A nova pedrada do Petrolbreath é uma colisão frontal com o Hard Rock em sua forma mais crua. “Roadkill” gravada inteiramente em fita no Astia Studio sob o comando de Anssi Kippo, a faixa soa suja, urgente e viva — um soco direto no estômago, como manda o hard’n’heavy oitentista.

O trio finlandês Joni Tammenpää no baixo e vocais, Ville Panhelainen na guitarra e Tuomas Patanen na bateria, segue fiel ao legado de bandas como Motörhead, nada aqui é limpo ou seguro, e esse é justamente o charme. A escolha pelo som analógico funciona como um pacto com o passado: não há truques, só entrega.

A letra acompanha a estética: uma metáfora sobre uma noite selvagem, prazer desenfreado e o impacto inevitável que vem depois. Sexo, velocidade, destruição — tudo em clima de filme B. A figura feminina surge como agente do caos, algo entre musa e predadora, o problema é que esse tipo de representação já perdeu o frescor, eu como mulher, não pude deixar de observar que o rock pode (e deve) manter a sujeira, mas precisa aprender a não tropeçar nas mesmas velhas armadilhas de gênero.
No fim das contas, “Roadkill” é barulhenta, visceral e fiel à proposta da banda. Ainda que o discurso lírico pareça preso em estereótipos cansados, musicalmente o trio entrega com força. Depois de “Spread Your Wings and Die”, a banda mantém o nível — embora a estrada seja longa, eles seguem deixando marcas no asfalto.
Nota: 7,5/10
Gravar totalmente analógico nos levou de volta à paisagem sonora da nossa juventude – à crueza e à honestidade que nos levaram a pegar instrumentos! Roadkill foi a explosão de raiva perfeita para nos lançar nesse caminho, onde pudemos capturar a mesma energia que uma banda tem tocando ao vivo! – Petrolbreath

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