Como sempre, o Cultura em Peso incentiva a promoção de música autoral criada por artistas de todas as partes do mundo. Desta vez, apresentamos uma entrevista com Billy Güiro, músico, compositor e produtor venezuelano que vive atualmente em Buenos Aires, Argentina.

Seu trabalho busca explorar, sem limites, sons e expressões criativas, incorporando tonadas melancólicas do llano venezuelano combinadas com o frio anglo de uma sonoridade alternativa. A psicodelia folk latina de Billy Güiro convida à introspecção e provoca reflexões profundas.

1 – Olá Billy! Muito obrigado pelo seu tempo. Para quem ainda não te conhece, quem é Billy Güiro?

Billy Güiro é um cantautor venezuelano que reside em Buenos Aires e busca encontrar essa sensação de outro mundo, de outro voo, através da guitarra e das canções que cria.

2 – Quais são as tuas influências musicais?

Deftones, o folk venezuelano, o vals llanero, Radiohead, Tame Impala, Team Sleep e Luis Alberto Spinetta.

3 – Como foi a tua formação como músico e produtor?

Tive — e sigo tendo — uma formação autodidata. Comecei com o cuatro venezuelano em uma estudantina e, depois, aprendi guitarra de ouvido. O mesmo aconteceu com a produção musical: iniciei em 2006, usando o FL Studio 4.

4 – O fato de viver na Argentina afetou a tua evolução musical ou acreditas que teria evoluído da mesma forma em outro país?

Definitivamente afetou a minha evolução. Meu estilo se fortaleceu e continua se fortalecendo. Isso sempre acontece quando você conhece outra cultura e passa a amá-la. Para mim, a Argentina é hoje o meu lar e a minha segunda identidade latina.

5 – Em tempos de plataformas digitais, acreditas que ainda é importante lançar música em formato físico?

Mesmo sem ainda ter feito isso, acredito que seja importante e interessante como uma forma de escapar de tanta virtualidade. Pode ajudar a criar uma conexão mais forte.

6 – Quais são as tuas fontes de inspiração para compor?

Atualmente, a própria vida me inspira. Às vezes vou para mundos irreais, mas também reconheço o quão poderoso é o cotidiano.

7 – Consideras que a inteligência artificial pode matar a música criada tradicionalmente por seres humanos?

O problema, para mim, como acontece muitas vezes, não é a ferramenta, mas sim os humanos. Tentamos constantemente substituir ou deixar para trás coisas essenciais por causa de um novo invento. Defendo a conciencia, algo que infelizmente anda cada vez mais escasso.

8 – Qual a tua sugestão para quem está começando na música?

Antes de tudo, amor pela música, independentemente de qualquer expectativa. O resto deve fluir da maneira que tiver de ser.

9 – Que palavras deixarias para animar um músico que pensa em abandonar esse caminho?

Se a música é como oxigênio para o coração, não existe espaço para abandono. Ela sempre vai estar ali. O sistema, às vezes, nos adoece — e isso não está certo.

10 – Quais são os teus projetos futuros?

Fazer a maior quantidade de música possível. Vem aí um disco pelo selo Summerblue Records, que será o meu primeiro lançamento em vinil e CD — estou muito emocionado. No dia 27 de janeiro sai o meu primeiro single com eles, chamado Maldita Trampa. A Summerblue Records é um selo que transmite uma inegável sensação de família.

11 – Como o público pode encontrar a tua música e as tuas redes sociais?

Procurem em qualquer plataforma por: Billy Güiro.

12 – Tens algum show ao vivo previsto em breve?

Eu adoraria, mas ainda não. A maioria dos espaços exige público prévio para venda de ingressos, e ainda não tenho esse requisito. Participo de microfones abertos, mas geralmente surgem de forma espontânea.

13 – Muito obrigado pelo teu tempo e boa sorte!

Muito obrigado, Isao. Um grande abraço e feliz ano novo!

 

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