O segundo dia do Vagos Metal Fest superou mais uma vez todas as expectativas que já estavam bem no alto. Com um cartaz fortíssimo liderado pelos nacionais Moonspell, e ainda grandes nomes a acompanhar, viveu-se mais um longo dia de música extrema, amizade, convívio e alegria!

À semelhança do dia anterior, o festival começou bem antes da abertura de portas. Isto porque a festa já começava cedo no campismo onde alegria e felicidade não faltava. Os festivaleiros ligaram as suas colunas e fizeram a festa antes desta arrancar no recinto como já é habitual na capital do metal.

O segundo dia, sexta feira, dia 1 de agosto, contava com um alinhamento estrondoso: a encabeçar o dia tivemos os gigantes nacionais Moonspell, e a acompanhar tivemos ainda Warbringer, Dying Fetus, Rhapsody Of Fire, Angelus Apatrida, Hills Have Eyes, Karbonsoul, Lunarsea, House of Dawn, Methedras e Haunted Gods.

HAUNTED GODS- Palco Illegal

A primeira banda a pisar o Palco Illegal e a abrir as hostilidades do segundo dia de festival foram os espanhóis Haunted Gods. Com o seu Power Metal mitológico e cheio de melodia, contaminaram o recinto de energia e alegria. A melhor forma de arrancar o segundo dia.

Embora o recinto estivesse um pouco vazio, algo normal para o dia de calor que se vivia e após um dia tão longo como foi o anterior, não faltou interação com o público e vice versa. Txell (vocalista) transpirava power metal com uma postura mega contaminante e um timbre bastante característico.

Durante esta atuação, mergulhamos num universo musical carregado de emoção e grandiosidade dominada por estruturas épicas, solos virtuosos e uma energia transcendental. Viveu-se uma intensa comunhão com o público, que vibrava a cada mudança de dinâmica e refrão poderoso.

De facto mereciam uma audiência maior mas deram um espetáculo absolutamente incrível e digno do estilo!

Setlist: 1- The Ritual; 2- Zirael; 3- Threshold; 4- Road of Trials; 5- Descendig; 6- Revelations.

 

METHEDRAS- Palco Vagos

E como nós, público do Vagos, gostamos de transições bruscas, que tal passar do power metal melódico e alegre de Haunted Gods diretamente para a brutalidade do Thrash Metal de Methedras? Sim!

Rondavam as 16h do segundo dia de festival e o recinto já se via mais composto para assistir à atuação destes italianos e rapidamente uma onda de energia bruta contaminou o público.

Este grupo formado em 1996, apresentou-nos um estilo que combina thrash metal rápido e incisivo com a agressividade visceral do death metal moderno, trazendo ainda elementos de groove. 

Nesta atuação fomos confrontados com uma corrente de energia bruta e uma gigante precisão instrumental. Mesmo diante de uma plateia não muito cheia por ainda ser muito cedo, a banda manteve uma performance explosiva e impecável, e bons exemplos são a interpretação de temas como “Injected Thoughts”, “Envy Society”, “Psychotic” e “The Abyss”.

O vocalista dominou completamente o palco com berraria feroz, enquanto Daniele Colombo disparou solos precisos e a secção rítmica pulsou sem descanso. Uma experiência que redefiniu o que significa thrash/death ao vivo.

Houve ainda espaço para uma pequena homenagem ao príncipe das trevas, Ozzy Osbourne já perto do fim do concerto.

Setlist: 1- Another Fall; 2- Injected Thoughts; 3- Envy Society; 4- Dead Silence; 5- Psychotic; 6- The Abyss.

 

HOUSE OF DAWN- Palco Illegal

House of Dawn vieram diretamente de Espanha para nos apresentar algo ligeiramente diferente daquilo que é “normal” do festival. Não sendo isto uma coisa má, antes pelo contrário. Contaminaram-nos com melodias que de alguma forma nos fazem viajar no tempo com o seu rock estilo Americano que faz lembrar os grandes Pearl Jam.

