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No segundo e último dia do Comendatio, viveu-se uma celebração intensa da música progressiva e moderna. Em destaque estiveram Humanity’s Last Breath, com o seu som brutal, e VOLA, que encabeçaram o dia e encantaram com a sua fusão melódica e eletrónica.
No fim de semana quente de 21 e 22 de Junho, Paço da Comenda encheu-se de uma energia musical quase indescritível. A quinta edição do Comendatio Music Fest contava com um cartaz estrondoso e superou todas as expectativas. Se o primeiro dia já tinha corrido às mil maravilhas, o segundo dia esperava-se ser tão ou ainda mais marcante.
AVKRVST, por @vasco.inglez
Ainda era cedo quando os campistas começaram a acordar e um grande movimento se começou a observar na pequena aldeia. Mas algo muito distintivo deste festival é a sua localização- realiza-se num sítio calmo, mas muito próximo da lindíssima cidade templária de Tomar, permitindo que os festivaleiros não só desfrutem do festival e da música, como também explorem esta cidade histórica.
Mas às 16h, de volta ao festival, de volta à música e de volta à concentração de fãs de música moderna e progressiva no recinto!
ABOVE THE OCEAN
Os Above the Ocean foram um dos dois vencedores da Batalha das Bandas Comendatio 2025, e, como tal, tiveram lugar no cartaz desta edição. Na sua curta mas excelente atuação, provaram que realmente mereceram este lugar.
O grupo de Évora, Portugal, de Metalcore formado em 2022 apresentou-nos riffs potentes, vocais versáteis que variam entre o limpo e o berrado, um trabalho de bateria incrível, melodias contaminantes e fortes mensagens. Existe uma veia old school nas suas composições fazendo com que este grupo se distinga no mundo do Hardcore/Metalcore.
Above The Ocean, por @vasco.inglez
Algo que merece aqui ser mencionado é a atmosfera enérgica criada pelos elementos da banda: o concerto foi super cativante, sempre cheio de interação entre banda e público e com headbanging sempre garantido. Mas nunca desvalorizando a qualidade técnica por parte dos 5 membros. Com riffs densos, dinâmicas potentes e uma fusão equilibrada entre agressividade e melodia, tinham a difícil tarefa de abrir o segundo e último dia do festival, numa tarde bem calorosa, mas fizeram-no da melhor forma possível: com boa música e uma excelente apresentação, sempre com humor eborense à mistura.
Above The Ocean, por @vasco.inglez
É sem qualquer dúvida um grupo em ascensão na realidade do metal moderno português e o futuro parece-me bem promissor para estes 5 rapazes de Évora.
Setlist: 1- Until My Dying Breath; 2- Thank You; 3- Therapy; 4- Saying Goodbye; 5- Darkness Comes For Us All; 6- Love Song (For the Broken).
PHASE TRANSITION
O segundo grupo a pisar o palco, era o trio portuense que está no topo do metal progressivo português- os enormes Phase Transition.
O grupo liderado pela talentosa Sofia Beco (vocalista e violino), com Fernando Maia (bateria, ex-Moonshade) e Luis Dias (guitarra, Moonshade) apresentou-se neste concerto com o baixista convidado Pedro Coelho e não fizeram nada mais nada menos do que contaminar todos os presentes com o seu metal progressivo cheio de influências do sinfónico, jazz, elementos de blues, passagens folk entre muitas outras.
Phase Transition, por @vasco.inglez
Já tendo assistido a algumas atuações deste grupo, tenho a dizer que a cada passagem nos palcos, apresentam-se mais seguros, mais profissionais, mais técnicos, mais fortes. É como se em cada concerto fossem melhores e melhores e isto é mais um reforço de que os Phase Transition são, atualmente, um dos grupos mais promissores em Portugal.
As suas obras têm tudo- têm melodia, têm complexidade, imprevisibilidade, peso, etc. O que fazem é misturar influências dos mais diversos mundos musicais de forma única explorando e desafiando limites e quaisquer regras que possam existir.
