebida com aplausos, gritos e elogios sinceros.

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O concerto atingiu o seu auge com “One“, na sua nova versão lançada recentemente com participações de James Hetfield e Robert Trujillo. Uma performance dramática e teatral que emocionou profundamente o público. Cada nota ressoou nas suas veias e causou-lhes arrepios. Sem dúvida, uma das canções mais importantes da noite, com a voz de Hetfield ao fundo a amplificar ainda mais o impacto emocional. A canção foi recebida com uma ovação de pé.

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E quando tudo parecia perdido, a banda voltou ao palco para um bis com “Seek & Destroy”, um clássico do repertório do Apocalyptica que soou simplesmente belíssimo. Encerraram o show com chave de ouro: gritos e coros em volume máximo. No geral, achamos o concerto magnífico. O repertório agradou não só aos fãs do Apocalyptica, mas também aos amantes do Metallica, que, com os punhos cerrados, se entregaram completamente para cantar junto todas as músicas. O público saiu satisfeito; muitos até ficaram para comprar CDs, camisetas e vinis, que foram os primeiros a esgotar.

Agradecemos a Idevy Mark pela hospitalidade e a todos que participaram da organização deste evento. Nos vemos no próximo… para mais volume brutal.

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