Não foi a primeira vez do vocalista a marcar presença neste festival. Já teria passado pela capital do metal duas vezes no passado com outros projetos, mas partilhou que adora o ambiente e que nunca se cansaria de cá vir.

Agora, pela primeira vez com House Of Dawn, deram uma demonstração de como dar um verdadeiro concerto de rock. Mas não se enganem pois existiram várias passagens de verdadeiro peso por entre as faixas mais leves e melódicas e até com fases meias texanas. Em suma, apresentaram-nos uma proposta única que mescla rock alternativo com grunge e até Southern rock. O seu estilo é introspectivo e emocional e cheio de vocais expressivos, ao mesmo tempo catchy e apelativo para ser cantado em uníssono.

A atuação durou apenas 30 minutos mas foi o suficiente para demonstrar precisão e envolvência, criando conexão através de temas como “Learn the Lessonou “Chase Your Goals, acompanhados por grooves sulistas marcantes e variações de dinâmica que fazem o público oscilar entre introspecção e elevação sonora.

Setlist: 1- Be Immortal; 2- Learn The Lesson; 3- Triumph of the Day; 4- Grow; 5- Freedom; 6- Chase your Goals; 7- Simple Man; 8- Sleeping With Madness; 9- Kick Hard; 10- Seduced By The Lies.

House of Down - Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama
House of Down – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

LUNARSEA- Palco Vagos

O quarto grupo do dia foram os Italianos Lunarsea, grupo de Melodic Death Metal. 

Este quarteto Italiano é melhor descrito como uma banda de death metal melódico com uma mistura de vocais ásperos e limpos. Faz de certa forma lembrar bandas como Disarmonia Mundi ou Soilwork, ou até Scar Symmetry ou Into Eternity. Mas, com Lunarsea, há uma ponta mais polida e moderna.

Assistir a este concerto teve tanto de intenso como de envolvente. A banda demonstrou uma pujança tremenda, uma performance técnica impecável e uma interação próxima com o público. Houve um bom equilíbrio entre momentos de brutalidade com passagens mais melódicas e emocionais e a presença em palco de Lunarsea é marcante, consolidando-os como uma das principais atrações do cenário metal europeu e uma banda de respeito.

Claramente, um nome a ter em conta num futuro próximo, pois demonstraram uma qualidade e potencial enorme, a pôr Itália ,mais uma vez, no que de melhor se faz no Metal.

 

Lunarsea - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Lunarsea – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

KARBONSOUL- Palco Illegal

Mantemo-nos no mundo do Death Metal mas agora com os nacionais Karbonsoul. A banda liderada por uma das mais poderosas vozes femininas nacionais, Muffy, contava já com um recinto bastante composto demonstrando que havia muito público fã e seguidor desta banda.

Formados em 2007, apresentaram um death metal moderno que, aliado à sua energia intensa, conseguiram rapidamente alcançar uma conexão sólida com público.  A voz da vocalista Mafalda “Muffy” Hortas é uma peça-chave na identidade da banda, alternando entre vocais limpos e guturais, com uma expressividade que acrescenta camadas de intensidade e expressividade às músicas, dando umas pinceladas diferentes a cada música.

Estivemos perante dinâmicas contrastantes: momentos de peso esmagador sucedem-se a passagens mais melódicas e atmosféricas, criando uma viagem sonora que capturou tanto a força do metal extremo quanto a beleza sombria do mais melódico.

O público delirou com esta atuação o que foi comprovado com os mosh pits e circle pits constantes. Uma grande confirmação para o cartaz deste ano!

 

KarbonSoul - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
KarbonSoul – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

HILLS HAVE EYES- Palco Vagos

Diria que HHE trouxeram um pouco daquilo que P.O.D. também trouxe no primeiro dia de festival – nostalgia!

Formados em 2005, em Setúbal, HHE são uma das principais bandas representantes do metalcore nacional. Com influências de grupos como As I Lay Dying e Killswitch Engage, a banda caracteriza-se por uma fusão de riffs pesados, breakdowns intensos e letras que exploram temas como lutas internas, desilusões e superação.