Phase Transition, por @vasco.inglez
As dinâmicas entre guitarra e violino são simplesmente viciantes e um dos elementos mais distintivos é mesmo esse, mas estamos a falar de um trio (aqui quarteto) muito forte tecnicamente: um guitarrista que faz com que solos complexos pareçam fáceis, um baterista que faz mudanças de ritmo imprevisíveis com uma perna às costas, uma vocalista com uma voz angelical poderosa mas que de vez em quando saca do seu violino e apresenta melodias contaminantes e, embora como convidado, um baixista com 5 cordas cheio de segurança naquilo que faz.
Com um álbum recentemente lançado – In Search of Being – lançado a 6 de junho de 2025, a fusão entre a técnica, intensidade e melodia está mais presente do que nunca, com destaque para o dinamismo entre os vários instrumentos, algo que esteve claramente presente neste concerto.
Para mim, um dos melhores concertos desta edição do Comendatio Music Fest, de uma banda que após um recente lançamento, levará a sua música muito para além de fronteiras.
Setlist: 1- Your Guide; 2- Shadows Of Thought; 3- The Other Side; 4- Veil Of Illusions; 5- Becoming, (R)evolution.
LYSERGIC
O terceiro grupo a pisar o palco eram os Lysergic, uma banda a emergir no cena portuguesa de metal contemporâneo que marca pela astucia composicional e pela roupagem mais emotiva e até atmosférica dada a uma amálgama de metal moderna que, ao seu Melodic Death, ainda junta alguns elementos do Metalcore, Groove até ao Post-Thrash.
Este projeto apareceu recentemente e com a força toda! Apresentam um potencial de crescimento enorme e claramente a ter em conta num futuro próximo. Neste concerto no Comendatio, tiveram a montra perfeita para apresentar a sua obra recentemente lançada Black and Blue, um trabalho inteiramente composto por João Corceiro (guitarra e vocais) que contamina o ouvinte logo nos primeiros segundos.
Lysergic, por @vasco.inglez
Falando concretamente da sua música, são uma banda que acrescenta um lado progressivo ao seu melodeathmas nunca perdendo o sentimento de agressividade que contrasta com momentos mais catárticos e emotivos, com grande ajuda de várias camadas de teclados (neste concerto apresentados através de samples) que dão uma elevação épica à música.
Lysergic, por @vasco.inglez
Se há algo que foi visível nesta apresentação, era a alegria que Corceiro e os seus companheiros tinham em tocar e poder apresentar um trabalho que no fundo descreve a sua alma, alma essa que está em Black and Blue. Foram incontáveis os agradecimentos sinceros de João Corceiro direcionados para o público e a adesão do mesmo foi incrível. “Que sonho estar aqui” disse o vocalista e líder da banda já em tom de despedida. Mas reforço que após o trabalho apresentado no início deste ano, é mais do que merecido.
Lysergic, por @vasco.inglez
Para quem não conhecia este projeto, certamente ficou fã. E os que conheciam , fizeram todos questão de estar presentes na totalidade do concerto.
THE BROKEN HORIZON
Primeiro grupo internacional do dia, e à semelhança do dia anterior, vindos de terras de Nuestros Hermanos, mais concretamente de Navarra, Espanha. Formados em 2015 apresentaram-nos um Metalcore/Deathcore absolutamente destrutivo.
O que este quinteto faz é virado para o metalcore, hardcore e até ligeiros detalhes de deathcore, com influências de bandas como Suicide Silence, Asking Alexandria, Whitechapel,August Burns Red, entre muitas outras e provaram que sabem bem o que fazem. Os seus temas de pura brutalidade varreram tudo pelo caminho e levaram o publico à loucura.
