Se tem uma banda que representa o lado mais insano e pesado do metal nos anos 80, essa banda é o Helstar. Eles não eram a banda mais famosa da cena, mas quem curte um metal de verdade, sabe que o grupo sempre foi gente grande, com um som cru, direto e cheio de atitude. O Helstar tem esse poder de te pegar de surpresa, com riffs de arrasar e uma energia quase descontrolada que vem lá dos anos 80, uma época em que o metal estava virando tudo.

Começando lá em 1984 com o álbum Burning Star, o Helstar já mostrou que não estava pra brincadeira. O som era crudo, sem frescura, mas com muita garra e vontade de se destacar no meio da galera. O vocal do James Rivera é logo um destaque: aquele timbre característico, agudo e bem rasgado, que até quem não curte muito o estilo acaba prestando atenção. Não é o álbum mais trabalhado de todos, mas ele tem uma energia pura, com faixas como “Helstar” e “Baptized in Blood” que não deixam dúvida de que a banda veio para impressionar e mostrar sua proposta sem enrolação. É o tipo de disco que ainda estava engatinhando no estilo, mas dava um vislumbre do que estava por vir.

Mas foi com o “Remnants of War” (1985) que a banda deu um pulo de qualidade. Aqui, o som já se mostrou mais lapidado, mais coeso e menos “bruto” do que o primeiro disco. O Helstar começou a se encontrar, e o resultado foi um álbum mais maduro, mas ainda com aquele thrash pesado e cheio de atitude. As faixas como “Remnants of War” e “The King is Dead” têm um ritmo mais pegajoso, sem perder a velocidade frenética e a técnica que a banda trazia desde o início. Esse é o disco que mostrou que o Helstar sabia fazer muito mais do que simplesmente tocar rápido e pesado. Eles começaram a brincar mais com as músicas, misturando uma pegada mais épica com aquele thrash que estava dominando a cena na época.

Mas o verdadeiro pico da banda nos anos 80 foi o “A Distant Thunder” (1987). Albúm super indicado aos fãs de metal. Não é só o melhor disco do Helstar, é um dos melhores álbuns de heavy thrash da época, sem dúvida. Na época era dificil definir um estilo, quando se mantinham à mescla de vertendes do metal, o tornando iconico, criando um som unico e muito importante para a tragetória do heavy metal.Aqui, eles realmente dominaram a fórmula perfeita: riffs afiados, vocais épicos e uma produção que elevou o som da banda a um nível mais refinado. As faixas como “The King of the Dead” e “Wicked Disposition” são como uma energia acumulada pronta para explodir, com o James Rivera entregando o melhor de sua voz, que vai do grave para o agudo com uma facilidade. E o melhor de tudo: o álbum é cheio de tema. Não é só sobre velocidade, é sobre contar uma história, sobre levar a galera para uma jornada de guerra e lutas internas, tudo embrulhado em um som explosivo e técnico.

E, por último, mas não menos importante, o “Nosferatu” (1989) também merece sua atenção. Esse disco trouxe o Helstar para uma vibe um pouco mais sombria e gótica, misturando a agressividade do thrash com umas nuances de terror, principalmente com a temática vampírica (sim, o nome já entrega). Aqui, o som da banda estava um pouco mais polido, mas a energia ainda estava lá. Desde que se afastaram um pouco do thrash puro e deram mais espaço para aquela atmosfera heavy mais densa, mas sem perder o foco no peso e na técnica. As músicas “Nosferatu” e “Vampire’s Revenge” são o tipo de som que te prende, com aquele riff que não sai da cabeça. É como se eles estivessem criando a trilha sonora de um filme de terror, mas do jeito deles.

No final das contas, o Helstar nos anos 80 foi uma daquelas bandas que conseguiu pegar o espírito do thrash, heavy e do power metal, e misturá-los de um jeito único criando um estilo admirável até hoje. Eles não estavam apenas tentando seguir uma fórmula ou copiar os maiores nomes da época; estavam ali para criar e inovar. Cada um dos álbuns da década de 80 tem uma identidade própria, mas todos compartilham aquela energia insana, com uma vontade de quebrar tudo e de mostrar que a banda tinha algo único a oferecer.Helstar tem som mais bruto, rápido e técnico da época, mas com uma identidade própria. Eles podem até não ser os maiores do mundo, mas quem conhece, sabe que esse é som-zaço de primeira linha.

Nós da Cultura em Peso, com certeza vamos presenciar esse ato histórico, principalmente depois de 11 anos do último concerto de Helstar na Espanha, em que tocaram somente em Barcelona. Será um dia para guardar na memória.


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