Mais vale tarde do que nunca, não é mesmo? Então, aqui vai um pequeno #FlashbackFriday, porque ainda estou digerindo tudo o que foi o 1º Labutes Metal Fest, que rolou há pouco mais de um mês, mas continua ecoando na cabeça e nos ouvidos da malta!

No último sábado de setembro, dia 27/09/2025, o AMBA – Setúbal (Associação de Moradores do Bairro da Anunciada – Viso) foi tomado por uma verdadeira celebração do metal underground português. E posso afirmar: esta primeira edição do Labutes deixou uma marca profunda na cena de Setúbal, e o hype já é real para o próximo ano!

Com um cartaz pesado e variado, o festival reuniu oito bandas de estilos diferentes, mas todas com uma energia destruidora: Quinteto Explosivo e Neuropsy como cabeças de cartaz, além de Ash Is A Robot, Alpha Warhead, Born From Hatred, Gnosis, Faulklord e Postbringer, em um line-up coeso, que soube equilibrar o peso e a diversidade.

Continue a leitura para ficar por dentro de tudo o que rolou no fest, além de ver entrevistas exclusivas!

POSTBRINGER

Os Postbringer foram os responsáveis por abrir o festival. E que estreia!

Formados em 2020, em Setúbal, o duo jogou em casa e apresentou-se pela primeira vez ao vivo, conquistando o público com a versatilidade do seu álbum de estreia, Hybridity.

O som é experimental, dinâmico e carregado de identidade, em uma mistura criativa que deixou todos curiosos para o que ainda vem aí.

Tivemos a oportunidade de conversar com a dupla para saber as primeiras impressões da estreia e planos futuros. Assiste:

FAULKLORD

Logo em seguida, os Faulklord subiram ao palco com toda a energia. Carismáticos e empolgados, os rapazes comandaram a malta com o vocalista João Frangolho chamando todos para a frente, e o público respondeu de imediato. A banda mostrou potencial e carisma de sobra, com uma performance genuína e descontraída

O som passeia entre death metal e um pouco de folk, criando uma atmosfera divertida e contagiante. Era impossível ficar parado: braços erguidos, saltos, risadas, e até alguns moshs “amigáveis”, com gente se abraçando e dançando junto. Uma vibe leve e energética que contagiou toda a sala.

Tivemos também a oportunidade de conversar um pouco com a banda. Assiste:

GNOSIS

A terceira banda da noite, e uma das mais aguardadas, foram os misteriosos Gnosis.
Mesmo com um pequeno atraso, o público permaneceu ansioso e firme, aguardando o início do espetáculo. Àquela altura, o recinto já estava com o dobro de pessoas em relação ao começo do festival, todas prontas para mergulhar na atmosfera ritualística que se aproximava.

A banda traz uma performance teatral, intensa e envolvente, que uniu sangue, culto e caos. O público reagiu com total entrega: mosh, aplausos, emoção e muitos elogios.

Mas o auge mesmo veio com “Noite”, faixa lançada em julho, que levou a plateia ao delírio, enquanto se via até gente da plateia se ajoelhando neste momento.

Conversamos com a banda sobre seus mistérios, simbolismos e próximos passos, e já podemos garantir que vem coisa grande por aí. Assiste:

BORN FROM HATRED

Chegava agora a vez da quarta apresentação: os Born From Hatred, que logo nos primeiros segundos chamaram a atenção da malta que se aproximava animada para ouvir o peso do seu melodic deathcore. Mesmo sendo um projeto recente, a banda mostrou um potencial imenso, com um som pesado, técnico e sincronizado, que fez muita gente começar a bater cabeça logo de início.

A sonoridade é moderna, mas direta, sem firulas, e a entrega no palco é de quem leva a sério. O show foi cru, intenso e ininterrupto, deixando o público sem tempo para respirar, com mosh pits e headbangings a rolar.

A troca de energia entre banda e público era imensa, e mesmo precisando encerrar a apresentação aparentemente antes do tempo previsto, o grupo se despediu sob aplausos e gritos de aprovação!

ALPHA WARHEAD

Agora era a vez dos Alpha Warhead, e já adianto: THIS IS OLD SCHOOL THRASH METAL! 
Um dos shows mais aguardados da noite e, sem exagero, um dos mais insanos também.
A apresentação dos caras foi simplesmente animal, com tudo o que se espera de um bom show de metal raiz: loucura, circle pits, gente subindo ao palco, muito crowdsurfing e, claro, um wall of death de respeito!