The Broken Horizon, por @vasco.inglez
A dinâmica vocal do vocalista marcou definitivamente pela diferença, passando de vozes limpas a berradas em microssegundos e sem qualquer pausa, algo que pessoalmente nunca tinha visto a ser tão bem feito. Os gritos mais rasgados e quase desesperados do baixista reforçam ainda mais esta dinâmica vocal.
Durante estes minutos que passaram a voar, embarcamos numa descarga sonora explosiva, onde os riffs pungentes , os guturais viscerais e dinâmicas modernas se combinaram num espetáculo feroz e técnico. O público incendiou-se em mosh pits constantes e numa descarga de adrenalina brutal. Pulls riffs afiados como navalhas, breakdowns impactantes e momentos melódicos surreais fizeram desta experiência um transe coletivo de fúria e precisão. Uma verdadeira imersão no metal contemporâneo com identidade própria.
The Broken Horizon, por @vasco.inglez
A banda revelou neste concerto toda a potência do seu som, com guitarras de afinação grave, ritmos sincopados e uma bateria explosiva. A precisão técnica dos músicos permitiu transições perfeitas entre passagens melódicas e explosões brutais. E os já mencionados breakdowns foram os momentos centrais do concerto – longos, arrastados e violentos, desenhados para provocar mosh pits caóticos e instigar a catarse coletiva.
The Broken Horizon, por @vasco.inglez
Foi um ritual moderno de intensidade e libertação, onde o peso sonoro encontrou a emoção crua e uma entrega de palco autêntica. Este grupo é perfeito para quem procura mais do que ouvir música, procura senti-la, no corpo e no espírito. Uma das atuações mais marcantes do Comendatio e que certamente conquistou muitos novos fãs.
AVKRVST
Os Noruegueses AVKRVST foram os próximos a pisar o palco e, pessoalmente, era um dos concertos que mais ansiava ver! Com um álbum recentemente lançado – Waving At The Sky– e mostrando-se, talvez, como sendo o grupo mais progressivo desta edição do Comendatio, a expectativa e curiosidade estavam em níveis elevadíssimos.
Algo muito engraçado neste grupo é a sua origem. Os AVKRVST (pronunciado como Awcrust) são uma banda recém fundada por Martin e Simon , resultado de um pacto feito aos sete anos de idade que diria que iriam formar uma banda. A acompanhar Martin na bateria e Simon nas guitarras, temos Oystein no baixo, Edvard na guitarra e Auver nos teclados.
AVKRVST, por @vasco.inglez
Estilisticamente falando, estivemos perante um grupo prog metal com influências de Porcupine Tree, Opeth e outras bandas, bem ao estilo dos prog metal dos anos 2000.
Estivemos, por vezes, perante passagens explicitamente pesadas e agressivas, outras vezes mais melódicas, melancólicas e desesperantes, com um som que poderia ser descrito como uma reminiscência de bandas como os próprios OPETH da era “Damnation”, Porcupine Tree e alguns ganchos de LEPROUS.
Este grupo é muito interessante pois é visível aqui uma grande promessa – AVKRVST parecem ir em muitas direções com o seu lado mais melódico-ambiental, o lado mais catchy, ou o lado mais pesado, sombrio e doom-ish. Nesta atuação, todos estes lados foram visíveis e todos foram muito bem recebidos pelo público que mostrava várias facetas: a surpresa, a apaixonada, a contaminada, a viciada, etc.
AVKRVST, por @vasco.inglez
Assistir a este concerto foi como embarcar numa viagem sonora complexa e emocional, onde passagens melancólicas se entrelaçaram com explosões agressivas, criando uma experiência intensa e multifacetada. Sentimos a sua narrativa conceptual a ganhar vida – a solidão, a introspeção e a aceitação de temas pesados tornaram-se quase palpáveis no ar. Ao longo do concerto que passou num ápice, o público transitou por um espectro emocional que foi desde a reflexão contemplativa à energia visceral, culminando num ambiente quase ritualístico.