A banda subiu ao palco com uma força de uma bomba prestes a explodir e, acima de tudo, muita vontade de estar ali para contagiar o publico com essa força arrebatadora.  Apresentaram um alinhamento que incluiu faixas como “The Bringer of Rain“, Never Quit e “Strangersque são hinos da sua extensa carreira. O público respondeu com entusiasmo, criando uma atmosfera de união e celebração do metal.

Com o seu Metalcore cheio de pujança, com tanto de juvenil como de rebeldia, criaram uma onda de nostalgia no recinto que se demonstrou através de intensos mosh pits. Os seus refrões orelhudos foram também provocadores de uníssonos em vários dos temas interpretados.

Esta atuação destacou-se como um dos momentos mais marcantes do festival, consolidando definitivamente o estatuto dos Hills Have Eyes como uma das bandas mais influentes do metalcore em Portugal. Antes de se despedirem, o vocalista partilhou uma mensagem sincera: “É um privilégio enorme estar aqui no cartaz do Vagos.” Mas acredito que falo em nome de todo o público quando digo que, para nós, é um orgulho imenso ter uma banda como os HHE a representar Portugal com tanta força e paixão.

Setlist: 1- Intro; 2- The Bringer of Rain; 3- Agnes; 4- Trve as Fuck; 5- Hold Your Breath; 6- Goodbyes; 7- Anyway It’s Gone; 8- Never Quit; 9- Acacius; 10- Antebellum; 11- Strangers.

 

Hills Have Eyes - Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama
Hills Have Eyes – Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama

 

ANGELUS APATRIDA- Palco Illegal

Penso que é do conhecimento geral que Angelus Apatrida têm uma gigante rede de fãs em Portugal. Isto é visível devido às constantes passagens da banda por solo português e à enorme adesão do público português aos seus concertos. Este, no Vagos Metal Fest, não foi exceção. Não só o recinto estava extremamente bem composto, como houve uma explosão de energia durante toda a atuação dos espanhóis.

Angelus Apatrida são uma das bandas mais proeminentes do thrash metal europeu. Formados em 2000, destacam-se pela fusão de influências clássicas do thrash dos anos 80 com uma produção moderna e técnica apurada.

Neste segundo dia do festival, a banda subiu ao palco com uma energia avassaladora como já nos tem vindo a habituar. O público português respondeu com entusiasmo, criando uma atmosfera eletricamente carregada. Com temas cheios de solos cortantes, ritmos impiedosos e mensagens de revolta, a atuação reafirmou o estatuto dos Angelus Apatrida como uma das forças mais explosivas da cena thrash europeia e o público foi levado à loucura em constantes circle pits.

Uma verdadeira explosão de energia durante toda a atuação. Foi um para muitos pescoço naquela tarde de verão, simplesmente não dava para evitar o headbanging.

Setlist: 1- Intro; 2- One Of Us; 3- Snob; 4- Indoctrinate; 5- Cold; 6- We Stand Alone; 7- Give ’em War; 8- Sharpen Tje Guillotine; 9- You Are Next.

 

Angelus Apatrida - Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama
Angelus Apatrida – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

RHAPSODY OF FIRE- Palco Vagos

E vamos novamente a uma transição abrupta? Chegou a hora do Power Metal Sinfónico dos Rhapsody Of Fire contaminar o recinto que, por esta hora, já se encontrava bem cheio! Estes Italianos eram claramente um dos nomes mais fortes desta edição e puxaram muita malta do estilo para este concerto.

Como é do conhecimento geral, a banda, já passou por muitas transformações desde a sua origem em 1993, transformações essas que afetaram não só o alinhamento da banda, como também o seu nome. O grupo nasceu sobre o nome de Thundercross. mais tarde, em 1995, mudou para Rhapsody e, por volta de 2006, foram forçados a mudar o nome novamente, desta vez para Rhapsody of Fire devido a problemas de direitos autorais. Quanto ao alinhamento, apenas um dos membros permanece desde a sua origem, Alex Staropoli (teclados e vocais), enquanto os restantes membros atuais se foram integrando desde 2011 até à data.

