O Rebenta Tudo chegou a Coimbra com força total, prometendo uma noite de punk e metal para ninguém ficar parado. Organizado pelo MetalPunk Coimbra Fest, o evento reuniu fãs ansiosos e energia no ar, mesmo com um ligeiro atraso na abertura das portas. Entre conversas e expectativas, o público esperava por um espetáculo que prometia intensidade, adrenalina e momentos inesquecíveis.

Pé Roto

Quando os Pé Roto começaram a tocar, ficou claro desde os primeiros acordes que a espera tinha valido a pena. O concerto abriu com temas do último álbum, revelando uma sonoridade mais madura, pesada e coesa, mas também houve uma visita ao primeiro disco, que rapidamente fez a sala reagir com entusiasmo.

O vocalista esteve sempre enérgico – saltou pelo palco, interagiu com a plateia e fez questão de puxar por todos, desde os fãs mais antigos aos curiosos que estavam ali pela primeira vez. Esse contacto constante ajudou a quebrar qualquer distância entre a banda e o público e, à medida que o concerto avançava, a banda foi ganhando ainda mais força.

A secção rítmica foi um dos pontos altos da noite: bateria e baixo poderosos, sólidos e sempre no ponto, criando uma base intensa que se sentia no peito. As guitarras alternaram entre riffs sujos, solos expressivos e sonoridades mais atmosféricas, preenchendo o espaço sonoro de forma equilibrada.

No geral, foi um concerto com muita energia. O final chegou quase sem se dar por isso, deixando a sensação de que o tempo passou depressa demais.

Carne Pa Canhão

A seguir foi a vez dos Carne Pa Canhão subirem ao palco, e rapidamente ficou claro que o concerto ia tomar um rumo diferente – mais teatral, visceral e imprevisível. O vocalista foi uma das figuras centrais da atuação: expressivo e performativo. Houve trocas de acessórios – máscaras, casacos, adereços – como se cada música exigisse uma nova identidade, reforçando a sensação de estar perante algo mais do que um simples concerto.

Um detalhe curioso da noite foi a troca de papéis de alguns integrantes: o baterista dos Pé Roto assumiu as guitarras nos Carne Pa Canhão, enquanto o vocalista dos Pé Roto passou a tocar baixo na segunda banda, mostrando versatilidade e domínio musical.

A setlist trouxe temas como “Síndrome de Revolta”, “Mente Parasita” e “Dignidade”, recebidos pelo público com entusiasmo e intensidade crescente.

O público respondeu à energia com entusiasmo: saltos, palmas, vozes roucas e até alguns moshes tímidos no centro da sala. Tudo contribuiu para a sensação de espetáculo vivo, imprevisível e orgânico.

O ponto alto da atuação surgiu com “Cidade Fantasma”, escolhida para encerrar o concerto, momento em que o público se entregou por completo, cantando e saltando em uníssono.

No final, ficou claro que a noite organizada pelo MetalPunk Coimbra Fest tinha sido um sucesso. O público viveu um espetáculo cheio de emoção, atitude e entrega. Saltos, palmas, vozes em uníssono e momentos de pura intensidade transformaram o evento numa experiência memorável, mostrando que o metal e o punk continuam mais vivos do que nunca em Coimbra. Uma noite que, sem dúvida, ficará na memória de todos os presentes.

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