Foi uma intensa viagem emocional e sonora, onde o peso do metal prog encontra a introspecção atmosférica, criando uma jornada ao mesmo tempo profunda, emocional e arrebatadora. Para aqueles que apreciam complexidade musical, narrativa envolvente e uma performance que ecoa para além do palco, este foi O concerto do Comendatio Music Fest.
Setlist: 1- Preceding; 2- The Trauma; 3- Families Are Forever; 4- Isolation; 5- The Approbation.
HUMANITY’S LAST BREATH
E na próxima hora fomos todos atropelados por um comboio (perdoem a negritude desta frase), ou pelo menos foi o que pareceu… Esta experiência que foi assistir ao concerto de Humanity’s Last Breath é inexplicável, mas eu irei tentar.
Estes Suecos apresentaram-nos o seu trabalho cheio de influências de djent e death metal progressivo, que aliado ao seu deathcore apocalíptico, cria algo completamente inovador. Desde a sua origem e os seus primeiros lançamentos, estabeleceram uma identidade forte, única, simplesmente à Humanity’s Last Breath. E desde então, ganharam uma dimensão enorme no mundo da música extrema.
Sempre cheios de peso, mas com inclinação mais virada para uma atmosfera soturna mas a circular numa verdadeira montanha russa de tempos e velocidades: um deathcore atmosférico rico em brutalidade e imprevisibilidade. Os seus grooves vibrantes mantêm as coisas sempre frescas, com diferentes elementos a surgir no fundo e ganchos cativantes que mantêm o ouvinte envolvido.
Humanity’s Last Breath, por @vasco.inglez
O colapso é a palavra chave, sempre muito forte, fazendo parecer que o mundo está a desmoronar-se e a tornar-se no caos profundo. É uma sensação de destruição total! Mas não é só a música que passa esta sensação. A postura dos elementos, os movimentos sincronizados e a expressividade maioritariamente transmitida pelas mão do vocalista são um reforço genial da destruição brutalíssima que este grupo cria e transmite. A postura austera da banda, sem interação verbal usual, reforçou o carácter “desumano” da performance, deixando a música falar por si.
Foi uma experiência culminou num apocalipse musical — uma avalanche sonora feita de riffs graves e dissonantes, baterias polirrítmicas esmagadoras e vocais guturais que soam quase sobrenaturais. A luz (ou ausência dela) fazem também um papel crucial nesta experiência. Todo o palco é imerso em iluminação baixa e efeitos psicadélicos, com o vocalista sempre encapuzado, a cobrir o rosto, compondo uma atmosfera claustrofóbica e desesperante mas com um peso que tem tanto de carregado como de levitante.
Humanity’s Last Breath, por @vasco.inglez
Acho que posso descrever esta experiência como algo muito sensorial, onde me senti imersa num transe de despedida ao mundo. Foi uma imersão intensa num mundo apocalíptico sonoro, onde a técnica dos elementos encontrou a escuridão emocional e toda a performance ao vivo se transformou num ritual visceral coletivo.
Digo com toda a certeza, e partilhando agora uma experiência mais pessoal, que foi um dos melhores concertos que assisti em toda a minha vida. Penso que este sentimento é partilhado por muitos dos presentes.
Obrigado ao Comendatio Music Fest por nos terem proporcionado esta experiência.
VOLA
E chegou o momento mais ansiado para uma grande parte dos festivaleiros. Chegou finalmente a hora do headliner do segundo dia do festival subir ao palco e contaminar tudo e todos com a sua fusão magistral de metal progressivo e eletrónica- VOLA estariam prestes a eternizar esta noite de 22 de junho de 2025.
VOLA, por @catiasousacts
Estes gigantes dinamarqueses já dispensam de apresentações no mundo do progressivo. O que fazem é um progressive metal, djent e alternative rock que resulta numa experiência sonora fascinante e emocionalmente rica.
