Brian Durbin, cantor americano da banda Hairbangers Ball, está a caminho da América do Sul pela primeira vez. O Cultura em Peso teve a oportunidade de entrevistá-lo para falar sobre os seus próximos shows na Argentina e no Brasil.
O vocalista da Hairbangers Ball fala sobre influências, carreira, novos lançamentos e a energia do público sul-americano.
1 – Olá Brian! Antes de tudo, muito obrigado pelo seu tempo. Esta é a sua primeira vez em Buenos Aires, Argentina. Não sabemos se você já ouviu falar da paixão do público argentino, frequentemente elogiada por muitas bandas que já tocaram no país. Quais são as suas expectativas em relação ao público argentino?
Estou extremamente empolgado para tocar na Argentina! Eu coleciono DVDs de shows e alguns dos concertos mais insanos que já assisti foram aí. Mal posso esperar para viver isso pessoalmente!
2 – Você poderia falar um pouco sobre as suas influências musicais?
Minhas bandas favoritas são KISS e Aerosmith. Descobri o Aerosmith quando a música “Dude Looks Like a Lady” apareceu no filme Mrs. Doubtfire e fiquei viciado imediatamente. Logo depois conheci o KISS e depois o Van Halen. Quando encontrei o Mötley Crüe, começou a minha obsessão pelo hair metal dos anos 80. Mas também tenho influências fora do hard rock dos anos 70 e 80. Amo Rick James e Prince. Gosto de tudo, de Lady Gaga a Slipknot!
3 – Conte-nos como você entrou para Hairbangers Ball.
Eu tocava em bandas há anos na região de Chicago, principalmente na minha banda autoral Loveblast, que ironicamente chegou a abrir alguns shows da Hairbangers Ball. Com o tempo, percebi como era difícil manter uma formação estável numa banda autoral. Acabei migrando para bandas cover, e gostei muito — além de ser divertido, também era bom receber cachê (risos). Quando Hairbangers Ball estava à procura de um vocalista, me ligaram. Fiz a audição e fiquei com a vaga!
4 – Com a banda, vocês tocaram em vários eventos públicos e privados. Mas chama atenção o fato de terem tocado para o Exército dos EUA. Como isso aconteceu?
Infelizmente, esses eventos com o Exército dos EUA aconteceram antes de eu entrar na banda, então não sei exatamente como tudo se organizou. Mas a banda já tocou em bases militares em Porto Rico e Honduras. Queria muito ter participado!
5 – Você dividiu o palco com Lita Ford, Tom Keifer do Cinderella e Bret Michaels do Poison. Quais memórias guarda dessa fase?
Os shows com a Lita Ford e o Tom Keifer foram incríveis! Abrir para artistas desse nível é sempre especial, pois podemos tocar mais músicas autorais. Foi fantástico tocar para o público da nossa cidade natal diante de verdadeiras lendas. O palco do show do Tom Keifer em Schaumburg, Illinois, era gigantesco, com telões enormes. Quando adolescente, vi o Cinderella várias vezes ao vivo, então abrir esse show foi um momento de ciclo completo para mim. A Hairbangers Ball abriu para o Bret Michaels antes de eu entrar na banda, mas eu abri para ele com a Loveblast. Cheguei a conhecê-lo depois do show e ele foi uma das pessoas mais gentis que já encontrei na música.
6 – Depois, você iniciou a sua carreira solo com músicas próprias. Quais são as suas principais fontes de inspiração?
Comecei a gravar minhas próprias músicas em 2020, durante o lockdown da Covid, quando a Hairbangers Ball não podia fazer shows. Minhas maiores fontes de inspiração são minhas guitarras! Sou muito grato por viver da música como cantor, mas no tempo livre adoro tocar guitarra bem alto. Quando encontro um riff que gosto, o resto da música surge automaticamente na minha cabeça, e as letras vêm junto. Normalmente misturo experiências reais com fantasia. Por exemplo, “All Aboard the Bang Train” fala de uma casa lendária chamada The Bluebird, em Bloomington. “Don’t Let Go” nasceu após uma ligação ruim durante um relacionamento. Já “Roll Around With Me” é puro rock and roll divertido, sem compromisso (risos).
7 – Em uma era dominada pelo digital, você tem álbuns físicos ou pretende lançar algo nesse formato?
Em 2023 lancei o álbum “Only Jams”, que levarei para vender na Argentina e no Brasil. Também tenho músicas mais recentes disponíveis apenas nas plataformas digitais, mas pretendo lançá-las futuramente em formato físico, junto com faixas inéditas.
8 – O que o público pode esperar dos shows na Argentina e no Brasil?
Não consigo descrever o quanto estou animado! Eu e o Marcelo montamos um setlist com grandes clássicos dos anos 80, além de algumas das minhas melhores músicas autorais. Inclusive, há canções que nunca tive a chance de tocar com a Hairbangers Ball. Estou ansioso para dividir o palco com meus companheiros sul-americanos e sentir a energia do público!
9 – Além das suas músicas, o repertório inclui clássicos de bandas como Poison e Alice Cooper. Você sempre sonhou em tocar essas canções?
Com certeza! Sou fã antes de tudo. Tive a sorte de ver a maioria das minhas bandas favoritas dos anos 70 e 80 ao vivo, e sempre sonhei em estar daquele lado do palco. Hoje, viver da música é uma bênção, mas para mim não é apenas um trabalho — é um estilo de vida.
10 – Que conselho você daria para quem quer seguir carreira na música?
Seja gentil, paciente e trabalhe DURO. As coisas podem demorar mais do que você imagina, mas se você se dedicar todos os dias, vai atrair a vida que deseja viver. Ninguém faz isso sozinho, então seja alguém com quem as pessoas queiram estar. Encontre a sua turma e conquistem o mundo juntos!
11 – Depois da turnê pela América do Sul, quais são os seus próximos planos?
Pretendo continuar criando o melhor rock and roll possível e seguir viajando pelo mundo com a minha música. Tenho novas canções prontas para lançar logo após voltar para Chicago, e espero disponibilizar um novo material físico ainda este ano. A Hairbangers Ball já está com agenda cheia até o fim de 2026, e acabamos de fechar um show em uma casa onde sempre sonhei tocar. Coisas muito boas estão por vir!
12 – Muito obrigado pelo seu tempo e boa sorte na América do Sul!
EU que agradeço! Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas incríveis que entraram em contacto comigo pelas redes sociais, dizendo o quanto estão animadas para os shows. Sou imensamente grato a todos vocês e mal posso esperar para conhecê-los!
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