O que é certo é que o alinhamento apresentado neste concerto foi mais do que o necessário para marcar as almas de todos os presentes. Com excelente demonstração técnica e uma postura digna daquilo que é o power metal, estes Italianos deram uma verdadeira festa.

Guitarras grandiosas, orquestrações potentes e vocais ainda mais potentes de Giaacomo Voli que impressionou a cada faixa, com a sua entrega soberba, aparecendo sempre com refrões cativantes, notas agudas mas não irritantemente agudas, e às vezes aparecendo com um som mais áspero e ameaçador com growls dignos de Death Metal.

Alessandro Sala e Roberto de Micheli também fizeram um ótimo trabalho nas cordas, com muita consistência sonora e riffs rapidissímos, acordes poderosos e fortes solos de influencia Neoclássica. As orquestrações e teclados omnipresentes acabam por reforçar a componente mais sinfónica, histórica e até cinematográfica dos seus temas protagonizados pelo membro fundador Alex Staropoli. E claro, com a precursão de Paolo Marchesich, por vezes rápida, outras vezes mais leve, os ingredientes estavam todos na panela para o resultado ser um verdadeiro concerto power metal.

Mergulhamos num universo épico e cinematográfico, onde o symphonic power metal se transformou num verdadeiro conto de fantasia ao vivo. Temas obrigatórios como “Emerald Sword” e “Dawn of Victory”, demonstraram ser verdadeiros hinos de guerra ao incendiar o recinto de tantos punhos no ar, e por isso foram a escolha para encerrar o setlist deste concerto memorável.

Apresentaram uma exibição bombástica de power metal sinfônico cheio de grandiosidade, qualidade, profissionalismo e uma sentimento épico que nos faz sentir que fazemos parte de um batalhão de guerreiros em busca por algo mítico e majestoso.

Setlist: 1- Intro; 2- Unholy Warcry; 3- Rain Of Fury; 4- I’ll Be Your Hero; 5- March Swordmaster; 6- Challenge The Wind; 7- Wizard’s Dream; 8- Chains of Destiny; 9- Warrior Heart; 10- Kreel’s Magic Staff; 11- Dawn OF Victory; 12- Emerald Sword.

 

Rhapsody of Fire - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Rhapsody of Fire – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

DYING FETUS- Palco Illegal

Os Dying Fetus eram um dos nomes mais ansiados do dia e do festival. Grupo originário de Maryland, EUA, apresenta-se como um dos expoentes máximos do brutal e technical death metal, reunindo partes extremas do grindcore desde 1991.

Com a sua música cheia de riffs técnicos e grooves marcantes, vocais guturais e blast beats agressivos que combinam precisão técnica com intensidade viscosa, inundaram o recinto do vagos de tamanha agressividade.

Com uma atuação arrebatadora que mergulhou o público na fúria pseudo-controlada do seu som, foram protagonistas de um dos pontos mais altos do festival. A audiência respondeu com mosh pits massivos e uma comunhão intensa durante todo o espetáculo, e muita, muita “porrada”!!!

Em palco, os três elementos mostraram uma sinergia impecável, atitude feroz e uma precisão instrumental impressionante, especialmente notável por serem apenas três músicos no palco, o que, na minha opinião, torna tudo ainda mais extraordinário ao vivo.

Fizeram uma viagem por toda a sua discografia e nota-se uma coisa, estes amigos nunca tiram o pé do acelerador e parecem cada vez mais marcantes no seu estilo, demonstrando que são influencia para muitas bandas mais novas.

Perdoem-me a conotação “tuga” mas Dying Fetus são mesmo como o vinho do porto, quanto mais velhos, melhores!

Foi uma performance memorável, deixando a sensação de terem redefinido os limites da brutalidade e da técnica no death metal ao vivo.

Dying Fetus - Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama
Dying Fetus – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Dying Fetus - Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama
Dying Fetus – Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama

MOONSPELL- Palco Vagos

Até que chegamos á atuação da noite, já com o recinto completamente cheio e o público à espera que os NOSSOS Moonspell provassem mais uma vez o porquê de serem os porta estandartes do metal português. Não que eles ainda precisassem de o fazer, mas fizeram e ainda elevaram um pouco mais o patamar porque conseguem sempre dar algo mais a um povo que eles sentem ser tão deles.

