Meus amigos e amigas, fui testemunha de uma noite surreal e monstruosa.
Afinal, não é todos os dias que um clássico comemora 40 anos.
E nesta noite mais que especial para o EXODUS e THROW ME TO THE WOLVES, quem fez a celebração foi o público. Ao decorrer deste texto, vão entender o motivo.
Antes mesmo das 19:50 (Horário marcado), os paulistanos da THROW ME TO THE WOLVES subiram ao palco.
A casa ja estava lotada e a galera ia chegando e se posicionando para curtir a noite que estava por vir. E já chegando com os dois pés no peito, a abertura ficou por conta da poderosa “Chaos“, uma faixa muito bem escolhida por conta do seu punch e explosão.
E emplacando a sonzeira “pé na porta”, foi a vez de “Tartarus“, outro som que chama paa a pancadaria. Na sequência foi anunciada “Days Of Retribution“, faixa com guitarras em sincronia e intensidade. Som que inclusive dá nome ao primeiro álbum da banda.

Até este momento, percebia-se um público ainda assimilando som da THROW ME, mas já percebia-se a galera gritando e saudando a banda. Destaque dos comentários para o baterista Maycon Avelino, o homem da mão de marreta. Descendo o braço pesadamente na bateria. Um fator interessante é que este show em específico, marca uma nova fase da THROW ME TO THE WOLVES que conta com novo guitarrista ( Fabricio Fernandes) e novo baixista (Fabio Fulini). Inclusive ambos foram saudados pelo vocalista Diogo Nunes.
Uma prova de fogo para os novos integrantes, mas que foi realizada com muita tranquilidade, pois ambos são músicos de longa data da cena Underground/Metal BR.
E seguindo com a destruição sonora, foi a vez da brutal “Fragments“, que inclusive foi alertado pelo vocalista Diogo, que era um som para cair no moshpit.
A esta altura o público já havia sido cativada pela apresentação energizante a performance sempre envolvente do quinteto. Com destaque para as guitarras de Fabricio e Gui Calegari, foi a vez da visceral “Awaking The Demons”.
Durante a apresentação, foi dito pelo vocalista Diogo o quão lisonjeados estavam de abrir para o lendário EXODUS e o quão f*da estava o público, agradecendo a todos pela presença.
Seguindo o massacre sonoro “Gates Of Oblivion” e “An Hour of Wolves” já prenunciavam o fim da apresentação. E para encerrar esta estonteante apresentação, a escolhida para o encerramento foi a incrível “Gaia“. Faixa que foi inclusive o singles de estreia da banda e a primeira a ganhar vídeo oficial. Uma canção icônica.
De forma geral, a THROW ME TO THE WOLVES trouxe uma apresentação memorável e aqueceu a galera para o que estava por vir. Trouxeram o peso do Death Metal e a intensidade sonora com o seu Metal Melódico, trazendo um novo ar e a proposta de um som com nuances e diferentes timbre. Aliando e casando bem todo o seu instrumental com um vocal avassalador, que refletiu muito bem e que com certeza cativou o público, que retribiu agitando e curtindo o som.
Formação:
Diogo Nunes ( Vocal)
Gui Calegari (Guitarra)
Fabricio Fernandes ( Guitarra)
Fabio Fulini (Baixo)
Maycon Avelino ( Bateria).
Setlist:
01. Chaos
02. Tartarus
03. Days of Retribution
04. Fragments
05. Awakening My Demons
06. Gates of Oblivion
07. An Hour of Wolves
08. Gaia
E por fim, era chegada a hora… a celebração dos 40 anos já havia começado, não havia mais espaços à ocupar. Carioca Club lotadíssimo!
Antes das 21h, percebia-se um público ansioso e que não desgrudava os olhos do palco e ao mesmo tempo, contando os minutos enquanto olhavam os relógios. Enquanto isso tocava no sistema de som da casa com as luzes apagadas, trechos de uma apresentação antiga do EXODUS, com Paul Balloff (então vocalista em 1985 – falecido em 2002), interagindo com o público da apresentação em questão e que refletiu, agitando o público presente que gritava conforme era incitado pelo antigo e saudoso vocalista. Por fim, pontualmente, às 21:00 ( horário marcado), os mestres do Thrash Metal iniciaram sua apresentação… Tom Hunting foi o primeiro a adentrar ao palco, sendo ele o único integrante da formação inicial.
