– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Cultura em Peso. Você pode nos contar como se deu o início do seu projeto ADULFE?
Olá, eu que fico honrado por essa conversa! O projeto tem origem desde muito pequenos, eu e meu irmão sempre fomos envolvidos com música e nosso pai sempre viu futuro e começou a investir com os equipamentos, do fim da adolescência nos sentimos preparados pra encarar e fazer música autoral e dali em diante o projeto começou a criar vida e ser uma banda
– Gostaria de saber como vocês se definem. Eu particularmente achei o trabalho de vocês voltado para o Metalcore com pitadas de Modern Metal. Vocês concordam comigo?
Sim, sempre foi um desejo nosso ter vocal mais agressivo. Até o momento em que percebemos que existia bandas mais agressivas e mais pesadas. Metalcore sempre está ali como raiz, mas eu colocaria uma pitada de beatdown, HC e Deathcore nessa fase atual.
– “Anxiety” é o seu novo lançamento. Como se deu o processo de registro deste material?
Logo a primeira fase do “Decadência” que foi no início da pandemia até a volta a vida normal a gente passou por tempos difíceis no qual ansiedade foi o maior inimigo e como ligar com esse transtorno foi algo marcante, eu decidi que era o tema que tinha que ser discutido. Nele depositei as dores, sensações e o medo e transformamos em algo mais pesado e mais agressivo.
– Gostamos muito da qualidade sonora alcançada por vocês. Suponho que o trabalho em estúdio tenha sido muito tranquilo. O que você pode nos falar sobre esta etapa, até chegarmos no lançamento propriamente dito?
Pra esse segundo trabalho a gente decidiu fazer com um produtor ao lado para nos alinhar e centralizar as ideias. EP Decadência foi mais livre, onde a gente colocou tudo que achava que devia. E hoje com mais experiências a gente percebeu que faria diferente, então foi uma excelente decisão ter Matt Nunes do Estúdio Mojo ao nosso lado e tornar o processo mais rico e mais fácil, montamos as primeiras previas e enviamos e ele deu feedback dos pontos que poderia ser melhor, mais elaborado e trabalhado, a partir disso quando começamos a gravar foi mais rápido e pratico.
– PH, eu adorei as linhas mais agressivas compostas por vocês. Como funciona o seu processo de composição, neste sentido?
Ahhhh que massa, obrigado!
A gente estipula datas para reuniões que geralmente são aos fins de semana, nos trancamos no quarto e plugamos a guitarra e Matheus vai tocando e depois separamos os trechos interessantes e começamos a criar grooves e montamos trechos. O processo vem primeiro o instrumental e depois a letra. Pra nós é mais pratico dessa forma.
– A arte da capa é bem diferente, fugindo do padrão que estamos acostumados. Qual a mensagem que você quis transmitir com ela?
A capa ficou muito marcante pra gente, a proposta é mostrar uma alma surrada, suja e abatida depois de uma crise de ansiedade. A pessoa sente como se estivesse presa em arames farpados, sem ação e sofrendo. Essa é a descrição de como pessoas com ansiedade se sentem. Ao fundo você pode perceber que é um quarto, mas como a aura da ansiedade é grande você quase não percebe, esse quarto é a mente da pessoa, todo bagunçado e destruído pela ansiedade.
– Imagino que você já deva estar trabalhando em novas músicas. Poderia nos adiantar como elas estão soando?
Estamos um fases singles, e acredito que a ideia é soar diferente do EP, como single é algo singular a proposta é abordar uma sonoridade diferente e explorar novas causas, dores e sensações… ele está soando algo mais simples, agressivo e com refrões marcantes
– Vocês já estão prontos para excursionar por outras regiões do país? Falo isso, pois depois de escutar o seu material, fiquei curioso para vê-los ao vivo.
Nós estamos nos preparando para grandes viagens e lugares diferentes. Nós temos a certeza de podemos chegar longe e passar por muitas cidades, é uma pena não ter tempo para aproveitar, mas só o fato de conhecer novos rostos e novas culturas, já nos deixa animados com mais força pra continuar
– Como você analisa o mercado fonográfico atualmente? Você acredita que o nicho que você faz parte, permite espaço para novos nomes promissores, como é o caso aqui?
Acredito no espaço para todos, quero acreditar que isso é o ponto. Acredito que nosso nicho pode permitir se você for humilde e respeitoso com aqueles que já estão lá a muito tempo. Não queremos tirar o espaço e lugar de ninguém, nosso sonho é andar com eles, aprender e viver essa fase.
– Mais uma vez obrigado pelo tempo cedido ao site Cultura em Peso. Agora o espaço é seu para as considerações finais
Nós que estamos honrados com esse tempo com vocês! Muito bom poder expandir nosso som e nossa ideia a mais pessoas. Nos acompanhem nas redes sociais e nos apoiem compartilhando nosso som a mais pessoas. Obrigado


