Os Iron Maiden estão a celebrar os 50 anos de carreira, e a cargo da Prime Artists, a tour Run For Your Lives 2025 teve paragem obrigatória em Lisboa, com lotação esgotada, uma setlist especialmente emocionante e a Cultura em Peso não poderia faltar.
Chegamos junto à Meo arena já próximo da hora de abertura de portas e podia ser notada uma imensa quantidade de t-shirts de Iron Maiden por toda a parte, mais emocionante ainda foi ver várias gerações representadas, avós, pais e filhos.

Foto: Rita Mota – @ritafmota.photo | Avatar

A abertura ficou a cargo dos suecos AVATAR, na sua terceira passagem pelo nosso país (a quarta está já agendada para 27 de Fevereiro de 2026, tomem nota!), subiram ao palco às 19h30 cheios de energia contagiante. O vocalista Johannes Eckerström saiu de um presente gigante agarrando um balão, comandou o espetáculo como se fosse um mestre de cerimónias num cabaré distorcido como gosto de lhe chamar, sempre envolvente, cuidadosamente elaborado e coreografado. Uma atuação bastante coesa e capaz de agarrar o público já ali presente.

Setlist
Dance Devil Dance
The Eagle Has Landed
Captain Goat
In the Airwaves
Bloody Angel
The Dirt I’m Buried In
Smells Like a Freakshow
Hail the Apocalypse

Foto: Rita Mota – @ritafmota.photo | público

Uma grande pergunta na cabeça de todos com certeza era: como o novo baterista iria performar na vez de Nicko McBrain?

Como usual, o espetáculo começou com Doctor Doctor e de imediato foi possível sentir o entusiasmo e a energia na plateia, a única diferença em relação ao habitual, é que este foi o mais próximo a que os Maiden chegam de um concerto de grandes exitos.

Abriram o set com Murders in the Rue Morgue, uma surpresa e uma emoção de ouvir ao vivo, seguiram-se “Wrathchild” e “Killers”. Durante “Killers” tivemos a especial visita de Eddie com um machado na mão, a tentar atacar todos os integrantes da banda.
O segmento inicial foi incrível — estávamos todos ansiosos pelo “SCREAM FOR ME, PORTUGAL“, não estávamos?
Em  “Phantom of the Opera“, destaque para a voz de Bruce em plena força.

Todo o espetáculo passou pela era Bruce Dickinson — uma mistura de “Powerslave”, “Number of the Beast” e “Seventh Son of a Seventh Son“.

O palco foi invadido novamente por Eddie em “The Trooper“, mais uma vez ameaçando todos os integrantes da banda. “Hallowed be thy Name“, fez-se acompanhar de uma animação a tender para o horror e sombrio, e Bruce apresentou-se dentro de uma jaula durante o tema.

Foto: Rita Mota – @ritafmota.photo | Iron Maiden

Menção especial: as animações durante “Rime of the Ancient Mariner” (já não era tocada desde o ano 2009) e “Hallowed Be Thy Name” estão incrivelmente bem feitas.
Bruce continua a demonstrar que é dos maiores frontman de todo o sempre com a sua performance eximia quer a nível vocal, quer a nível de representação.

Encerraram com um power trio: “Aces High“, “Fear of the Dark“, durante a qual toda a Meo Arena foi iluminada pelas lanternas dos telemóveis, e “Wasted Years“.

Final épico.

Setlist
Murders in Rue Morgue
Wrathchild
Killers
Phantom of the Opera
Number of the Beast
The Clairvoyant
Powerslave
2 Minutes to Midnight
Rime of the Ancient Mariner
Run to the Hills
Seventh Son of a Seventh Son
The Trooper
Hallowed be thy Name
Iron Maiden
Aces High
Fear of the Dark
Wasted Years

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