Uma tarde ensolarada, um sol para cada cabeça. Muito optariam em fazer vários “nadas”.
Mas, guerreiros e guerreiras do Metal decidiram fazer história. E não é qualquer história;
No itinerário de diversas grandes tours de renomadas bandas do cenário rock/metal, o Brasil vola a sr palco também dos grandes festivais. Sabidamente, o Wacken é considerado um dos maiores festivais de Metal do mundo e neste ano de 2026, completa 35 anos de existência e resistência.
E como forma de celebrar esta quase quatro décadas, o festival foi além das fronteiras e se espalhou pelo mundo. Simultaneamente em 35 paises ocorreram comemorações.
O Brasil não poderia ficar de fora e assim, fazendo história e valorizando a história do metal brasileiro ocorreu no último sábado ( 18/04), na Audio Club em São Paulo, o W.O.A Warm Party.
Que no Brasil em parceria com Bangers Open Air, Honor Sounds entregaram um final de tarde e um começo de noite memorável!
Esta em especial foi uma das datas de “side shows‘, organizadas pela produção do Bangers antes de mais uma de suas edições realizadas no Memorial da América Latina (25 e 26/04/26).
Uma parceria gigante, o maior festival de Metal do mundo unindo forças com o maior festival de Metal da América Latina, quiçá, do Hemisfério Sul.
Sendo assim, não poderia ser diferente e uma comemoração como esta não poderia ter convidados que nao fossem a altura desta comemoração e tão proporcionalmente tivessem a mesma relevãncia histórica, à nível Brasil/mundo. E para esta celebração foram convocados: The Mist, The Troops Of Doom, Korzus e Krisiun. Quatro entidades históricas do metal BR e mundial que dispensam apresentações, que trazem a bandeira do som pesado como essência e ideologia de vida, e que possuem legados incontestáveis, contribuindo à decadas para o fomento da cena em legítima resistência a quaisquer modismos ou invencionismos, sem concessões.
E assim, se fez história…
Antes mesmo das 14:00 ( horário de abertura da casa), a fila já se formava. Fãs faziam fila e aguardavam o horário de abertura dos portões. O primeiro alento foi adentrar a casa e o ar condicionado ligado, de forma generosa amenizava os sóis para cada cabeçaque brilhava imponente do lado de fora. Entre cervejas, risadas, reencontros e novas amizades acompanhados por uma cerveja estupidamente gelada aguardavam para a primeira atração.
Pontualmente às 15:30, os mineiros do The Mist subiram ao palco, a intro com corvos e corvos voando no telão davam as boas vindas para o caos. Sem cerimônia e com os dois pés no peito, já chegaram com energia total. Com carisma e energia a banda foi conquistando e cativando os presentes.

“The Tempest” foi o pontapé de uma tarde/noite que prometeu e cumpriu todos os requisitos de um evento relevante, ocasionando em uma experiência única e ímpar. Implacável trouxe a violência necessária para já despertar o público para os vindouros mosh pits que se formariam ao decorrer da apresentação. A essência de um poderoso Thrash Metal se mostrava ali e levantava o público.
Instrumental e vocal poderosos emergiam em sintonia e sincronia marcantes.
“The Curse Of Life” do “The Dark Side Of The Soul“(2025), “Peter Pan Against The World” do “The Hangman Tree” (1991) trouxeram aquele som ainda mais Oldschool, direto dos anos 80 com o seu ataque poderoso.

“Over My Dead Body“, uma das canções do EP “The Circle of the Crow” (2021), foi tocada de forma implacável, entregando peso e melodia.
Oriunda do seu mais recente lançamento, “[Face] – Name + Number= Namber“, esta presente no “The Dark Side Of The Soul (2025), trouxe o ar mais soturno e mórbido. Estava esquecendo de mencionar, a arte da capa do álbum estava nas laterais do palco (banners) e ao fundo do telão. Uma boneca pendurada em uma forca. O que fez mais sentido ainda ao ar sombrio da canção.
“The Enemy” do “Phantasmagoria” (1989), entregou o mesmo ar sombrio da canção anterior, só que ainda mais mistériosa e emblemática, diria até “gótica”, foi uma escolha excelente em meio a tanta pedrada sonora (risos). Talvez uma lembrança do também glorioso Witchhammer.

