Chegamos meio que perto do início do show, a entrada foi bem fácil, sem filas e sem demoras, a Vip Station é uma casa com fácil acesso a banheiros, área de fumante, tinha um pessoal vendendo fichas de cerveja etc, até começar o show era uma casa bem confortável…até começar o show; devidamente credenciado, já me posicionei em um bom lugar e só esperando pelo que viria.
A abertura do Show ficou por conta da banda AXTY, que entrou no palco pontualmente às 20hs, a banda Paulista de Metalcore Moderno, veio com um som bem pesado e muito agitado, logo foi ganhando confiança da galera e foi um show bonito de se ver, e olha que eu não sou muito fã do estilo, mas fizeram um bom set, agitaram bem a galera (teve até um lindo Wall of Death) e pode-se dizer que foi um ótimo “esquenta” para o Slaughter to Prevail que viria na sequência.

De repente tudo ficou azul e começa tocar uma música eletrônica no PA, a galera já começou a se preparar para guerra, e por uns 5 min foi isso…logo começa uma música que parecia um canto gregoriano e o pessoal da banda já foi entrando no palco, Jack Simmons empunhando uma bandeira do Brasil saúda a plateia e logo começa a destruição. Pareciam dois shows, da banda e da galera que foi em peso e lotou o Vip Station de uma maneira absurda. Da primeira à última música agitaram sem parar um minuto sequer, cantaram todas as músicas e tinham um exímio maestro.

Alex Terrible é uma figura carismática, o que ele solicitava era prontamente atendido pela galera “circle pit”, “Wall of Death”, pedia para pular, bater palma, tudo era cumprido a risca por todos os presentes no local. Logo se via alguns tênis voando, camisetas sendo jogadas no palco, o próprio Alex pegou e vestiu uma no meio do show. Aliás, a banda toda hora ficou impressionada com o público ali presente. Foi uma porradaria sem precedentes, toda hora um olhava pra cara do outro curtindo muito o show.

Outro show a parte foi no som e iluminação. Foi muito perfeito tudo. O som estava alto, definido, pesado, no limite. Mas a iluminação dos caras é algo de se tirar o chapéu. Strobos acompanhando os bumbos muito sincronizado, uma chuva de laser impressionante em conjunto com a iluminação fez com que o visual do show fosse surreal, cada cenário montado era condizente com o ritmo do som que estava rolando, foi muito bom!!!

O Setlist, que navegou entre todas as fases da carreira da banda, foi impecável, tocaram todas do EP Behelit, lançado em 2024 e juntamente com as que tocaram do Álbum Koloston, de 2021, foram as que incendiaram a galera que fez uma grande festa quebrando tudo do começo ao fim. Que venham mais shows como esse, daqueles de lavar a alma no Mosh e sair com um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto.

Setlist:
Bonebreacker
Baba Yaga
Conflict
Koschei
Viking
Bratva
Grizzly
Hell
1984
I Killed a man
Behelit
Kid of darkness
Demolisher

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