REVIEW REPORT | Laurus Nobilis – 17.07.2026

O Laurus ganhou ritmo, o recinto encheu e a Gertrudes tornou-se uma lenda.

A sexta-feira, 17 de julho, marcou o verdadeiro arranque do Laurus Nobilis. Os concertos começaram por volta das 17h e, apesar do calor intenso e de muitos festivaleiros ainda estarem a chegar ao recinto, a energia fez-se sentir desde o primeiro momento.

A abrir o palco principal estiveram os Risen Crow. Mesmo perante um público ainda reduzido, a banda portuguesa não baixou a intensidade. Com uma atuação segura, marcada por riffs pesados, melodias envolventes e uma presença de palco confiante, mostraram porque continuam a afirmar-se como um dos nomes em ascensão no metal nacional, conquistando gradualmente quem ia entrando no recinto.

Na Sala Super Bock, seguiram-se os Butt Splitters. Enquanto o recinto ia ganhando vida, também o público se aproximava do palco. A irreverência da banda e a sua energia contagiante rapidamente quebraram a timidez inicial, proporcionando um concerto descontraído, intenso e com uma resposta cada vez mais calorosa por parte dos presentes.

De regresso ao palco principal, os gregos Meden Agan trouxeram ao Laurus a sua combinação de metal sinfónico e power metal. A voz poderosa da vocalista, aliada às melodias épicas e aos ambientes orquestrais, resultou numa atuação envolvente que conquistou tanto os fãs da banda como quem os descobriu pela primeira vez.

Na Sala Super Bock, os Kimura assumiram o lugar dos Guiltera, numa substituição de última hora que em nada desiludiu. Pelo contrário, a banda apresentou um concerto explosivo, cheio de energia e com uma interação constante com o público, que respondeu com entusiasmo e ajudou a elevar ainda mais o ambiente na sala.

Com o recinto principal já bastante mais composto, os Leaves’ Eyes ofereceram um concerto marcado pelas sonoridades épicas do metal sinfónico. Entre melodias envolventes, momentos grandiosos e uma prestação vocal segura, proporcionaram uma atuação que prendeu a atenção de uma plateia cada vez mais numerosa.

Na Sala Super Bock, os Psycorepaths voltaram a elevar a intensidade. A banda entregou um concerto repleto de agressividade e energia, encontrando do outro lado um público completamente disponível para responder. Os mosh pits e os circle pits surgiram naturalmente e a atmosfera tornou-se rapidamente caótica, exatamente como se espera num concerto da banda.

Quando chegou a vez dos Swallow the Sun, o palco principal encontrava-se já rodeado por um recinto praticamente cheio. Os finlandeses proporcionaram um concerto intenso, sombrio e profundamente envolvente, alternando momentos de enorme peso com passagens melancólicas e atmosféricas. Foi uma atuação emocionalmente carregada, que prendeu o público do primeiro ao último minuto.

Na reta final da noite, a Sala Super Bock recebeu os Crucivore, protagonistas de um dos momentos mais memoráveis do dia. Entre músicas novas e temas já conhecidos do público, a banda aproveitou a atuação para gravar um videoclip. A resposta dos presentes não podia ter sido melhor: mosh pits, circle pits, crowd surfing e uma entrega total criaram o cenário perfeito. E, claro, por esta altura a já famosa Gertrudes, a boneca insuflável que entretanto se tornara a mascote não oficial do festival, também fez das suas. Se acabou ou não por entrar no videoclip, só quando este for lançado se saberá, mas uma coisa é certa: passou o concerto inteiro a sobrevoar o público, a entrar nos circle pits e a contribuir para um dos momentos mais divertidos da noite.

O encerramento do palco principal ficou a cargo dos veteranos espanhóis Avulsed, que entregaram uma atuação brutal, intensa e sem tréguas. A interação entre banda e público foi constante, com os tradicionais “batismos” a arrancarem gargalhadas e a reforçarem o espírito de união que caracteriza o Laurus. Nem a Gertrudes escapou ao ritual: depois de passar grande parte do concerto em crowd surfing e a sobreviver aos circle pits, acabou também por ser “batizada” pela banda, para delírio dos presentes. Se havia dúvidas sobre quem foi a grande mascote desta edição, desapareceram ali mesmo. A Gertrudes roubou sorrisos, protagonizou alguns dos momentos mais caricatos do festival e, muito provavelmente, foi a festivaleira mais entusiasmada de toda a noite. 🤘😂

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