
O trio veterano de Baltimore, Maryland, traz uma experiência interdimensional com o quinto álbum da banda, “Forever Beyond”. 12 anos depois de seu trabalho de lançamento, em 2014. Com influências do Stoner Doom, Rock Psicodélico e uma pitada de Alternativo, Black Lung traz uma pancada na cara do fascismo! Trabalho que se faz essencial, principalmente, nos momentos atuais onde os EUA precisam lidar com a catastrófica e autoritária administração de Donald Trump.
Ouvir esse álbum é uma experiência transcendental. Um bom fone de ouvido, com o volume no talo ajuda a enternder essa viagem. Uma obra que pode te levar à outra dimensão e te fazer perceber a infinitude do universo de uma maneira muito peculiar.
Como dizem, um bom álbum começa com uma boa música de abertura. Aqui, Traveler faz juz ao ditado. A música começa bem lentamente, adiconando cada elemento na sua hora. A linha de baixo é algo a ser apreciado com muita atenção. Tendo seu ápice no refrão tocado em meio tempo. Dando mais tensão e cadência. O solo de guitarra traz uma base completamente diferente que se mescla perfeitamente com a bateria. O que quebra a expectativa e te leva em uma nova direção. Terminando exatamente como deveria. Com um sopro musical, onde a linda voz de Ms. Sara rouba a cena.
Em seguida, Death & Co., já começa com uma batida mais techno. Sons mais eletrônicos se misturam aqui. Um riff de guitarra repetitivo que resolve sua ideia em intervalos mais longos. Dando a impressão de loop. Mas logo te leva para uma nova atmosfera. Oferecendo novos timbres e combinações.
Savior, traz uma virada de bateria bem definida e impactante na caixa. Depois, entra uma concepção mais groovada. Até que o bumbo marca o pulso, enquanto o prato de condução traz brilho ao momento. Então, um piano, do completo nada aparece. Levando de volta à ideia pricipal. Viagem completa quando a panderola entra complementando a bateria no ato final.
Em seguida, Follow, já começa com um belo riff de guitarra, com um baixo bem marcado e uma bateria com bumbo bem marcado. A caixa se desloca, dando uma certa imprevisibilidade para essa canção. No momento mais lento, que antecede o solo de guitarra inicial, o groove nos tons da bateria, soa como os batimentos de um coração. Esse é o tipo de música, que pede pelo volume máximo da ua caixa de som. O violoncelo de Karpay traz um tempero sonoro especial. Se ouvir com cuidado, vai perceber fortes influências de Black Sabbath nessa faixa, em momentos variados. O refrão frenético é de entorpecer a mente.
Logo depois, a bateria enzra com tudo em um groove linear de muita pressão e objetividade. Em Forever Beyond, a guitarra é muito bem trabalhada na produção, trazendo camadas e volumes diferentes que se complementam. O Braese mais parece dar cotoveladas no nosso ouvido. Cavalier, como sempre, mostra a que veio. Pricipalmente no refrão, onde vai subindo o tom a cada frase.
Fullerton e Cavalier fazem uma excelente composição de sons em Border Hoard. O tradicional e confortável compasso 4/4 é jogado na lata do lixo! Os deslocamentos dos acentos, da caixa e do bumbo fazem você se perder nos compassos de 7 notas. Trabalho musical incrível! Aqui, Elias Schutzman mostra sua experiência na forma mais crua e artística possível. O simples que se mistura com o virtuosismo. Técnica madura, sem exageros. São quase cinco minutos e meio de pura insanidade musical. Uma clara revolta em cada nota. Um solo executado em cima de um riff que sabiamente usa o Wa-Wa para trazer pontos de explosão. Essa é sem dúvidas, minha música facorita desse disco.
Mas não se engane! Scum não é aquele tipo de música mais ou menos que a banda só inlcuiu para aumentar o todo total do CD. Pelo contrário, é a música com maior influência clara do Heavy Metal tradicional. Um riff de guitarra pesado que logo se quebra em algo mais melódico e, rapidamente volta à agressividade. Riff digno que poderia ser de qualquer clássico do Judas ou Maiden, por exemplo. Contudo, claramente é uma música do Black Lung. Suas características únicas se destacam nesses épicos oito minutos. Que, nos seus momentos finais, traz um riff de guitarra tão denso que me trouxe referências de Black Metal. Mas com um solo puramente Rock fuckin’ Roll!
De forma muito óbvia, Forever Beyond não é um material que pode ser deixado para ouvir amanhã. Ele é muito rico musicalmente em suas sete músicas muito bem compostas, executadas, produzidas e gravadas. Um trabalho realmente excelente!

Gravado por Steve Wright at Wrightway Studios, Baltimore, MD (US)
Mixado por Steve Wright at Wrightway Studios, Baltimore, MD (US)
Masterizado por Tony Eichler at Goldtone MasterWorks, LLC, Cape Coral, FL (US)
Capa cortesia de NASA/Ames Research Center
Imagem de capa colorida manualmente por Zarahlena Layout por Łukasz Jaszak
Lançamento: 06.03.2026, Magnetic Eye Records
Line-up:
David Cavalier – vocai, guitarra
Dave Fullerton – guitarra
Elias Schutzman – bateria, teclado, vocal
Mac Hewitt (live) – baixo
Line-up de gravação:
Dave Fullerton – guitarra
Elias Schutzman – bateria, percussão, mellotron, sintetizador, bouzouki
Dave Cavalier – vocal, guitarra
Charles Braese – baixo
Músicos convidados:
Ms. Sara – vocais em ‘Traveler’
Robert Karpay – violoncelo em ‘Follow’
Tracklist:
1. Traveler
2. Death & Co.
3. Savior
4. Follow
5. Forever Beyond Me
6. Border Hoarder
7. Scum
Links:
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https://www.instagram.com/blacklungband https://www.facebook.com/MagneticEyeRecords/ https://www.instagram.com/magneticeyerecords/