Estes lobos podiam facilmente fazer uma setlist copy past e usar o caminho mais fácil para dar um bom concerto, mas isso para eles não chega e isso é que faz deles homens que foram lobos e que provam que para sempre o serão. Ainda para mais, é palpável o orgulho dos mesmos ao atuar para o público português, tanto que a setlist foi escolhida especialmente para as almas lusas.

Musicas como “In Tremor dei”, “Todos os Santos”, “Butterfly FX”, foram algumas das que fizeram mais vozes gritar, sem nunca esquecer os verdadeiros hinos de Fernando Ribeiro e companhia, como “Vampiria” (onde Fernando Ribeiro demonstra cada vez mais capacidade de ser teatral), “Alma Mater” (hino para os metaleiros portugueses) e “Fullmoon Madness” (a despedida emotiva e perfeita, usada como climax da performance).

Assistir a este concerto foi mais do que uma simples experiência musical, foi um ritual de identidade e pertença. Ver a maior banda extrema portuguesa a dominar o palco com a sua presença intensa desperta sempre um orgulho visceral em cada português presente. Entre riffs poderosos e atmosferas sombrias, sente-se o pulsar de um país com raízes fortes e voz própria no mundo do metal. Cada acorde ecoa como um hino à cultura lusitana, provando que Portugal não só tem história, mas também presente e futuro na cena musical internacional. É impossível não sair de um concerto de Moonspell com o peito cheio!

Durante este espetáculo ainda houve tempo para uma novidade, o novo album sairá a 6 Julho de 2026, e este presente foi a cereja no topo do bolo. Obrigado lobos, é um orgulho fazer parte desta alcateia.

Setlist: 1- Intro; 2- In And Above Men; 3- From Lowering Skies; 4- Southern Deathstyle; 5- Soulsick; 6- Butterfly FX; 7- Blood Tells; 8- In Tremor Dei; 9- Opium; 10- Extinct; 11- Night Eternal; 12- Finisterra; 13- Breathe (Until We Are No More); 14- Em Nome do Medo; 15- Vampiria; 16- Alma Mater; 17- Todos Os Santos; 18- Full Moon Madness.

 

 

Moonspell- Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Moonspell- Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

WARBRINGER- Palco Illegal

Para encerrar o segundo dia com chave de ouro, nada como voltarmos ao Thrash, desta vez com os americanos Warbringer.

Os Warbringer são uma força imparável do thrash metal moderno, formados na California em 2004. Reconhecidos por reviver o som clássico dos anos 80, a banda trouxe-nos riffs velozes, baterias densas e vocais agressivos. Com uma enorme rede de fãs mundialmente, são sem sombra de dúvidas uma das bandas mais consistentes do género.

Neste concerto e já a uma hora bem avançada, incendiaram o palco com uma performance avassaladora. A plateia reconheceu a intensidade técnica e a energia explosiva no palco e o mosh pit foi constante. Uma explosão de euforia coletiva e o público absorveu cada acorde como se fosse uma descarga elétrica sonora.

Este grupo não só representa o revivalismo thrash, como também o eleva a outro patamar, colocando Warbringer no topo do Thrash Metal. E foi a forma ideal de esgotar os restos de energia que ainda existiam nos metaleiros, chegando assim ao fim do segundo dia de festival.

 

Warbringer - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Warbringer – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

 

O final do segundo dia do Vagos Metal Fest foi mais do que um simples fecho de programação. Foi o culminar de uma jornada intensa, repleta de contrastes e emoções. Com bandas de diversos estilos que vão desde o emocional do Power Metal, ao violento do Death Metal Técnico, muito se viveu ao longo deste segundo dia de festival.

Com os últimos acordes a ecoarem na noite amena de Vagos, ficou no ar aquela sensação rara de pertença, de quem sabe que viveu algo que vai muito para além da música. O espírito do festival, feito de comunhão, paixão e entrega, mostrou-se vivo e vibrante até ao último segundo.

Amanhã há mais!
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