Vale destacar que toda banda se movimenta bastante no palco, interação bacana com o público. Se revezando de um lado para o outro no palco, estando presentes e próximos ao público também nas extremidades. O pedestal de Korg ao alto em diversos momentos fez parte de sua performance.
Tive a impressão de que os braços abertos emulavam os corvos no telão ao fundo do palco, trazendo também teatralidade ao espetáculo. “The Hangman Tree” (1991), faixa que também dá o nome ao segundo full da banda veio poderosa e contundente, com forte destaque ao baixo.

“The Dark Side Of The Soul” que dá nome ao seu mais recente trabalho, também esteve presente no set, e assim como a sua sucessora no disco, a “Geppetto’s Song“, como em uma ópera sinistra, foram tocadas trazendo o peso sombrio necessário e enquanto isso, o moshipit seguia insano.
Já se despedindo “My Inner Monster” do “The Circle of the Crow” (2022) foi escolhida como a derradeira do The Mist, visceral e com brutalidade proporcional trouxeram um fechamento de set monstruoso.
Com a platéia já sentindo pelo fim da apresentação, a poderosa “(Lungs) – Death Is Alive Inside Me“foi escolhida como bis, para uma despedida digna e que manteve a energia nas alturas e preparava o público para a tempestade sonora que viria. Em matéria de fazer Metal, som pesado – o The Mist e Minas Gerais não decepcionam. Longa vida The Mist !!!!!!!
The Mist é:
Vladimir Korg (vocal): Lider da banda e responsável pelo direcionamento conceitual
Edu Megale (guitarra): Baita guitarrrista cuida dos riffs e solos.
Wesley Ribeiro (baixo): Une toda a cozinha e dá o tempero necessário dos graves.
Lina Linassi (bateria/Riccardo Linassi): Bateria agressiva comandada com energia.

Se o The Mist incendiou a Audio Club com sua apresentação, o The Troops of Doom jogou ainda mais fogo no pogo e gasolina nasveias do público sedento por som pesado. Pontualmente às 16:50, a banda subiu ao palco para a devastação Thrash/Death. Com o lendário Jairo Guedz (guitarra), ex integrante e fundador do Sepultura, Alex Kafer (vocal/baixo), Alexandre Oliveira (bateria) e Frank “Blackfire” Gosdzik (guitarra), o ritual do caos estava formado. Já com circle pit invocado pelo vocalista Alex.
O público não perdeu tempo e já deu resposta que o frontman aguardava.

“Act I – The Devil’s Tail” do Ep “The Absence Of Light“, (2021) iniciou o massacre sonoro e foi sucedida pela igualmente brutal “Chapels of the Unholy” com destaque para a visceralidade das guitarras e uma bateria tão igualmente impiedosa.
“Far from Your God” do “Antichrist Reborn“, 2022, o massacre sonoro parecia ainda mais atormentador e o público respondia com energia, vibrando e em um moshpit na mesma proporção, não deixando ninguém parado.

No primeiro tributo da noite, “Bestial Devastation“, canção icônica do icônico álbum do Sepultura, se fez presente no set. Visceral e sendo cantada a plenos pulmões pelo público. Inegável a referência do Sepultura no som da The Troops Of Doom, e no tributo a justa homenagem foi ainda mais especial, tendo no palco um dos “pais” da criança. Jairo agradeceu a todos pela presença, enfatizou a importãncia de cada profissional ali envolvido, desde a pessoa responsável pela limpeza ao CEO do festival. Não deixando de agradecer também a Paulo Xisto Junior (Sepultura), estava presente na Audio e acompanhava o festival.

” Act II – The Monarch” e “The Rise of Heresy“, ambas do “The Absence Of Light“, (2021), implosivas e explosivas vieram na sequência e de forma matadora. Me trouxeram a sensação de voltar ainda mais no tempo. Um “revival” direto do metal oriundo dos anos ’80’. A carnificina do Death/Thrash Metal da época, ainda mais explicito na “The Rise Of Heresy“.
“Denied Divinity” do “A Mass To The Grotesque” (2024), não poderia ficar de fora e antecedeu o segundo tributo da noite, passando por mais uma canção clássica de um disco clássico do Sepultura, “Morbid Visions“. Hino atemporal e clássico quase obrigatório, não só no setlist, mas na playlist de todo e qualquer fã de metal extremo, sobretudo BR.


