Desde a fila, era possível sentir a energia do público, uma energia ímpar.
Fãs cantando as músicas da anfitriã da noite, contando histórias dos seus shows com o Nightwish.
Sem deixar de citar que o público estava bem diverso, tanto a galera das antigas, quanto uma geração de novos fãs. Bem antes mesmo das 18:00, os fçãs já estavam na fila e na expectatova de entrar e aprecar a bela noite a qual se aproximava e trazia o sentimento de que seria algo épico. E aliás, foi muito mais que isto. Foi Surrreal.
Próximo ás 19:00, aguardávamos no saguão para ter a permissão para adentrar a VIP STATION. Aquela era noite meio fria do lado de fora, mas do lado de dentro, foi o calor humano que aqueceu e trouxe gostosas memporias e muita nostalgia.
Próximo às 19:30, já estávamos de frente do palco vislumbrando o fundo do palco, com seu suntuoso teatro.. onde se abririam as portas para um concerto de bons sentimentos e uma doce e ao mesmo tempo intensa apresentação.
Aproximadamente faltando ali uns 20 minutos para ás 20:00, subiu então os convidados para a noite etérea que viria. MAGISTRY de forma magistral ligou os motores e deu partida a uma viagem sem volta, por nuances do Metal e um som sinfônico rebuscado e ao mesmo tempo pesado e com suas próprias peculiaradades. A banda é de Curitiba/PR e não escondeu a emoção de estar no palco e lisonjeados de abrirem para a icônica ANETTE OLZON. A própria vocalista Lya , afirmou algumas vezes que estava nervosa (todos estavam), mas na expectativa de apresentar o seu melhor e cativar ainda mais os fãs.

Com o pessar do tempo, a banda foi se soltando e rapidamente já estava entrosada com o público. Se pemitindo ter um papo mais próximo e descontraído com quem ali estava.
Para esta apresentação, a banda trouxe faixas do seu EP e do seu álbum.
Além de um som com intensidade, peso, vocais guturais e sentimento em cada uma de suas canções, se preocuparam também em trazer uma certa teatralidade, com seus integrantes com suas maquiagens e indumentárias de guerra, que davam um ar ainda mais profissional. Não faltaram elogios e gritos de “lindo” e “linda”aos intregrantes que trouxeram a pegada sonora necessária e que fez jus, de estarem ali.
A alternãncia entre os vocais masculinos e femino, trouxe a atmosfera, de que de fato estavamos em um show de uma banda sinfônica e que fazia ainda mais sentido abrirem para ANETTE OLZON.

A banda se apresentou com um set um pouco mais breve, mas fez total sentido.
Iniciaram já com a imponente “Swing to the Circles of Time“,que trouxe uma bateria matadora de Johan, mais rápida acompanhada pelos teclados assombrosos comandados por Thiago Parpinelli e deslanchou nos vocais de Lya, que brilharam já espetacular em parceria com os vocais gututais de Leonardo Arentz, criando toda a aquela atmosfera necessária para a próxima faixa. Em seguida foi a vez de “Alchemy of the Inner World“,que trouxe uma veia mais progressiva/melódica e já trouxe uma outra energia, os guturais de Leonardo dominaram o lugar e era possível observar os olhares da casa, todos voltados para sua performance forte e brutal. Enquanto Lya trazia a doçura e um tom mais épico a esta canção. E uma guitarra mais presente ao final da canção.

A próxima faixa foi a melancólica “Black Abyss“, uma belíssima canção que trouxe vocais também intensos, mas o instrumental mais denso e desacelerado. A melancolia se fez presente. Em seguida foi a vez de “Divine“, se posso assim considerar, foi a segunda faixa mais pesada do setlist, com direito a solo de guitarra e os vocais de Lya e Leonardo ainda mais intensos. Em seguida foi a vez da lindíssima “Me, The Moon and Venus“, uma canção mais introspectiva, que funcionou muto bem, pois ela possu iuma veia mais intimista e melancólica, confesso que esta se tornou a minha preferida e trouxe a voz limpa de Leonardo Arentz. O guitarrista João foi bastante ovacionado pelo público que ali estava, pois agitou muito e convidou a galera a agitar e curtir também.

Já com tom de despedida, foi a vez da poderosa “Lost Paradise” que encerrou esta formidavel apresentação, trazendo à tona energia, vigor, intensidade e principalmente peso. Uma música escolhida de forma muito eficiente para encerrar a apresentação
Durante toda a apresentação o teclado de Thiago estiveram presentes, emoldurando e dando a atmosfera a apresentação eo baixo de Leonardo Ribavem fez a ponte, de forma sensacional entre bateria e guitarras.
Entregando uma apresentação memorável e significativa, MAGISTRY foi uma escolha acertadíssima para esta noite em São Paulo.
Aplaudidos e reverenciados, a banda encerrou sua apresentação e deixou aquela sensação de dever de casa muito bem feito. Seja pela escolha das músicas e forma que a banda foi acolhida e se soltando no palco. No final já pareciam ser de casa.