O equilíbrio entre a agressividade e delicadeza é um dos pontos fortes deste grupo que o destacou num mundo já tão vasto. Com as suas músicas a alternar entre riffs pesados e grooves, djent com passagens melódicas, sintetizadores e ambientes eletrónicos, estivemos perante uma mistura majestosa e absolutamente genial destes elementos.
Mas à semelhança do grupo anterior, não foi só a música que contribuiu para uma intensa viagem. Aqui, a banda investe numa apresentação cuidadosamente iluminada e visualmente impactante, resultando numa cenografia minimalista. Uma sinergia entre música e luz que resultaram numa experiência emocionalmente forte.
VOLA, por @catiasousacts
A performance combinou peso técnico com texturas atmosféricas, criando uma atmosfera imersiva e contagiante, mas sempre com enorme proximidade com o público, proximidade essa extremamente orgânica e quase familiar. E isto é algo de enorme valor, pois estamos a falar de um grupo gigante, que mesmo assim continua humilde e próximo de nós.
Aquilo que estes senhores provocaram no público? Uma admiração silenciosa intercalada com explosões de euforia. E isto é uma resposta que reflete a própria dualidade da banda entre peso e introspeção. Uma atuação cheia de momentos imersivos, quase meditativos, onde se fecha os olhos para “deixar a música entrar”. Mas que, em temas mais pesados, provocou uma explosão de energia física para o mosh.
E claro que não dá para falar de VOLA sem mencionar a voz única de Asger Mygind, que funciona quase como um fio condutor emocional entre os mundos que a banda atravessa. O seu timbre é limpo, suave e contido, cheio de identidade própria. É uma das assinaturas mais marcantes do som dos VOLA pela delicadeza com que se impõe. É este timbre que humaniza o som, que o equilibra, e que transforma o peso e a complexidade da música em algo que se sentiu mais do que o que se ouviu.
VOLA, por @catiasousacts
No meio de tanta experiência e sentimento, houve ainda espaço para uma surpresa- o vocalista dos Humanity’s Last Breath subiu ao palco para interpretar o tema Cannibal, dando suporte aos vocais growl, resultando num momento de união entre bandas e público marcantes.
Viveu-se uma experiência musical intensa, onde a força do metal prog se aliou a atmosferas refinadas e visuais bem trabalhados. O resultado? Uma experiência teatral e sonora que combinou adrenalina, introspeção e conexão verdadeira com o público. Para pessoas que valorizam um espetáculo que alia técnica instrumental e emoção ,VOLA entregou exatamente isso, marcando para sempre esta noite na mente de todos os presentes e na história eterna do festival Comendatio.
VOLA, por @catiasousacts
Setlist: 1- We Will Not Disband; 2- Stone Leader Falling Down; 3- Paper Wolf; 4- Head Mounted Sideways; 5- I Don’t Know How We Got Here; 6- Alien Shivers; 7- These Black Claws; 8- Stray The Skies; 9- Cannibal; 10- 24 Light-Years; 11- Smartfriend; 12- Inside Your Fur; 13- Bleed Out; 14- Straight Lines.
E assim foi o último concerto da quinta edição do Comendatio Music Fest. Foi um fim de semana quente onde se mergulhou num universo onde o peso da música moderna se encontraram com uma curadoria excecional e um espírito de comunidade orgânico.
O Comendatio é mais do que um festival: é uma experiência imersiva de som, criatividade e partilha, feita de atuações arrebatadoras e de um ambiente que une fãs e artistas num só pulso.
Um agradecimento sincero à organização, que torna tudo isto possível com dedicação e visão, e acima de tudo amor a este estilo que nos une. Um agradecimento também às bandas, que dão corpo e alma a este encontro inesquecível.
Voltamos todos a casa de coração cheio, muitas memórias inesquecíveis e uma ânsia do que ainda está por vir. Fazemos todos parte da família Comendatio, uma família que certamente nos proporcionará muitas mais edições e momentos marcantes.