“The Confessional” do “Prelude To Blasphemy” (2023), manteve a chama acesa e com direito a “The Wall Of Death” conclamado pelo vocalista Alex, uma escolha assertiva dentro de um set que demonstrava ainda mais fúria e uma crescente até ali.
“Dethroned Messiah” e “Dawn of Mephisto‘ foram também anunciadas e jogaram a casa no chão. Os moshs foram insanos com tamanha energia ou até maior, que no começo do show. Indispensáveis foram primordiais na reta final do show. E para encerrar com chave de ouro, a banda encerrou com a faixa que dá nome a um outro clássico do Sepultura e que dá nome a banda, a “The Troops Of Doom“. finalizando uma apresentação brilhante e epolgante. Foi INSANOOOO!!
Para mim que nunca tinha visto o The Troops Of Doom ao vivo, foi um deleite! Um privilégio e uma experiência única.

Ver estes quatro gigantes do Metal nacional no palco foi o mesmo tempo ver uma renovação da cena, e também revisitar memórias de discos e clássicos primordiais, que são e continuarão a ser referência e trabalhos essenciais para bandas atuais e novas bandas. Ter festivais desta relevãncia e enaltecendo os nomes do próprio país, não é somente reconhecer o seu trabalho, mas considerar toda uma história e legado que faz escola mundo à fora.

Às 18:30, mais um capítulo imensurável da história do Metal brasileiro subiu ao palco: Korzus!!!!
Com nova formação e single novo trouxe um novo capítulo de sua trajetória. O poderoso Korzus se fez presente e iria além de preencher novas folhas, celebrou as suas mais de quatro décadas com carinho, máximo respeito e gratidão ao os que fez estar ali. Algo muito mágico e que quem somente prestou atenção pode perceber, que ao decorrer de cada música apresentada, parte da história da banda era contada no telão, com imagens antigas de shows, momentos icônicos da banda, etc…
O que acho que sinceramente foi um belíssimo fundo a uma jornada de resiliência e apreço pelo próprio trabalho. Ao mesmo tempo que enalteceu o carinho e máxima fidelidade dos fãs a banda e ao estilo, fornecendo o préstimos a quem sempre levantou e levanta a bandeira real do metal.

Um por um foi entrando, Jessica, Jean, Rodrigo, Dick e por último Pompeu.
Iniciando o set, a intro ficou a cargo de “Dracula“, canção de Wojciech Kilar, um grande clássico que antecederia outro clássico. No telão, gotas de sangue em um telão azul se recolhiam e se expandiam.
Por fim, a banda entrou no palgo sem delongas, “Guilty Silence“, foi a primeira, do já clássico “Ties Of Blood” (2004), já fez a galera cantar do início ao fim e já foi o estopim para os vindouros moshs que se propiciaram. “Truth” do “Discipline Of Hate ” de 2010, indispensável ao set não ficou de fora e foi incrível poder revê-la ao vivo.”Raise Your Soul” do disco citado acima também esteve presente. Que pedrada, meus queridos e minhas queridas!

Nessa próxima, sou meio suspeito a tecer comentários pois é com certeza uma das minhas prediletas, “Catimba” também do clássico citado acima, “Ties Of Blood“, de 2004 me trouxe pura nostagia. Confesso que achei que iria ficar rouco cantando essa.
Estreando ao vivo, “No Light Within“, era muito aguardada por se tratar de um registro recente e que já foi gravada já com a nova formação. E ver ao vivo foi um privilégio para quem poder estar presente. Com refrão que gruda, na segunda vez o refrão já estava sendo cantado praticamente pela casa toda.
“Agony” e “Victim of Progress”, do “Mass Illusion” de 1991, tiveram a sua vez e foram comemoradas pela galera mais oldschool presente no festival. Enquanto isso o circle pit rolava aos milhões.

A faixa título “Discipline Of Hate” seria a próxima do set e teria uma participaçao especial, chegando a ser anunciada por Pompeu, como a próxima do set, mas por motivos não revelados foi postergada.
E antes de chamar, o frontman do Korzus ainda perguntou ao público quem seria participação especial, falando de sua relação com a banda co-irmã e trazendo pistas que indicavam o Torture Squad e May Puertas.
Obs: Com o cancelamento da participação do Fear Factory, o Torture Squad que tocou no Wacken ano passado(2025), irá substituir o Fear Factory no Bangers Open Air.
Obs2: Vi o René ( guitarrista) do Torture Squad. Vi depois, por fotos que o Almilcar (baterista) também esteve por lá.

