Em um fim de tarde e começo de noite, o quais se avizinhava um período de possível hecatombe da natureza, com risco de tornado e tempestades torrenciais, conforme eram noticiadas as previsões  – a única tempestade que aconteceu (felizmente), foi a de riffs intensos, baterias ensandeceroras, baixos místicos, vocais cativantes e público entorpecido por melodias, entusiasmo e troca mútua de energia. Em 08/11/2025 vivenciamos uma noite memorável de tempestade sonora, com intensidade e feeling e entrega.  A data inicial da “Freedom World Crusade South America 2025” foi concluída com êxito.

Mesmo com cancelamentos de voo, extravio de bagagens, adequações de horário, muito suor e correria nos bastidores, a DARK DIMENSIONS entregou uma noite espetacular para os fãs do HAMMERFALL e fãs de Metal que ali estavam. Principalmente nos intervalos, via-se a preocupação da equipe no palco buscando se alinhar com a banda por telefone. E coube as bandas THROW ME TO THE WOLVES e COVA RASA, entregar apresentações mais que especiais para recpcionar os anfitriões da noite.
Às vesperas do show houve a adequação de horário e de forma muito transparente, a DARK DIMENSIONS se posiciou e afirmou manter o evento e assim, até o final o fez.

Pontualmente às 20:00, COVA RASA subiu ao palco e já chegando com uma performance impressionante, entregando carisma, interação com público e muitíssimo alto astral.
Além de citar suas referências e histórias com o HAMMERFALL, sendo esta, uma de suas maiores referências. Após a intro “Red Mansions“, a banda já chegou com a poderosa “Borley Rectory“, jogando o astral lá em cima. “Heartbreakers Hunter” e “Reaper Rivals“, abriram caminho para a incrivel “King Of Ghouls.“.
Durante toda a apresentação a banda agitou e convidou o publico para agitar e curtir junto.  Com bastante presença de palco e dominio, através também de seu vocalista Ivan Martins, a banda demonstrou o motivo de estar ali. Demonstrando propriedade, autenticidade e intensidade, fazendo valer cada segundo e afirmando co atitude, também o profissionalismo que os fez chegar até ali.  A banda entregou maestria, excelente condução da apresentação e principalmente a todo momento, era perceptível que estavam se divertindo e realizando um sonho, abrir para a banda que com certeza é uma de suas inspirações.
Jayme (guitarra), Ivan ( Vocal), Caruso (baixo), Theo ( Bateria) e Collins (Teclado), impressionaram, empolgaram e cativaram o público.  O público agitou e correspondeu aos chamados do vocalista Ivan e vibraram com a banda. Uma apresentação memorável e uma escolha mais do que acertada para iniciar os trabalhos que estavam por vir.
Intercalando interações com a plateia e trazendo detalhes sobre as músicas trouxeram uma experiência ímpar para antigos e novos fãs. Para encerrar trouxeram outras duas canções icônicas e que considero indispensáveis em seu setlist “Dr Death” e “Black Shadows“.
Aliás, recomendo demais que ouçam o “Another Time“, baita album do COVA RASA, que foi lançado neste ano de 2025. De forma geral foi uma apresentação que segurou a atenção do público que respondeu com um caloroso “Olê, Olê, Olê, Olá, COVA, COVA”.
Bastante aplaudidos entregaram uma magnifica apresentação.
Uma curiosidade sobre o vocalista Ivan, ele já foi untegrante de uma banda tributo à HAMMERFALL, ele citou experiência durante o show e mencionou que esta abertura é uma grande realização.

Durante o intervalo clássicos de Heavy e Power Metal tocavam no som da casa e o público fez bonito e cantou, enquanto eram realizados os preparativos para a próxima banda.
Pontualmente às 22:00 os também paulistas, da poderosa alcatéia THROW ME TO THE WOLVES subiram ao palco para aquela que seria uma energizante apresentação.

