Mephistofeles se apresenta pela primeira vez no México
Doom City Fest 2026 marca a estreia da banda no país
Tivemos a oportunidade de conversar com Gabriel, fundador da banda Mephistofeles, que se apresenta pela primeira vez no México durante o Doom City Fest 2026, um verdadeiro teste de fogo para o grupo.
Durante a entrevista, Gabriel destacou a qualidade impressionante do cartaz desta edição do festival e, em um papo leve e divertido, falou sobre o passado, o presente e a evolução de uma banda que, desde a sua fundação, vem sendo extremamente bem recebida no cenário internacional. A seguir, a transcrição completa da conversa.
¿Por que Mephistofeles?
O significado para nós mudou com o tempo, mas o sentido original da palavra sempre nos representou muito bem: aquele que não ama a luz, um ser das sombras, do obscuro.
¿A que soa Mephistofeles?
O som evoluiu ao longo dos anos. No início era mais stoner, mais próximo de bandas como Weed e Electric Wizard, que era o que ouvíamos naquela época, por volta de 2015, quando houve um novo auge do stoner. Com o tempo, deixamos de perseguir um rótulo sonoro específico. O som foi se deformando e hoje a banda é mais rock, com mais solos de guitarra e menos lentidão. A psicodelia, no entanto, sempre esteve presente: improvisar e ver o que surge no momento.
Atualmente vocês são bastante conhecidos. Isso aconteceu rápido? Eu conheci a banda por volta de 2015. Vocês já eram conhecidos naquela época?
Eu comecei sozinho, gravando no computador e subindo material. Em 2013, mais ou menos, surgiu a primeira formação da banda, mas era algo bem bizarro: muita gente envolvida e ninguém entendia direito o que estava acontecendo. A formação atual surgiu mesmo em 2015.
Então o reconhecimento veio rápido, certo?
Sim, foi algo que aconteceu de repente, sem planejamento. Acho que o primeiro disco é realmente muito bom.
— E até hoje esse disco continua sendo muito ouvido.
Sim, com certeza. Inclusive, ele completa 10 anos agora em maio. É uma loucura.
— Verdade, quase coincide com a apresentação no festival.
Sim, sim.
No início as letras falavam de autodestruição, violência, drogas… e hoje?
Nós falamos sobre os problemas que temos. Naquela época eram outros conflitos, que hoje já estão resolvidos. A banda é naturalmente sombria, mas queremos ser mais realistas. Não faz sentido fingir algo só para manter uma estética. Acho que isso também agrada ao público: ser autêntico.
Quais cinco músicas você recomendaria para quem ainda não conhece a banda?
Black Sunday, Kill Yourself, Transilvanian Funeral, Profanation e, para algo mais pesado, Buried in Worms. São músicas que costumam agradar bastante.
E uma recomendação mais pessoal?
The Meaning of All Evil.
O que vocês têm em mente para o festival?
Não posso revelar muito, mas posso garantir que será uma surpresa e que o público vai gostar bastante.
Existe alguma relação com a cena doom/stoner mexicana?
Sim. Em 2022 conhecemos pessoalmente a banda Satánico Pandemonium, que inclusive esteve presente no evento Viaje al Doom City, em janeiro. Também temos várias bandas amigas com quem interagimos e brincamos nas redes sociais.
Atualmente predomina o lado musical ou o ideológico?
Pensamos principalmente em criar b bons riffs. Não damos tanta importância às letras no início. Quando começamos a compor, eu apenas balbucio melodias e depois as letras surgem. O mais importante é a descarga emocional através da música. Para mim, a música é algo para oferecer às pessoas, não para espalhar mensagens políticas ou ideológicas.
(Gabriel também esclareceu rumores de que Mephistofeles teria posicionamentos políticos ou até racistas, deixando claro que a banda não perde tempo com esse tipo de coisa.)
¿Alguma mensagem para os leitores do Cultura em Peso?
Para quem está ansioso por material novo, peço um pouco de paciência. Estamos passando por um processo que nem nós entendemos totalmente, mas queremos evoluir, avançar e continuar fazendo música o mais rápido possível… antes que a gente acabe machucando alguém — estou falando sério, não vamos machucar ninguém.
Serviço
Doom City Fest 2026
📍 Local: México
📅 Data: 2026
🎸 Atração: Mephistofeles + outras bandas
🔗 Mais informações:
Página oficial do festival
👉 Se você é fã de doom, stoner e rock pesado, este é um evento imperdível. Fique ligado no Cultura em Peso para mais entrevistas, coberturas e novidades.


