Após mais de uma década de intensa atividade, o Angra surpreendeu os fãs ao anunciar uma pausa por tempo indeterminado. O empresário Paulo Baron quebrou o silêncio e, em um relato sincero, explicou os bastidores da decisão. “Ainda estou assimilando tudo… Por isso demorei um pouco em postar sobre todo esse turbilhão de coisas”, escreveu.
A decisão de parar no auge, quando a demanda por shows era alta e a banda estava em sua melhor fase, pode parecer incomum para os fãs. “Normalmente as bandas param quando estão em crise ou em decadência. No caso do Angra, a linha estava em total ascensão”, explicou Baron. Ele reconhece que a escolha foi difícil, inclusive financeiramente, mas havia “algo maior em jogo.”
Baron relembra o convite de Kiko Loureiro em 2012, que o levou a traçar a missão de reposicionar o Angra. “Minha missão era fazer com que a marca estivesse acima de qualquer membro da banda”, revela. O vínculo entre o empresário e os músicos se aprofundou ao longo dos anos, com a banda o acolhendo como um “sexto membro”.
A decisão de pausar, segundo Baron, foi tomada com sabedoria e sem pressa. “Isso que é o mais legal de quando se para bem. Sem pressa. Tudo dependerá de nós”, afirmou. Agradecendo aos fãs, ele deixou em aberto a possibilidade de um futuro retorno. “Se decidirmos voltar, seja para um único show ou uma nova tour, que seja com vontade, com sentido — e no nosso tempo”, concluiu, deixando a certeza de que a história do Angra ainda pode ter novos capítulos.