Formação da MAGISTRY:
Lya Seffrin (vocal), Leonardo Arentz (vocal e guitarra), João Borth (guitarra), Thiago Parpinelli (teclados), Leonardo Rivabem (baixo) e Johan Wodzynski (bateria)
Setlist:
01. Swing to the Circles of Time
02. Alchemy of the Inner World
03. Black Abyss
04. Divine
05. Me, The Moon and Venus
06. Lost Paradise

A casa seguia já desde a MAGISTRY lotada, com todo o espaço da casa ocupado e os fãs, não tiraram os olhos do palco e gritando “Pastora!, Pastora, Pastora!”Uma brincadeira sutil em referência até onde entendi, sobre uma das faixas do setlist (Meadows of Heaven),se entendi errado, me desculpem e deixem nos comentários, a real motivação ( risos).
O publico gritava seu nome e seu “meme” chamando a ANETTE para o palco.
E assim a banda começou a adentrar ao palco, o primeiro ao subir foi o carismático e gentil Kiko Lopes.

Com a banda já no palco, ANETTE sobe com uma pelúcia de cachorrinho, possivelmente presente de algum fã, que a acompanhou durante toda a apresentação.

E para começar, a escolhida foi a icônica “7 Days to the Wolves”, que já chegou jogando lo astral lá em cima. Uma faixa que possui guitarras cadenciadas e um refrão que gruda, mesmo que seja a primeira vez que você esteja ouvindo esta canção. Eu não sei é unanimidade entre o publico, mas é inegavelmente uma das mais conhecidas e mostram a força e a voz de ANNETTE OLZON. E cantando as partes de MARCO HIETALA na época do NIGHTWISH tivemos o talentosissimo Felipe Rocha, grande baixista e grandiosissimo vocalista. Entregou junto com ANETTE, uma apresentação ímpar a frente dos vocais.
E já demonstrando que a noite seria de hits para todos os gostos, foi a vez da empolgante “Storytime“.Com uma vive mais dançante/alto astral. A esta altura o público já estava apaixonado e já conquistado, cantando a plenos pulmões e podia já se ver pessoas chorando e felizes por estar ali. Na sequência foi a vez de “Ghost River“, outra canção importante e empolgante do disco “Imaginaerum“, onde destaco mais uma vez o vocal de Felipe Rocha ( ele é o cara).

Não posso deixar de sinalizar isto, mas o tecladista Vithor foi efusivamente elogiado pelo público, com gritos de “Gostoso”, obviamente, que o tecladista ficou sem graça, sorriu em retribuição e agradeceu o carinho da platéia que estava estava em polvorosa. E assim, o elogio se repetiu diversas vezes ao decorrer da apresentação. Inclusive afirmo que Vithor é um baita tecladista e fez uma performance avassaladora.
Aliás, a banda toda se divertiu e apreciou o momento, cantando com o público.
Antes de seguir com sequência do setlit, quero enaltecer a escolha dos músicos para a banda de suporte a ANETTE: Todos muito técnicos e entrega absurdamente impecável.
Passando pelos vocais, bateria, guitarra e baixo – tudo em sublime sincronia e tocados com maestria. Aliás, estamos falando de músicos com formação, produtores musicais e passagem e/ou estando em bandas do cenário Metal/Underground.

E não podia faltar de forma alguma, a consagrada “Bye Bye Beatiful“, com certeza um dos seus maiores com a vocalista a frente do Nightwish e com certeza, uma das faixas mais lembradas. Não sei se é verdade, mas dizem por ai as pessoas, que esta foi uma alfinetada da banda á vocalista Tarja, não sei se é verdade, mas é o que dizem as pessoas por ai (riso maldoso) trouxe uma ANETTE ( que desde o começo estava), sorridente, agitando, dançando e pulando junto com o público. Cantanda em coro esta foi com certeza, uma canção que a galera não poupou voz ( se é que poupou em alguma – risos). Houve uma entrega sensacional e nem preciso dizer, que a banda de uma forma geral arrebentou e o Felipe Rocha demonstrou uma voz potente e enfática em cada verso.
A seguir foi a vez de “Amaranth“, a música do clássico vídeo do anjo sendo carregado com faixas nos olhos. Outra que foi cantada também pelo público a exaustão.
A seguir foi a vez de “Rest Calm“, uma emblemática canção e que botou a galera para agitar junto e cantando de forma unissona. Na sequência foi a vez da épica ” Last Of The Wilds“, um belo instrumental, lindo e épico. Um respiro para ANETTE, que somente hoje fomos saber que não estava bem e se apresentou medicada, ,por conta de mal estar estomacal.
Em um momento mais intimista com a banda sentada em bancos altos, foi a vez de “Eva“, com ANETTE entregando uma performance cantando quase à capella. Uma canção quase acústica. Foi bonito e emocionante de ver, trouxe com certeza ainda mais lágrimas e nostalgia. Nesta destaco a guitarra de Sanzio Rocha, que entregou um solo deslumbrante.
E esta mesma vibe se seguiu com a faixa “Turn Loose the Mermaids.

