
A tarde de sexta-feira, 29 de agosto, esteve marcada pela chuva nos arredores do FuckOffRoom, local que à noite recebeu a banda mexicana Resorte, que apresentou seu novo EP. O cartaz anunciava início às 20:00h e a fila de pessoas fora do local já começava a crescer, assim passaram os minutos até que o acesso começou às 20:30, entre pessoas adultas, jovens e os menores, ou seja, três gerações reunidas para um concerto mais pessoal entre banda e público.


Uma experiência completa de metal mexicano Ao ingressar, o primeiro aspecto que chamou a atenção foi a zona de mercadoria oficial, com camisetas, pôsteres, vinis, patches e uma cerveja edição especial decorada com a imagem do cartaz do evento. Dentro do local também havia um bar com alimentos e bebidas a preços acessíveis — entre sete e nove dólares —, embora o primeiro a se esgotar foram as cervejas, tão apreciadas pelo público metaleiro.

O relógio marcava pouco mais das 22:00h quando Resorte subiu finalmente ao palco. O público, que já mostrava impaciência, esqueceu tudo assim que soaram os primeiros acordes. O que se seguiu foi um show de pouco mais de uma hora, no qual a banda reafirmou seu status como referência do metal mexicano. Com novos temas em seu repertório, Resorte mostrou que não vive apenas da nostalgia: depois de “República Zombie”, agora aposta forte com seu EP “Mi beat sonando como King Kong”, com o qual busca conectar tanto com sua base histórica de fãs quanto com novas gerações. Entre os presentes podiam-se ver até famílias completas aproveitando o concerto.
Equilibrando tradição e renovação

As hostilidades arrancaram with um setlist que equilibrou o clássico e o inovador. “Brota” desencadeou a euforia e foi cantada a plenos pulmões, seguida da estreia de “MadMax”, um tema ainda inédito mas que contagiou energia com seu som cativante e brutal, ideal para o slam. Embora o público não conhecesse a canção, a aproveitou como se fosse um velho hino. A banda brindou com sua cerveja oficial na mão e convidou todos a pular, gerando um ambiente de cumplicidade junto ao carismático Tavo e o poderoso “Queso”.
O setlist continuou com temas do novo material como “Todos de pie”, com um coro agressivo que fez retumbar o recinto; além de “No me detengo” e “Ponte perro”. Também houve espaço para a nostalgia com “Aquí no es donde”, pedida diretamente pelo público, que Tavo interpretou aproximando-se da barricada como autêntico líder da multidão.
O clímax energético da noite

O ponto culminante chegou com a interpretação de “Mi beat sonando como King Kong”, já convertida em favorita graças à sua letra contagiosa e violenta. O moshpit não tardou em se abrir no centro do recinto. A descarga continuou com “Modo bestia”, do disco anterior, com a qual o público terminou de esvaziar sua energia entre suor, empurrões e saltos.
Para o encerramento, a banda surpreendeu com “América”, do álbum República de Ciegos, um tema pouco frequente em seus concertos e recebido com grande entusiasmo. O público, embora exausto, tirou forças para cantar em coro “¡América unida!”. O último acorde marcou o fim do show, embora muitos pedissem com insistência “La mitad más uno”, que não chegou.
Uma noite inesquecível de conexão Apesar disso, o concerto foi um sucesso total. Após o show, um DJ set estendeu a festa, enquanto parte da audiência ficou comemorando entre amigos. Com paciência, os fãs esperaram e foram recompensados: a banda saiu para conviver, assinar autógrafos e tirar fotos, fechando assim uma noite inesquecível. Estamos seguros de que Resorte seguirá presente na cena e desejamos o sucesso de sempre nesse lugar que ninguém vai tirar deles.
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