Pontualmente ás 22:00, os THROW ME TO THE WOLVES chegaram com os dois pés no peito, a abertura ficou por conta da poderosa “Chaos“,  som com punch e explosão.
Na sequência foi a vez de “Tartarus“, outro som visceral e Diogo aproveitou o ensejo para estreitar o entrosamento com o público e fez brincadeiras, explicando inclusive a relação da banda com o Pwer Metal, sobretudo do  IN FLAMES ( Death Metal Melódico) e o HAMMERFALL, ambas bandas suecas e já tiveram integrantes participando entre ambas as bandas. O que faria sentido, uma banda de Death Metal (Melódico) abrir um show neste estilo. A relação entre os dois estilos vai mais além do que a forma de cantar ( guturais x vocais limpos).Inclusive foi ilustrado isto com o meme do He Man e o Esqueleto em um jetski com a frase “” Quando o Power Metal e o Death Metal estão agendados para o mesmo show”, ri alto neste momento. O que o Diogo não chegou a comentar é que ele faz também vocais limpos e é vocalista de uma banda de Power Metal/Metal Melódico, a TREND KILL GHOSTS.
Aliás, toda a banda é fã de Metal Melódico/Power Metal Na sequência foi anunciada “Days Of Retribution“, faixa que dá nome ao seu primeiro álbum e que possui guitarras muito bem sincronizadas.

A medida que o público ia assimilando som da THROW ME, percebia-se que a plateia agitava e vibrava com a banda. Uma interação muito bacana, alias.
Segundo show da nova formação da THROW ME TO THE WOLVES, com guitarrista ( Fabricio Fernandes) e novo baixista (Fabio Fulini). Na sequência de destruição, foi a vez de “Fragments“, som chamado pelo vocalista Diogo, trazendo o alerta de que esta seria uma faixa BRUTAL!
Com apresentação energizante e performance envolvente do quinteto, o público curtia e agitava a cada som e a cada interação, em resposta sempre positiva aos pedidos vindos do palco. Com destaque para as guitarras de Fabricio e Gui Calegari, foi a vez da visceral.
Durante a apresentação, foi dito pelo vocalista Diogo o quão lisonjeados estavam de abrir para o HAMMERFALL e o quão f*da estava o público, agradecendo a todos pela presença.  Além de explicar a sua relação de fã com o HAMMERFALL.
Seguindo o massacre sonoro “Gates Of Oblivion” e “An Hour of Wolves” já prenunciavam o fim da apresentação. Do publico poia-se ouvir fãs da banda gritando o nome da próxima música a ser executada. E antes de encerrar a apresentação, Diogo apresentou a banda e para encerrar esta estonteante apresentação, a escolhida para o encerramento foi a incrível  “Gaia“ (single de estreia da banda), som que teve participação do vocalista sueco Björn “Speed”Strid das bandas Soilwork e The Night Flight Orchestra.

De forma geral, a THROW ME TO THE WOLVES trouxe uma apresentação memorável e mantendo a energia lá em cima. Death Metal pesado com intensidade, ao mesmo tempo que realizaram uma apresentação trazendo o feeling de sua veia melódica. Trazendo elementos muito bem estruturados do seu instrumental  e um vocal avassalador, que com certeza conquistou o público, que retribuiu agitando e curtindo o som. E tenho para mim, que ali muitos passaram a ouvir so som da banda e realizam a inclusão do som em suas playlists.

Por fim, já se aproximava da meia noite e a expectativa do público seguia alta, porém como não vivemos em um mundo de contos de fadas, vivemos no mundo real, imprevistos acontecem e enquanto isso nos bastidores e isto foi percebido pelo público, atrasos poderiam ocorrer. E de fato ocorreram, próximo a meia noite, Johnny Z (JZ Press Assessoria) pediu desculpas aos fãs e informou no sistema de som, rolando um video da banda e anunciou que voltaram a ocorrer problemas com voo da banda. Mas que a banda iria se apresentar e isto ocorreria após a meia noite. Posterior a isto, passou mais algum tempo. Enquanto isso, o público começava a dar sinais de irritação com o atraso. Neste meio tempo o púbico interagia entre si e cantando as músicas que tocavam no sistema de som da casa. ( Dio, Iron, Stratovarius, Helloween, Accept, Manowar, Judas Priest, Angra, Rhapsody …etc…).

Pouco antes da 01:00 da manhã. Diogo ( Throw Me To The Wolves), reforçou o pedido de desculpas feito anteriormente e sinalizou que a banda já se encaminhava para a VIP STATION e sinalizava uma nova previsão. O que deu uma amenizada nos animos do público que oscilavam entre compreensão e impaciência. Viu se um clima de tranquilidade quando a equipe técnica começou a fazer os ajustes finais nos equipamentos e colocaram os pratos na bateria de David Wallin. Neste meio tempo, o publico seguia cantando e interagindo com a equipe técnica, o que garantiu algumas boas risadas.