Pompeu chamou então a perigosa “Vampiro“, do álbum “Legion” (2014)e que foi tocada com energia e vigor indispensáveis para uma das mais brutais da apresentação.
Por fim, chegou a vez de “Discipline Of Hate“, May Puertas foi novamente chamada e simplesmente entregou uma participação estrondosa. Foi visceral! Ao final, entre abraços Pompeu e May trocaram elogios e reconheceram a importância de cada qual para a cena nacional. Tal como a irmandade e relevância de cada artista e cada banda. Encerrando com May Puertas desejando vida longa ao Korzus.
Aproveitando o ensejo, Pompeu enalteceu também a representatividade no Metal, falando de Jessica Falchi, uma grato ingresso a banda. Entregou energia, carisma e uma performance absurda.

“Never Die” do “Discipline Of Hate” foi então tocada com a brutalidade que lhe é peculiar. Jean Patton e Dick entregaram backing vocals ainda mais imperativos no refrão “Die, Die, Die” com o público somando ao coral furioso entregue na música.
Em tom de brincadeira ou não, Pompeu então pediu ajuda ao público para a próxima do set, “What Are You Looking For“, devido aos seus 60 anos recem completados, estava se dedicando para entregar uma excelente vocalização, mas que a ajuda do público seria importante, cantando a estrofe “I See Your Death”. Tal como um maestro, um único ensaio foi mais que necessário para que o coral de vozes repitisse com vigor, o que lhes foi pedido.
Seguindo com a apresentação, foi a vez de Marcelo Pompeu dedicar a próxima canção a todos (as), presentes, foi a vez de “Guerreiros do Metal“, canção oriunda da coletanea “SP Metal II” (1985), que levou ao delírio os ali presentes.

Então, eis que o maestro Pompeu, chamou a derradeira canção do set, mas antes pediu a todos que se mantivessem agachados e que ao seu comando pulassem.
Pedido acatado, então foi a hora de “Correria“, do “Ties Of Blood” (2004). Potente e cantada a plenos pulmões pelo público fechou com chave de ouro a apresentação.
Obs: Pompeu dedicou a canção ao ex sogro, que faleceu recentemente.
De maneira geral, o Korzus entregou uma baita apresentação. com clássicos e nova energia.
Falchi e Patton somados aos veteranos da banda, trouxeram uma apresentação memorável.
Desenrolados e sincronizados, se alternaram com maestria entre base e solo.
Espero ter o privilégio de ver o Korzus muitas outras vezes mais nos palcos.
Relíquia do Metal nacional que se permitiu renovar e ingressar em uma nova era. Com peso e atitude, acredito que o Korzus ainda nos surpreenderá em muito com novos materiais e apresentações cada vez mais incendiárias.
Korzus é:
Marcello Pompeu – Vocal
Dick Siebert – Baixo
Rodrigo Oliveira – Bateria
Jean Patton – Guitarra
Jessica Falchi – Guitarra

Por fim, a atmosfera ia mudando, a expectativa era gigante para receber outro gigante.
As lendas se fizeram presentes e ali estava enfim, o impiedoso, a muralha do Death Metal brasileiro;
O formidável Krisiun adentrou ao palco. A celebre frase “O Krisiun está aqui!!!” Foi dita!!
Dai pra frente, não há como controlar pois a hecatomba sonora foi liberada.
O arrepio vem na hora e tudo se torna surreal: Veloz, brutal e impiedoso.
Sem tempo para respirar, a primeira pedrada veio na orelha, “Kings Of Killing” do “Apocalyptic Revelation” (1998) abriu os trabalhos. Visceral e violenta, já foi a fagulha necessária para inflamar o público e explodir o primeiro moshpit. “Scourge The Enthroned” foi então invocada, do álbum de mesmo nome lançado em 2018, trouxe também um trabalho mais recente da banda. Me faltam adjetivos para definir a brutalidade e aplicada.
“Combustion Inferno” do “Southern Storm” (2008), trouxe a tempestade do Sul, visceral e implacável, combustível para a fúria apresentada em cima do palco e fora dele.
“Vicious Wrath“do “AssassiNation” (2006), que não era tocada a bastante tempo pela banda, então retornou ao set. Palavras inclusive do proprio Alex, enquanto era anunciada.

Em diversas oportunidades, Alex agradeceu a presença e apoio de todos. Enaltecendo sempre o metal nacional e expurgando os chupetinhas e manés que não respeitam o Metal nacional. Chamando os para o embate. Afimando que o Metal é pra valer, doa a quem doer e afirmando algo que é totalmente veridico e factível: Krisiun levando o Death Metal como ideologia de vida a mais de 30 anos. Lutando pelo Metal e pelo Underground.

