Fala galera! Vocês estão bem?
e vamos para a audição e resenha deste trabalho, que até onde vi vem sendo muito bem recebido pela mídia especializada e principalmente gerado ótimos feedbacks e tido também uma boa repercussão entre os fãs de Rock /Metal.
Antes de começar, quero falar um pouco sobre artista sensacional, que inclusive tive a felicidade de entrevistar recentemente para o canal ROCK DOIDO DO ARGOTH.
FABIANO NEGRI, nascido em Campinas, este paulista está na música há 30 anos. Com certeza ima das maiores e mais belas vozes do Rock nacional.
Além de cantor, ele é produtor, compositor, professor, e multi- instrumentista.
Sendo este um homem de múltiplos talentos e skills, transita com maestria pelo Rock, Hard Rock, Soul e Heavy Metal clássico, por exemplo.
Possui uma extensa discografia e em um lar absurdamente musical, com a família se reunindo diariamente para apreciar música, arte e cultura, não poderia ser diferente, todos(as), apreciam e levam a sério, tanto que inspirou seu filho a ingressar no mundo da música.
FABIANO NEGRI iniciou sua carreira em sua adolescência, seu primeiro trabalho, uma demo tape da banda de heavy metal HAGGAR.
Em 1998 ingressou na banda de Hard Rock REI LAGARTO, ocasião em que seu nome passou a ser conhecido no meio do Rock BR. Com a REI LAGARTO foram 13 anos de discos e estrada.
Entre 2003 e 2007, Fabiano fez uma pausa com a banda, mas não se afastou da música. Pois segundo ele, o ‘bichinho da música”, o deixava inquieto e sempre criando, não conseguiu parar. Criou outras bandas de rock, como SUN MACHINE e MAKKINA.
Em 2010, lançou se como atista solo e em 2011, a banda REI LAGARTO encerra as atividades, mas com sentimento de que a missão da banda havia sido cumprida.
Desde então foram 15 lançamentos (ou mais), e entre eles estão discos ao vido e em estúdio, EPs e uma trilha sonora de filme.
Atualmente, Fabiano e a banda BEBÊ DIABO estão juntos e trabalhando na divulgação do seu mais novo álbum, o qual iremos falar aqui.
A banda é composta por André Pereira e Igor Russo nas guitarras, Pedro Quintans na bateria e o filho de Fabiano, Ian Absurd, no baixo. Aliás, Fabiano é o responsável pelas letras e teclado, além de a frente dos vocais. Sobre a banda, os músicos foram selecionados um por um para chegar na pegada sonora necessária e trazer novos elementos sonoros que se adequassem a uma linha sonora mais livre, mas que ao mesmo tempo tivesse personalidade e assim, tudo fosse desenvolvido em conjunto.
Obs: Tomás Mainiere gravou o álbum com a banda, porém, por motivos próprios optou por sair, porém sua contribuição enquanto músico e amigo são de grande relevãncia e se soma a história da banda.
Agora que você já conhece um pouco sobre formidável talento brasileiro, bora ouvir o disco e trazer as impressões deste que vos escreve.
Sendo assim, bora esmiuçar este disco! tenha com você, o um bom headphone e bora viajar!

01- “Dust And Sorrow” – Começa com um riff marcante, tem ritmo swingado e sonoridade setentista. Arrisco dizer, algo até “Coverdale”, com Fabiano trazendo os vocais que o consagram como uma das grandes vozes do Rock/Metal BR. Seguido por guitarras interessantes tocadas com precisão por Igor e André. Além de um coral magnifico.
Ao fundo já se escuta os teclados que dão o clima sombrio e ativam a máquina do tempo. Faixa muito convidativa. Mais para o meio meus queridos e minhas queridas, um solo de arrepiar, enquanto o baixo brilha ao fundo.
A faixa chega com os dois pés no peito! O vocal de FABIANO chega a lugares incríveis! É possível sentir um pouco da angústia e sentimento do que estava sendo vivenciado pelo personagem principal da narrativa.
02 – “The Goat, The Machine Gun And The Jackal” – As pedradas não param, seguindo o ritmo e mantendo a temperatura lá em cima, com riffas que parecem cavalgar é a vez desta faixa pesadíssima!
Um som que pe impossível ficar parado, desde o começo já é possível ter a percepção de que virá uma canção que não vai te deixar quieto. Riffs pesados e que prendem a atenção, enquanto a bateria é tocada com fúria e é possível imaginar fogo saindo dos olhos do baterista Tómas.
Como uma bala, este som é certeiro e vai sendo conduzido de forma magistral.
É possivel escutar um som de cowbell, até chegar em um refrão que lembra muito os grandes refrões do Hard Rock a lá Guns. Um som que embala! Cuidado! Um som que pode te viciar e traz uma performance que já fiquei curioso para ver ao vivo. Que te cata do começo ao fim, sobretudo, pois ao seu fina, há uma grata supresa, os teclados de FABIANO dão um teor épico a faixa, como em uma passagem de tempo. Tem muito de Ozzy/Sabbath nessa faixa, cara, que viagem! Incrivel. Sei que tá no começo do disco, mas é que a mais gostei até aqui
03- “ Winds And That Show Our Real Nature” – Já desacelerando um pouco (ao menos em seu começo). O som do violão acústico já traz uma outra pegada, é possível sentir como se tivesse ocorrido uma importante etapa de desenrolar da história. Pois já dá pra sentir um teor mais melancólico. Com uma bateria mais voltada aos tambores, tem uma pegada diria, mais percusiva, é bem marcante. Um solo incrível para conclamar o povo e acender as chamas da revolução e inflamar o povo. Esta faixa funcionou muito bem, como um interlúdio para abraçar a próxima faixa.
É esse o sentimento que tenho ao ouvir este som, narrando de forma solene esta jornada. Um trabalho muito genuíno! –
04 – “The Outaw’s Journey” – Onde Keck Spergman é setenciado a morte, após ascender como líder da massa e onde infelizmente, inclusive nos despedimos de Keck Spergman.
Poder ao povo! Poder ao Povo!!! Épica encerra esta epopeia revolucionária!
Derrubar as elites e conquistar o que é do povo! Não ser subjugado e fazer com que os ventos da mudança venham e a prosperidade vigore, mesmo que isto custe a própria vida.
Com guitarras unissonas, soam como uma espécie de marcha funebre. A sonoridade setentista toma conta novamente. Tive a impressão de ouvir referências a la Deep Purple, Sabbath. Sensacional!!!! Com muito groove, a faixa ao mesmo tempo que é trágica, tem o seu balanço e ginga bem pertinentes puxados também pelo baixo.
O final é épico (nem gosto – risos). As guitarras pesadas retomam e finalizam de forma magistral, desembocando em um solo espetacular meus amigos e minhas amigas (i Gonna Die, I Gonna Die!!!!” Um grito pela democracia! Enquanto ouve-se “Keck Spergman” tendo o seu nome sussurado. É a faixa mais longa do disco, mas tem tantas nuances, tanta coisa que acontece ao seu docorrer que não se torna uma faixa cansativa e nem se percebe sua duração. Feita para grudar mesmo! Quem sabe assim, as pessoas assimilam a idéia e o seu teor revolucionário.
05 – “Empty Heart” – Cara, me traz alguma coisa, esse comecinho me deixou com vontade de tomar um drink. Com pegada Blues/Rock, que faixa é essa meus queridos. Faixa carregada de sentimento e uma profunda melancolia, com pitadas de um ritmo envolvente e traz em sua essência, algo perigoso e envolvente/sinuoso e levemente “sensual”.
Mais tome cuidado, essa música não fala de amor especificamente, então não confunda amor com obsessividade e principalmente psicose/psicopatia pois a pegada é sombria.
Se estiver de frente a um computador, abra uma aba no Youtube e assista o vídeo dessa faixa. Com sou bonzinho, toma aqui o link do vídeo ( https://youtu.be/95sRDR1DkMo?si=sIVhdvCLWEaWvBlA ). Spoiler, o clipe tem momentos engraçados, mas que serve de alerta , sobre amores e agora bora beber que assistir ao vídeo me deixou com sede.

06 – “Wiseman” – Hardzona total, é uma faixa que tem também uma levada, até mesmo country rock/southern em seu começo. É uma faixa divertida que explora e destaca bem a parte vocal, o coro de vozes acompanhou poderosamente, enquanto o instrumental que desemboca em um formidável solo, leva toda a cozinha para um ponto sem possibilidade de retorno. O baixo de Ian, amarra as pontas. É possível sentir uma brincadeira de vozes, semelhante a que Axl Rose fazia em “Welcome To The Jungle” no auge do Guns.
07 – “Something’s Going Wrong” – Quando o vi o nome da faixa, pensei se seria possível algo dar errado em um disco tão promissor e não deu não. Uma faixa que deu totalmente certo. A começar pelo coro de vozes e a forma que vai se deserolando, passando pelo “punch” e caindo na baladinha com coro de vozes.Esta faixa já dá aquele gostinho de que o disco vai chegando ao seu fim. Destaque novamente para o baixo que acompanha e vai dandoo tom groovado até cair no solo, pura melodia e cheio de uma intensidade que só vai aumentando até chegar no refrão. Que sonzeira, meus amigos. Uma bateria marcada e os agudos de Fabiano que ao decorrer do disco impressionaram, é apresentado novamente e encerram a faixa com vigor e força.
08 – “Imperfections” – Em doses homeopaticas de “adeus”, esta é com certeza a mais melancólica até o momento, começando com uma introdução com violão chega bem branda e vai tomando forma. E sua letra aborda justamente a busca pela perfeição, onde o imperfeito não é visto com bom olhos, e os demônios do hype dominam. Se esquecem que da humanidade e tudo se torna um produto. Com um solo carregado é possível sentir a essência da música e da mensagem que pretende entregar. Todo o som imprime a sua mensagem de forma clara, entregando dor. É possível sentir as preocupações, que o “non sense” da internet pode chegar. Tem uma letra bastante intensa.
09 – “The Ballad Of Lazy Man” – Com um começo que te busca na viagem do tempo, ela te traz e te joga para lá. Resgata sons das antigas, ao mesmo tempo que parece brincar .
Um instrumental quebrado e que vai. Traz o Rock e o Blues e uma harmonia única.
Além da brincadeira com o instrumental, existe a brincadeira com os vocais.
De forma mais descontraida, acredito que tenha sido feita para não ser tção levada à serio, já que a idéia da letra e seu conceito é justamente trazer sarcasmo, e um pouco de humor. Mas ao mesmo tempo que bota o dedo na ferida, para deixar um recado sobre aqueles que querem as ver as coisas caindo de maneira fácil “do céu’.
10 – “27” – Quem nunca ouviu falar do “Clube dos 27″, onde temos grandes nomes do Rock/Metal, nele temos Jimmi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain, Janes Joplin … entre outros. Esta faixa é uma forma de recordar desta galera, o fatídico e misterioso clube.
Que me traz dois pensamentos: ” Os bons morrem jovem” e ” ainda bem que passei dos 27, em uma mistura dúbia de “pera ai” e ” ainda bem que não entrei para o clube”.
Que confesso que me fez refletir enquanto escrevo estas palavras. De umf forma geral é troste pensar que jovens tão talentosos se foram precocemente, enquanto tem gente mediocre na música brasileira que está ai disperdiçando oxigenio (risos).
Chega de reflexão e bora falar sobre a derradeira faixa;
Escrita pelo grande jornalista e critico musical Tony Monteiro, traz o solene “adeus” do disco. Com áurea de mistério fala sobre questionamento sobre a vida, sobre destino.Os teclados fazem a atmosfera de fundo, enquanto o uso de guitarras se dá em alguns momentos, riffs que trazem a pegada do blues novamente á tona. Existem,segredos escondidos nesta faixa? Acredito que só mesmo ouvindo para perceber.
Os vocais de FABIANO brilantes sempre, alcançando lugares. Uma faixa com muito feeling.
Trazendo uma nostalgia sobre os grandes do passado, com reverência e sem deixar de olhar para o futuro.
Este foi um review de um fã de Heavy Metal que ouviu de coração e ouvidos bem abertos e digo que estou demasiadamente satisfeito do que ouvi. É um baita disco, que venham mais e mais trabalhos. Parabéns FABIANO e Banda BEBÊ DIABO. Com sagacidade e verdade entregaram não somente um disco, entregaram verdade e pluralidade de ideias, fazendo deste trabalho algo que merece ser devorado e principalmente, figurar entre os destaques deste ano de 2025. Técnica e paixão em sincronia e sinergia para produzir este petardo da musica Rock/Metal nacional.
As faixas são:
01- “Dust And Sorrow”
02 – “The Goat, The Machine Gun And The Jackal”
03- “ Winds And That Show Our Real Nature”
04 – “The Outaw’s Journey”
05 – “Empty Heart”
06 – “Wiseman”
07 – “Something’s Going Wrong”
08 – “Imperfections”
09 – “The Ballad Of Lazy Man”
10 – “27“.
Sobre o “The Outlaw’s Journey”,é um disco em que nenhum som se repete e nenhuma faixa soa igual.
É um disco leve e que a audição é tranquila e que você vai se divertir.
Ao mesmo tempo que toca em temas importantes do cotidiano. É conceitual, mas sem aquele abstratismo chato e desmedido.
Por FABIANO NEGRI ser o principal letrista, muito das letras refletem sua visão de mundo. O som tem peso e atitude ao mesmo tempo que toca em temas que podem conter acidez, mas tem também a sua leleza.
O “The Outlaw’s Journey“, ele é um disco para ser apreciado e saboreado.
As faixas foram lançadas também no formato de single e vídeos, possibilitando uma experiência audiovisual ímpár. Permitindo assim conhecer e experimentar o que de fato a banda quer entregar. Este trabalho foi gravado de forma genuína, para que realmente fosse percebido o que os músicos estão fazendo, sem artifícios ou caminhos facilitados.
Tudo muito organico, mas que transborda emoções, intensidade e coerência.
É um disco onde todos participam e é possível ter clareza de que todos participam.
É possível ouvir todos os instrumentos e sentir o feeling de todos os integrantes, trazendo solidez em um trabalho coeso e impactante.

Curiosidade sobre este disco:
As quatro primeiras faixas contam a história do fora da lei, o que por si só, é sensacional e revelama natureza rebelde e contestadora da personagem “Keck Spergman“, em um mundo pós apocalíptico que se encontra em uma impiedosa rebelião . O nome que surgiu de uma brincadeira, mas que revela muito da personalidade de FABIANO NEGRI, arriscaria dizer que reflete seu criador.
Siga FABIANO NEGRI nas redes sociais: @fabianonegrisolo
Site: www.fabianonegri.com.br
Para shows: [email protected] / @jzpressassessoria
Nota: 10/10

