– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Cultura em Peso. Você pode nos contar como se deu o início do seu projeto PSYCHOTIC APES?

R – Nós é que agradecemos pela oportunidade. Em 2019, comecei a compor algumas músicas com influências de grunge, metal e hard rock, que foram se acumulando e logo senti a necessidade de incluir outros músicos no projeto para gravar e levar todo esse material aos palcos.

– Gostaria de saber como você se define. Eu particularmente achei o trabalho de vocês voltado para o Alternative Rock Nacional com pitadas de música regional. Você concorda comigo?

R – Sempre foi muito difícil rotular a música que fazemos, certamente devido a pluralidade de influências  Com certeza, os estilos que você apontou, Alternative Rock e música regional, está no core do nosso trabalho, mas posso acrescentar também boas doses de metal e hard rock à mistura.

– “Marakatus” é o seu novo registro. Como se deu o processo de registro deste material?

R – Esse álbum levou mais tempo que os anteriores para ficar pronto. No processo, tivemos uma maior participação dos membros da banda, todos contribuíram com ideias para os arranjos finais das músicas etc. Depois que as músicas estavam definidas, fomos ao estúdio. Gravamos a bateria no Estúdio Mente Aberta, em Santa Cruz-RN, cerca de 150km de Natal. Paulo Medeiros, dono do estúdio, além de produtor, é também baterista. Foi ele quem mixou e masterizou o álbum. O restante, gravamos no meu home studio.

– Gostamos muito da qualidade sonora alcançada por vocês. Suponho que o trabalho em estúdio tenha sido muito tranquilo. O que você pode nos falar sobre esta etapa, até chegarmos no lançamento propriamente dito?

R – No início da pré-produção do álbum, enquanto ainda estávamos na fase de definição dos temas e composição das músicas, a banda passou por algumas mudanças na formação, o que acabou atrasando um pouco o processo. No fim das contas, tudo isso acabou sendo ótimo para o bom resultado do trabalho, pois todos estavam com muito gás, na mesma vibração e o clima interno da banda não podia ter sido melhor.

– Ramiro, eu adorei as linhas mais melodiosas compostas por vocês. Como funciona o seu processo de composição, neste sentido?

R – Em geral, eu componho uma base harmônica, junto com as melodias, as letras e uma estrutura inicial. Daí, levamos ao estúdio nos ensaios, para ver o que está funcionando e o que precisa melhorar. Nessas sessões, com toda a banda reunida, as versões finais dos arranjos são definidas.

– A arte da capa é bem diferente, fugindo do padrão que estamos acostumados. Qual a mensagem que você quis transmitir com ela?

R- A capa é uma referência direta ao título do álbum e apresenta o gorila, nosso mascote, tocando uma alfaia  (instrumento típico do maracatu) num cenário de manguezal.

– Imagino que você já deva estar trabalhando em novas músicas. Poderia nos adiantar como elas estão soando?

R – Sim, já tenho algumas ideias anotadas. Pretendemos nos aprofundar nessa proposta de fundir música pesada com ritmos regionais, buscando sempre inovar aqui e ali. Mas, no momento, nosso foco é trabalhar na divulgação do “Marakatus” e fazer com que ele chegue o mais longe possível.

– Vocês já estão prontos para excursionar por outras regiões do país? Falo isso, pois depois de escutar o seu material, fiquei curioso para vê-los ao vivo.

R – Sempre foi um sonho e uma meta tocar em outras cidades, em festivais, em fim, excursionar pelo país. Ainda não aconteceu por questões logísticas, principalmente considerando os custos envolvidos numa turnê.

– Como você analisa o mercado fonográfico atualmente? Você acredita que o nicho que você faz parte, permite espaço para novos nomes promissores, como é o caso aqui?

R – Olha, pessoalmente, não vejo o mercado promissor para nosso estilo no Brasil, ainda mais no Nordeste. Infelizmente, o rock/metal faz parte de um nicho cada vez mais restrito. Ao meu ver, o cenário é difícil até para as bandas antigas, já consolidadas na cena. Quem escolhe seguir por esse caminho, hoje em dia, faz mesmo por que ama o estilo, mas se seu objetivo for ter retorno financeiro com música, recomendo procurar algo mais mainstream.

–  Mais uma vez obrigado pelo tempo cedido ao site Cultura em Peso. Agora o espaço é seu para as considerações finais

R – Só temos que agradecer pelo espaço e avisar aos que ainda amam mídias físicas que “Marakatus” também está disponível em CD. Quem tiver interesse, é só entrar em contato pelo Instagram da banda @psy.apes. Aproveitem para conhecer nossas redes sociais e nosso canal do YouTube, tem muito conteúdo legal por lá.

 

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