A banda é extremamente coesa e traz na bagagem faixas do seu primeiro lançamento, Code Red (2023). Todos têm uma presença de palco impressionante, mas o destaque vai para o baixista Pedro, que fez a festa da malta mergulhando nos moshs e se misturando em momentos de puro caos. A banda sabe mesmo como incendiar um palco!

Tivemos também uma conversa divertida com esses caras. *Infelizmente, tivemos algumas falhas técnicas no áudio, mas estava boa demais para não ser compartilhada.* Assiste:

ASH IS A ROBOT

Agora era a vez dos Ash Is A Robot agitarem a malta, trazendo um som um pouco diferente do restante do festival, e eu digo isso no melhor sentido possível. Depois do peso e da velocidade da banda anterior, chegou o momento de mergulhar na cena post-hardcore, com aquela dose certa de emoção, energia e nostalgia.

Após um hiato desde 2016, a banda voltou aos palcos este ano, e o Labutes Metal Fest foi agraciado com esse retorno. Com um show direto e sem frescuras, os Ash Is A Robot mostraram por que são tão queridos.

O som era coeso, dinâmico e tecnicamente sólido, tanto nos vocais quanto no instrumental, e a performance foi contagiante, com todos os integrantes demonstrando alegria e entrega genuína em estar ali. A malta devolvia na mesma intensidade: cantando junto, aplaudindo e vibrando a cada faixa. Foi realmente uma apresentação feliz!

NEUROPSY

Os Neuropsy foram outra das atrações mais aguardadas da noite, e já neste ponto, o recinto abrigava muita gente. A malta colava-se ao palco, ansiosa por ver o regresso da banda à sua cidade natal, três anos após a última atuação em Setúbal.

Com quase uma década de estrada, o grupo mostrou mais uma vez o porquê de ser um dos nomes mais respeitados da cena local. Em sua formação atual, os Neuropsy não deixaram pedra sobre pedra: cada faixa foi cirurgicamente executada, com energia e brutalidade em doses perfeitas. O público respondeu à altura: mosh pits para todo lado, crowd surfings, e cabeças rolando sem parar.

Em um dos momentos mais icónicos da noite, João (guitarra e vocais) pediu um wall of death e brincou dizendo que se sentia “como Moisés”. A multidão se abriu ao meio, e após um “parabéns” para um gajo que estava no centro, a guerra explodiu em volta dele.

Mas tivemos também uma notícia em primeira mão: a banda vai ficar um tempo afastada dos palcos e redes sociais, dedicando-se totalmente à produção do novo álbum.
Por isso, este show foi realmente uma oportunidade rara e preciosa para quem esteve presente.

Tivemos a chance de falar com a banda sobre isso e muito mais. Assiste:

QUINTETO EXPLOSIVO

Encerrando a primeira edição do Labutes Metal Fest com chave de diamante, subiram ao palco os icónicos e irreverentes Quinteto Explosivo, e o nome não poderia ser mais apropriado. Eles chegaram incendiando tudo, entregando um espetáculo pesado, divertido e caótico na medida certa.

A banda, que estava em plena turnê “C*na da vossa mãe Tour 24/25”, comemorando também 10 anos de estrada, fez deste concerto o último antes de um hiato indefinido.
E como despedida, ofereceram um show exclusivo, cheio de humor, peso e performance.

Assim que subiram ao palco, a malta explodiu: headbangings, danças, copos no ar e coros em cada refrão. O setlist misturou faixas autorais e covers, tudo com aquele toque de stand-up irreverente e boa disposição que só eles têm, e mesmo depois de horas de festival, ninguém queria parar. O público ria, gritava e vibrava até o último segundo.

E embora a irreverência e o visual com direito a trajes de Deadpool chamem atenção, a técnica e a coesão são o que realmente consagram o grupo: vocais impecáveis, instrumentais sólidos e presença de palco realmente esplosiva. Um show perfeito para fechar um dia perfeito!

E assim se encerrou, em grande estilo, a primeira e histórica edição do Labutes Metal Fest. E é claro: já estamos ansiosos pela próxima!

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