ANETTE demonstrou o tempo todo e olhando para os rostos da plateia, que estava feliz e que se sentiu acolhida pelo público, dançou, pulou e se divertiu bastante duratnte sua apresentação. Agradecendo ao público e inflamando o público a acompanhá-la e claramente foi atendida pela platéia que a olhava admirados.

E em seguida foi a vez de “Sahara“e esta ANETTE não cantou sozinha, chamou para o palco a vocalista da banda MAGISTRY para o palco e ambas revezaram, alternando assim os vocais e de forma colaborativa entregando um momento singular da apresentação. Onde eu pude inclusive perceber semelhanças no tom das vozes das vocalistas, que se complementaram de forma excelente. Parecendo que a música foi feita para aquele momento demonstrando total sinergia e sem atropelos.

Em seguida foi a vez da icônica “The Poet And The Pendulum“, uma canção que remete a uma epopéia, por conta dos cenários, alem de ser uma das mais extensas canções do “Dark Passion Play“. A bateria com bumbos duplos tocados de forma destruidora e teclados que tiveram ainda mais destaque. É uma canção com diversos estágios, seja de euforia e de calmaria, tragicidade e empolgação.
Já indo para os momentos finais, foi a vez de “Meadows of Heaven“,faixa que talvez tenha lhe rendido o mesme “Pastora”, que surgiu em Curitiba e foi replicado em São Paulo repetidamente. A vocalista entrou na brincadeira e se divertia cada vez que o público gritava. Não posso deixar de citar a grande quantidade de declarações de amor que a platéia fez a vocalista.
Na reta final, o filho de ANETT, SETH subiu ao palco para agradecer a presença do público e soltar algumas palavras em português, algo que foi prontamente respondido de forma calorosa pelo público. O jovem segurava em uma das mãos, uma lata de Bhrama Duplo Malte (aparentemente) enrolado em uma bandeira do Brasil nas costas. Bandeira esta, que acompanhou ANETTE até o final da apresentação e estava sob uma intensa luz verde e amarela em enfãse as cores da bandeira brasileira. Um momento de descontração antes da derradeira música. Aliás, o próprio filho puxou o coro de “PASTORA”, dizendo, “está muito fraco, vocês conseguem mais”, e obtendo uma plateia grirando ainda mais forte.

E encerrando foi a vez de “Last Ride of the Day“,incendiando mais uma vez o público que lotava a casa, encerrando de forma épica a memorável apresentação.

De forma geral foi um evento incrivel, risadas, diversão, bom papo e situações engraçadas dentro e fora da VIP STATION. Para quem achou que seria algo tímido, foi demasiadamente empolgante e nostalgico.
Uma vez que ANETTE passou maus bocados na banda, por ter a responsabilidade de carregar sobre os seus ombros o legado da vocalista anterior em sua ex banda.
Suas músicas envelheceram bem e ANETTE entregou uma apresentação que bons ouvintes disseram, que estava se sobressaindo as suas apresentações à época do Nightwish.
Bandas vivem de fãs e independente do vocalista, cada qual deve ser respeitado, afinal a cada vocalista, a sua personalidade, sua voz e o momento que a banda está vivendo.|
Conheci e comecei a gostar de Nightwish com a Tarja, e são inevitáveis as comparações.
Porém, não é necessário depreciar nenhum(a) vocalista por conta de sua “viuvez”.
ANETTE entregou uma apresentação linda e cheia de significado, principalmente para os fãs. Percebia se uma ANETTE livre e a vontade, vendo a casa cheia e que todos(as) saíram satisfeitos(as). Só acho que faltou “The Islander” (risos), mas tudo bem. Tenho certeza de que o público saiu satisfeito e realizado.
Parabéns ESTETICA TORTA e ACESSO MUSIC. FOI LINDO!!!!!!!
O Argoth de quase 20 anos atrás, jamais imaginou ver ANETTE OLZON cantando as músicas destes álbuns e isto foi proporcionado por vocês. Aquele Argoth se sentiria realizado e é assim que me sinto. Carismática e com energia contagiante, algumas das palavras que poderiam definir ANETTE e sua apresentação. Entrega nota 10000.
Banda de apoio à ANETTE OLZON em São Paulo:
Felipe Rocha – baixo e vocal ( Marco Hietala)
Sanzio Rocha – guitarra
Vithor Moraes – teclado
Kiko Lopes – bateria
Setlist
01. 7 Days to the Wolves
02. Storytime
03. Ghost River
04. Bye Bye Beautiful
05. Amaranth
06. Rest Calm
07. Last of the Wilds
08. Eva
09. Turn Loose the Mermaids
10. Sahara
11. The Poet and the Pendulum
12. Meadows of Heaven
13. Last Ride of the Day
A seguir as fotos de Sabrina Ribeiro:


