Senhoras e senhores, antes de iniciar esta resenha do disco, vamos falar um pouco sobre o criador, ante de falar da criatura ( risos).

Falar sobre Grinder ou Rodrigo Grinder, é falar sobre um único indivíduo literalmente, afinal se trata de one man band.

Grinder transforma fúria, crítica social e inquietação humana em manifesto sonoro no álbum de estreia “O Ódio Ainda Queima”. O cenário do metal brasileiro ganha um novo e contundente capítulo com o lançamento de “O Ódio Ainda Queima”, álbum de estreia do Grinder — projeto solo do vocalista Rodrigo “Grinder” Ortiz, fundador da banda paulista Attack Force, de Atibaia (SP). O trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e apresenta 14 faixas cantadas integralmente em português, reafirmando a força e a expressividade do idioma dentro do metal extremo nacional.” JZ Press

Agora que já conhecemos um pouco sobre o trabalho, bora esmiuçar o disco:

1. Mórbida Mente: O disco já começa poderoso, com guitarras forte, sem cerimônia.. só digo, segura o rojão.. F8deu! Uma pedrada no ouvido do banger que anseia por um som agressivo e coeso. A partir do “fio da navalha”, uma mudança de tempo que desencadeia em um solo e deságua em um refrão, que
deixa claro a mensagem proposta.
02. Porcos no comando: Essa nem precisa muito detalhamento. O título entrega.
Se a faixa de abertura parecia já um murro na face, a segunda canção já vem derrubando ídolos. Protesto na caruda sobre a classe politica. Insatisfação total e já inicia sendo conduzido de forma impiedosa.
Doa a quem a doer, com riffs potentes que permeiam toda canção e cobram ação. E um solo curto, mas demasiadamente satisfatório. Com isso o banger já está batendo cabeça faz tempo.
03. Altares Profanos: O que é essa terceira canção, já chegou metendo o dedo na cara dos hipócritas estelionatários da religião.
Com vocal destacado, backing vocal somando ao trabalho. Não sei se ainda é cedo, mas já é de cara, a minha preferida.
Com um refrão grudento, que ao mesmo tempo é uma denúncia aos falsos profetas.
Um solo matador, que coisa linda!!! “Altares Profanos é uma canção forte. Tem uma levada que cativa muito.
04. Insanidade:  Algo que ninguém pode reclamar é de ausência de riffs potentes e solos marcantes que brilham ao decorrer da canção. Pois já começa recheada e de forma saborosa, a canção vai crescendo e tomando uma forma ainda mais explosiva. Como toda excelente banda de Thrash Metal, entregou nessa letra indignação e insatisfação até de forma interpessoal, falando sobre falsidade. Mandando o papo reto para aqueles que se acham muito, mas na real não passam de um grão de areia. Uma indireta para
alguém? Não sei e nem saberei, mas o importante é o som entregue, e na moral… é visceral.
05. Ratos de guerra: A pedrada vem direta e reta, “Ratos de Guerra” é a faixa com teor mais anarquista do disco. Uma crítica contundente! Vocal e backing vocal trazendo ainda mais potência. Além de uma canção impiedosa e poderosa. Riff e solo poderosos enquanto a bateria vai marcando ali acompanhando. Outra canção formidável que muito me agradou e trouxe um refrão que traduz a canção num todo.
Não recomendada para fãs do braço armado do estado e afins ( risos).
Uma canção demasiadamente primorosa e que impressiona.
No meu ranking, com certeza a segunda melhor do álbum, na minha singela opinião.
06. Pânico: Riffs e atmosfera que lhe conduz a tensão proposta, sem trocadilho, no traz o “pânico”. O receio da violência deságua em violência, um solo poderoso que externa toda a agonia. Um som definido e de mensagem clara e por fim a agonia chega ao seu fim.

07. Correntes Quebradas: Poderosa, antes mesmo de ouvir toda a canção, já da para saber que o eu vem é algo matador. O uso de coros e frases marcantes, dão á tônica desta canção. Fúria e visceralidade, trazem a explosão e o grito de libertação. Olha, mais uma que entrou para o meu ranking do disco por seu belicismo sonoro. A melodia, o som emitido pela guitarra me trouxe uma memória que me remete a Bathory em “Call From The Grave”, Sarcófago em “Midnight Queen” ( Sei lá – risos). Apocalíptico/melodioso, mas sem perder a mão e soar igual. Formidável!

08. Muralhas de vidro: Outra canção abordando o caos social, que fala justamente sobre algo que está prestes a explodir.
O individuo social sendo massacrado de todos os lados. Algo prestes a quebrar em ruptura com tanto dessabor.
Sonoramente traz inquietude, dá vontade de bater cabeça do começo ao fim.
09. Zumbi Digital: Com fraseado imponente, aborda a dependência digital e uma realidade paralela proporcionada pelas redes.
Enquanto isso o massacre sonoro prossegue, um rolo compressor esmagando crânios. Destaco aqui, uma guitarra
forte com muito feeling e sendo levada ao seu limite. A bateria cruel e tão letal quanto um tanque de guerra, uma Ak47
disparando infinitamente.
10. Lágrimas de sangue: O massacre não para!!! Alguém pare este homem!!!! Mentira, deixa destilar! Deixa o bambu quebrar
e madeirada estourar os tímpanos, com perdão do palavrão… PQP!!!!!!
A canção fala do “O homem, o lobo do homem”. Fala justamente sobre o ser humano ser a fonte da destruição de outros.
As lágrimas de sangue escorrem e não param de rolar.
11. Ruinas do Tempo: Um speed thrash, com guitarras cortantes, nervosas e cruéis. Amassando crânios e quebrando pescoços.
Que sabor!!! Meu irmão, não dá vontade de parar de ouvir. Narrando quedas de impérios e reforçando o indicando ostracismo.
Poético, com mudança de tempo trouxeram uma musicalidade diria quase faraônica, som cheio marcante capaz de quebrar paredes. Outro destaque do disco e que deve ser ouvido (também) no volume máximo.
12. Ecos do Vazio: Como diz o título, fala sobre  questões existenciais é um convite a olhar para dentro de sí.
Com letra reflexiva, blast beats implacável, este som vem derrubando tudo a frente. Um refrão marcante e intensidade ditam o caminho do fim.
13. Heróis esquecidos: Uma bomba prestes a explodir, é assim que defino esta canção. Ao mesmo tempo que fazem
uma lisonjosa saudações aos soldados da FEB, que lutaram na Itália. A cobra fumou e fumou bonito! Alemães na
segunda guerra mundial perante os valorosos e valentes guerreiros brasileiros, três heróis brasileiros que colocaram
soldados adversários em rendição
14. Guerra Cibernética: Lembra daquele “f0deu” lá do começo? Ele se fechou o disco. Trouxe caoticidade. O poderio bélico
sonoro se fez presente e ainda mais forte neste encerramento do disco. Thrash Metal é guerra, força que confronta inclusive o universo cibernético. Curtinha, mas com muito a dizer. Traz o brilho impecável e a síntese brilhante do mundo
atual.  Canção forte fecha com inabalável força, um dos melhores discos que ouvi neste começo de ano e que irá prevalecer] ao decorrer durante todo este 2026.

O retrato de toda uma sociedade. Falando sobre presente, passado e futuro.

Pois, por mais que compreendamos toda a situação e exista o desejo de melhora, de revolução. Não sendo pessimista e sim realista, até concluindo a questão

da atemporalidade, irão se passar 50 anos e ainda estaremos batendo na mesma tecla.

O poder, a força estatal, a igreja e as elites sempre irão massacrar. O que torna ainda mais utópico, o nosso desejo
de revolução. Um mundo melhor mais justo e correto, sempre será uma reivindicação, já que os de cima se recusam a compartilhar o pão, talvez migalhas, mas nunca a mesa farta.
De forma geral, é importante abrir bem os ouvidos desde o começo para apreciar todo o trabalho que está por vir no disco.
Trabalho que vai ganhando os ouvidos e quando menos se percebe, você já ouviu todo o disco e fez headbanging em todas as músicas. Memorável! Baita disco e baita produção.

Mas o importante é isto, manter a chama ainda acesa e lutar, pois por fim…. O ÓDIO AINDA QUEIMA! Belíssimo disco! Parabéns GRINDER pelo trabalho.

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Para ouvir o álbum:

Nota: 9.0/10
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