A destruição teve seu começo … a sensação que tive é de que estava toda a pista em um gigante moshpit, com todo mundo pulando e cantando alto. Além disto, não poderia ser diferente, a banda começou com a icônica “Bonded By Blood“, faixa que dá nome ao clássico e esplêndido album. O gigante Rob Dukes ( vocalista), parecia tão insano e animado quanto o público. Aliás, toda a banda vibrava com aquilo que parecia ser um dos shows mais insanos do ano. Os thrashers e bangers ali presentes sabiam o que queriam ouvir e o poderoso EXODUS não decepcionou, entregou mais uma de suas pedradas, foi a vez da espanca cerébros, a faixa hononima “Exodus“, cantanda também a plenos pulmões.
Mister Gary Holt saudou então os fãs brasileiros e a pancadaria não cessou “And Then There Were None” e ” A Lesson in Violence” ensinaram bem o que é fazer um Thrash Metal visceral e sem cerimônia. Impiedosas incendiaram o público, da mesma forma que a incrivel “Metal Command” cantadas com fúria e insanidade.
E começando a trazer outras pedradas de sua discografia, foi a vez de “”Iconoclasm“, um som lançado em 2007 e que faz parte do álbum “The Atrocity Exhibition: Exhibit A”. Pedrada classe “A” que manteve a temperatura elevada e tirando a galera do chão.
A esta altura moshpits dominavam a pista e fãs eram carregados de um lado para o outro.
“Blacklist” e “Fabulous Disaster” trouxeram a rapidez crescente do Thrash Metal veloz do EXODUS“.

Voltando ao “Bonded By Blood“, foi a vez da peculiar “No Love“.
Em um momento muito especial do show, a faixa que seria tocada a seguir foi dedicada a Paul Balloff, a sensacional “Deliver Us to Evil“. Em uma noite de clássicos não poderia faltar o hino “Piranha” e que teve o vocalista da Funeral Blood. Fabio Seterval para dividir os microfones e o palco neste imensurável clássico. Uma aula de Thrash Metal era apresentada no palco. Canções poderosas desfilando na pista do Carioca, com fãs ensandecidos. Gary Holt relembrou a primeira vez que o EXODUS veio ao Brasil, em 1998. Nesta época Balloff era ainda vocalista da banda.
“Brain Dead” e “Impaler” tiveram sua vez e o público seguiu cantando e agitando e cantando com devoção e entusiasmo. Antes da canção a seguir a banda tocou trechos de ” “Raining Blood” do Slayer e “Motorbreath” do Metallica e por fim, colocaram em campo a “The Toxic Waltz”.
Com quase uma hora e meia de apresentação, o púbico e banda estavam incansáveis e imparáveis e pediam/queriam mais. O core de “Olê Olê Olê”, chamou para a derradeira canção da noite, a “Strike of the Beast“, que levou mais uma vez o público ao delirio. O Carioca parecia que iria explodir mediante a insana energia que dominou toda a casa.
Com a ausência de Jack Gibson que por motivos de saúde de alguém da família, Steve Brogden iniciou a apresentação e ao decorrer da apresentação revezou o baixo com o brasileiro Gerson Polo (Funeral Blood – Exodus Tribute), que tambem comprimentou e saudou o público presente com “E ai, seus metaleiros?”. Representando o Brasil no palco e entregando um baita entrosamento com banda e público. Foi uma experiência ímpar e marcante>
Tenho para mim, que o publico saiu satisfeito e extasiado, e alguns anestesiados, pois a pancada sonora foi violenta e demonstrou que, um disco pode ser atemporal, eterno e soar pesado mesmo passando décadas após o seu lançamento. Com isto o poderoso EXODUS entregou uma apresentação puljante, insana. Com muita interação e sempre chamando o público para si e para o mosh. Com uma apresentação impecável e com fãs mais entorpecidos pela apresentação, a banda pediu que o público se cuidasse e curtisse a noite com energia, mas sem machucar o coleguinha ( A platéia estava incontrolável).
De forma geral, os moshs rolaram, mesmo com a galera se apertando para conseguir assistir ao show (risos). Eu disse para vocês bem lá no começo que foi monstruoso, pois galera entregou receptividade e a banda percebeu a atmosfera e a energia transcendente.
Foi devastador!!!! E entregaram tudo o que se espera de uma lenda mundial da música pesada. EXODUS foi DUCARAGLIO!!!! A casa lotou tanto, que até se mexer era algo que exigiu um pouco de paciência e destreza.
Parabéns CKC CONCERTS, LIVIN STAGE, HONOR SOUNDS e CARIOCA CLUB por este magnifico evento. Um dos melhores shows do ano, em disparado. E isto em uma quinta feira.
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Credito fotos: @sabrinaribeirophoto