Por fim, próximo às duas da manhã, os suecos subiram ao palco. Foi extasiante, a catarse rompeu qualquer sentimento de um possível cancelamento. O brilho nos olhos do público então voltou, ressurgindo e entregando contemplação. Como uma fenix, as energias foram recuperadas e o cansaço deu lugar a uma energia surreal. Como uma onda, viu-se todo o público se empurrar, pular, gritar, vibrar e sorrir. Pulando e com as mãos para o ar, via se uma atmosfera fantastica se formar. Moshipts se formaram e dai em diante .. a alegria foi predominante. VIu-se a casa toda agitar e cantar. Obviamente já no inicio da apresentação, em nome da banda, Joacim Cans pediu desculpas em nome da banda pelo atraso, explicou sobre o problema no aeroporto ( extravio) e prometeu que  aquele seria um grande show e assim, o foi.

Aliás, a banda toda demonstrou imenso carisma e mesmo com todo o cansaço da viagem, entregaram um show maravilhoso. Sem caras feias e com bastante vigor, seguraram a apresentação de modo impecável até o fim da apresentação. Foi algo surreal, sublime e sem explicação. Com a banda no palco o tempo voou e quando já se aproximava do fim da apresentação,  não havia nem a sensação que já estava acabando e que havia se passado 1 hora e vinte minutos de apresentação. Durante todo o show, houve interação surreal.
Com Joacin brincando com a plateia, sobre o sinal do martelo e também explicando o que ele falaria e o que a plateia responderia … ele “Hammer” e a plateia “Fall“. Perguntou se era a primeira vez de pessoas do público vendo a banda e quem já havia visto antes.  O público estava quase que meio a meio sobre quantidade de vezes. Foi muito divertido e ao mesmo tempo incrivel.

Sobre o setlist, a banda iniciou com a formidável “Avenge the Fallen“, um som que o público chama para a canção e de forma uníssona, todos pronunciavam “Avenge, Avenge The Fallen“, arrepiante! Em seguida  “Heeding the Call“,”Any Means Necessary“, deram seu tom e presença. A atmosfera de surrealidade seguia dominando, o público se apertava e se empurrava para chegar ainda mais próximo do pálco. “Hammer of Dawn“, “Blood Bound” e “Renegade“não poderiam ficar de fora do set de nenhum jeito. Em “Hammer High“, a plateia ja havia sido ganha faz tempo e com energia e vigor, o HAMMERFALL seguiu trazendo seus grandes hinos e sons clássicos. “Last Man Standing“, “Fury of the Wild”  vieram em seguida e preraram o terreno para a queda do martelo, “Let The Hammer Fall” veio na sequencia e Joacin fez brinaceira que mencionei acima. Além de garantir boas risadas afinou ainda mais a interação, estreitando a proximidade entre público e banda.
Com isso todo aquela correria da produção e mal estar do público ja haviam sido superados. “The End Justifies” e ” (We Make) Sweden Rock” encerraram a primeira parte do set. As luzes se apagaram e a banda voltou para o bis, com “Hail to the King“eencerrando com a icônica “Hearts on Fire” que indubitavelmente o público cantou junto .A banda agradeceu ao público e posou para foto com o público ao fundo.
Um show com 100% de interação e que não houve uma música sequer que os fãs não tenham cantado junto.

Sobre o show do HAMMERFALL, a banda entregou sonoridade, atitude e principalmente carinho para com os fãs.  A DARK DIMENSIONS, JZ PRESS e equipe técnica fizeram um excelente trabalho, realizando das tripas coração para entregar este mega evento. Lidou com situações de adversidades e proporcionou aos fãs das bandas e principalmente ao fã de Metal, uma aula de Heavy Metal, trazendo a realização de um evento de qualidade.
Ao final pude perceber a sensação de alivio do público e satisfação do público, por ter sido resiliente ter ficado até o final. Como dizem, valeu demais. Todo o cansaço caiu e as nuvens escuras deram lugar a um céu estrelado e clima ameno. A tempestade de riffs lavou a alma dos que ali estavam.

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