Antes de ir para a próxima pedrada, Alex agradeceu nominalmente a algumas pessoas presentes. Sem deixar de destacar a presença em peso do fã clube Krisiun Force, que possui um perfil no Instagram e sempre posta conteúdo sobre os shows/tours e apresentações da banda, além de estar sempre presente nos shows em São Paulo.
“Hatred Inherit” do poderoso “Conquerors Of Armageddon” (2000), não poderia ficar de fora e foi celebrada pelos fãs da banda. Brutalidade surreal! Explodindo cabeças. Do “Mortem Solis” (2022) “Necronomicon” se fez presente e antecedeu o hino “Blood Of Lions“, do album “The Great Execution” de 2011.
Com cordialidade e demonstrando apreço, Alex agradeceu a todos os envolvidos na realização do festival e pelo convite, além de convidar também o público a estar presente no Bangers e apoiar a banda.
Não é possível mensurar isto, pois todo o set é demasiadamente brutal, mas se for para definir até o momento, eleger a mais destruidora, com certeza “Serpent Messiah” do “Mortem Solis“, é com certeza uma das mais dilacerantes deste set ( até aqui). A velocidade me pareceu ainda maior, mais intensa.
O público por sua vez respondeu com um mosh brutal que quase me levou junto (risos).

Retiro o que disse, na sequência de “Messiah’s” e “Abominations”, foi a vez de “Messiah’s Abomination” do álbum “Conquerors Of Armageddon” (2000) ter a sua vez e demonstrar que um set brutal pode ficar ainda mais destruidor. Album inclusive muito marcante para mim, que junto com o “Ageless Venomous” (2001), foram meu ingresso na discografia do Krisiun. Álbum marcante e que no ano passado completou 25 anos do seu lançamento.

Moyses (guitarra) por sua vez, enalteceu o empenho do irmão ( Alex), que mesmo com evidente cansaço entregou o seu melhor e estava ali disposto a proporcionar um show esmagador que os fãs da banda já estão habituados. “Descending Abomination” do “The Great Execution” ( 2011) veio na sequencia.
Na sequência foi a vez de Max Kolesne (bateria) e Moyses (guitarra), demonstrarem suas habilidades solo. Em dois solos arrebatadores, Max demonstrou sua precisão técnica e velocidade, enquanto que Moyses em seu momento, demonstrou sua virtuose e afinidade com a guitarra. Ambos causaram extase e incredulidade no que estava sendo visto, deixando o público boquiaberto ao mesmo tempo que ovacionavam a banda.
Já se encaminhando ao final, foi a vez de “The Will To Potency“, também do “The Great Execution” (2011). Letal e brutal foi tocada com primor e dedicação, garantindo o bate cabeça da galera.
Moyses assumiu então o microfone e agradeceu também a presença de cada um dos presentes e apontando as camisetas do público, enalteceu as bandas das camisetas que o público estava utilizando.
Max por exemplo estava utlizando uma camisa do Faces Of Death, do single “Terror Em Barbacena”, que possui a arte feita a mão pelo baixista Sylvio Miranda. O baterista Igão ( Faces Of Death) estava no público.

Chegando ao momento derradeiro, Alex agradeceu a todos e disse que infelizmente tudo que é bom tem o seu fim. E conclamou os presentes a cantar hino máximo da instituição Krisiun e que nem precisou de muitas palavras para ser decifrada, e já veio logo ao chamamento. Sim, se você pensou na “Black Force Domain“, você acertou. Esta icônica faixa do disco de mesmo nome lançado em 1995, encerrando assim com chave de ouro esta grandiosa apresentação.

Party On Wacken – Warm Up Bangers Open Air, celebrando de forma global os 35 anos do festival Wacken e sendo também, este um side show/ pré evento para o Bangers. Que não posso deixar de citar que permitiu aos fãs do Metal nacional, uma experiencia ímpar de ver prata da casa se apresentando em um festival desta magnitude, celebrando também o legado destes grandiosos veteranos da cena brasileira.
Foi um privilégio e uma honra estar presente!
Agradecimentos especiais ao Bangers Open Air, Honorsounds e assessoria pelo privilégio de participar deste momento único. Um abraço ao Marcos Franke, que tão gentilmente recebeu toda imprensa presente.
Foi uma experiência ímpar, edição incrível e que venham muitas outras mais!
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Clicks sempre excelentes de Sabrina Ribeiro. Todas as fotos utilizadas nesta resenha são de sua autoria.

