No último sábado, 14 de junho, a Sala 1 do LAV – Lisboa Ao Vivo, completamente cheia de fãs ansiosos, foi palco de uma noite histórica com o mais puro Heavy Metal da lenda alemã ACCEPT, veteranos incontestáveis do estilo, em um evento impecável e emocionante promovido pela Free Music Events.

Accept @ LAV - Lisboa Ao Vivo | Photos by: Pedro Gama & Cultura Em Peso
Accept @ LAV – Lisboa Ao Vivo | Photos by: Pedro Gama & Cultura Em Peso

Para mim, é sempre uma honra cobrir um evento desse calibre. É incrível ver a chama do rock tradicional sendo mantida acesa pelos verdadeiros dinossauros que ajudaram a moldar esse amor tão genuíno pela música à moda antiga. Isso faz o coração vibrar nas profundezas! E esta já é a terceira vez que os vejo ao vivo, então posso afirmar sem hesitar: QUE ESPETÁCULO! Uma banda que vai muito além do nome — eles honram cada centímetro de sua fama. Impecáveis, carismáticos e com uma energia absurda, provando que a idade é apenas um detalhe.

A dupla Mark Tornillo (vocal) e o mestre das seis cordas Wolf Hoffmann mostrou entrosamento e aquela simpatia inconfundível. Ao lado deles, os guitarristas Uwe Lulis e Philip Shouse, o baixista Martin Motnik, e o baterista Christopher Williams completaram o time com perfeição, proporcionando um verdadeiro concerto dos sonhos. Tornillo é um frontman extraordinário, com vocais impecáveis tanto nos clássicos da era Udo quanto nas faixas mais recentes, desde sua entrada na banda em 2010.

Sem banda de abertura, o palco — lindamente montado com o tema do último lançamento da banda, o álbum Humanoid (2024) — já hipnotizava. Dez minutos antes da hora marcada, a cada intervalo no som mecânico, a plateia rompia em alguns gritos e aplausos. Ansiedade pura! Quando o relógio bateu 21h30, foi dado o pontapé inicial às duas horas de uma viagem por uma discografia impecável.

O set começou com duas faixas do novo álbum: “The Reckoning” e a própria “Humanoid”. O público cantou palavra por palavra, em pura euforia. Mas foi na sequência de clássicos oitentistas que a sala explodiu: “Restless and Wild” (do lendário disco de mesmo nome lá de 1982), “London Leather Boys” (direto do clássico Balls To The Wall de 1983) e “Living For Tonite” (do icônico Metal Heart de 1985). Uma verdadeira viagem ao auge do heavy metal!

Accept @ LAV - Lisboa Ao Vivo | Photos by: Pedro Gama & Cultura Em Peso
Accept @ LAV – Lisboa Ao Vivo | Photos by: Pedro Gama & Cultura Em Peso

Voltando ao novo material, tocaram “Straight Up Jack”, e depois mais uma volta aos anos 80 com “Midnight Mover”. Em seguida, “The Abyss”, direto do disco Blood Of The Nations (2010) — o primeiro com Tornillo. E então veio o poderoso medley denominado “Riff Orgy”, reunindo “Demon’s Night” + “Starlight” + “Losers and Winners” + “Flash Rockin’ Man” — uma avalanche de riffs e emoção!

Mais uma do novo disco: “Frankenstein”, marcando a última participação de Humanoid na noite. Em seguida, Tornillo aproveitou para conversar com a malta, comentando sobre os 8 anos desde que vieram para Portugal pela última vez, e brincando que a próxima música era uma canção de amor. E foi com esse tom irônico que anunciaram “Son of a Bitch”, do álbum Breaker de 1981.

A pancada “Dying Breed” veio como uma rápida passagem pelo álbum Blind Rage de 2014, seguida da icônica “Breaker”, uma pausa para um pouco de calmaria com a belíssima “The Best Is Yet to Come”, depois “Shadow Soldiers” mantendo o clima mais emotivo, e então, a tão esperada “Princess of the Dawn”. Mas foi em “Metal Heart” que a energia chegou ao seu clímax, aquele momento em que o amor ao heavy metal pulsa em todos os corações ali presentes.

Voltamos a 2010 para a icônica “Teutonic Terror”, minha favorita na voz original de Tornillo, seguindo de “Pandemic”. E assim encerraram a primeira parte do set, saindo brevemente do palco enquanto o público os chamava de volta aos brados.

Às 23h11, eles retornaram para o encore com três clássicos absolutos: a devastadora “Fast as a Shark”, a histórica “Balls to the Wall” – com todos cantando à plenos pulmões -, e para fechar, “I’m a Rebel”, com a plateia em transe dando tudo de si ao cantar junto os refrões.

O show chegou ao fim às 23h28, deixando um rastro de euforia, emoção e gratidão. Um concerto de RESPEITO MÁXIMO. E eu só posso dizer: É MARAVILHOSO O PODER QUE TEM O CLÁSSICO!

SETLIST: 1. The Reckoning | 2. Humanoid | 3. Restless and Wild | 4. London Leatherboys | 5. Living for Tonite | 6. Straight Up Jack | 7. Midnight Mover | 8. The Abyss | 9. Riff Orgy: Demon’s Night / Starlight / Losers and Winners / Flash Rockin’ Man | 10. Frankenstein | 11. Son of a Bitch | 12. Dying Breed | 13. Breaker | 14. The Best Is Yet to Come | 15. Shadow Soldiers | 16. Princess of the Dawn | 17. Metal Heart | 18. Teutonic Terror | 19. Pandemic | Encore: 20. Fast as a Shark | 21. Balls to the Wall | 22. I’m a Rebel

MAIS FOTOS AQUI:

Facebook - Comente, participe. Lembre-se você é responsável pelo que diz.