Na última semana aconteceu a edição de aniversário do Wacken Open Air 2026, o maior festival de heavy metal do mundo, realizado anualmente na vila de Wacken, no norte da Alemanha.
O primeiro dia do festival arrancou com muito calor e poeira, em vez da tradicional chuva e lama, marcando fortemente a 35ª edição do festival. Milhares de metalheads chegaram cedo para garantir a festa na abertura da edição comemorativa, e o pontapé inicial contou com apresentações intensas nos palcos menores e atrações emocionantes que lotaram o infield para celebrar a história do evento.
BATTLECREEK – Wasteland Stage

Começamos nossa tarde no Wasteland Stage, assistindo ao show insano do Battlecreek, banda alemã de Thrash Metal. O quarteto é fortemente conhecido na cena europeia por misturar a agressividade clássica do Teutonic Thrash com a velocidade festiva e cheia de groove da Bay Area de São Francisco.
O show foi introduzido e apadrinhado por ninguém menos que Schmier, o lendário líder e vocalista da banda Destruction, que ajudou a inflamar o público logo na abertura.
Debaixo daquele sol intenso, a galera estava animada e sedenta por shows e brutalidade. Sendo um dos primeiros shows de Thrash Metal do dia no festival, a plateia descarregou muita energia em circle pits intensos e headbangings, sendo uma parada obrigatória em um dos momentos mais underground desta edição.
Foi realmente um show cheio de atitude que era impossível ignorar. Esta redatora precisa confessar que não os conhecia, e foi caminhando por ali que acabei ouvindo e fiquei atenta para participar daquilo. Foram, sem dúvida, uma grata surpresa logo no início!
LOVEBITES – Faster Stage
Nossa primeira passagem pelo Faster Stage foi por volta das 16h, para assistir o quinteto japonês LOVEBITES abrindo os trabalhos do palco principal com força total, e uma multidão já reunida à sua volta, debaixo de um sol ardente.
O grupo é formado inteiramente por mulheres muito talentosas: Asami (vocais), Midori e Miyako (guitarras), Haruna (bateria) e Fami (baixo). A música das garotas transita entre Power Metal e Heavy Metal, e elas possuem uma precisão quase cirúrgica em seus arranjos rápidos, enquanto a voz acompanha tudo de forma perfeita.
Em uma hora de apresentação, a banda não deu espaço para baladas e apostou em um bloco contínuo de pura velocidade e peso técnico, desfilando poucas faixas do novo álbum Outstanding Power (2026) e dando espaço para as músicas indispensáveis de sua discografia.
O pontapé inicial se deu com a faixa “The Hammer of Wrath“, do álbum Electric Pentagram (2020), já mostrando a que vieram para o mar de cabeças que ali assistia com muito entusiasmo. Em sequência, “Rising“, do álbum Clockwork Immortality (2018), uma das músicas mais famosas da banda, com o público cantando junto.
Os destaques do novo disco ficaram por conta das faixas “The Castaway“ e “Raise Some Hell“, tocadas em sequência. Para o final, reservaram a faixa mais antiga, “M.D.O.“, do álbum Awakening from Abyss (2017), e depois “Holy War“, em um grande final no topo, com o público ovacionando de braços erguidos.
Setlist: 1. The Hammer of Wrath | 2. Rising | 3. Judgement Day | 4. The Castaway | 5. Raise Some Hell | 6. Soldier Stands Solitarily | 7. When Destinies Align | 8. M.D.O. | 9. Holy War
THE HARDKISS – Louder Stage

Nossa primeira passagem pelo Louder Stage foi para assistir aos ucranianos The Hardkiss, com sua proposta moderna de Metal Alternativo e Progressive Pop. A banda é liderada pela icônica vocalista Julia Sanina, que deu um show de carisma, performance e uma voz potentíssima, transitando entre melodias doces e vocais agressivos típicos do metal moderno.
Ainda no auge do calor e da poeira, os fãs se aglomeravam em peso em frente ao palco, demonstrando muito interesse e ansiedade para a apresentação. O show foi estruturado para apresentar o peso do novo disco Grey Hound (2026), misturado aos grandes hits em ucraniano e em inglês.
Iniciaram o setlist com “Crush“, do novo álbum, já colocando todos para se mexerem e mostrando todo o peso dessa nova fase da banda, que retorna após uma pausa criativa em seu 15º aniversário ainda mais pesada, com pitadas de batidas eletrônicas.
Seguiram com hits como “AiAiAi“ e “Tenderness“, indo para o hino cantado em sua língua natal, “Korabli“, momento em que, antes de começar, Julia conversou com todos sobre as guerras, e que mesmo sem entendermos sua língua, estávamos todos envolvidos pelo amor à música e por aquele instante. Era para sentir aquilo!
A apresentação marcou ainda 2 faixas inéditas para o público. O encerramento se deu com duas faixas: “I Love You“, do álbum Stones and Honey (2014), e “PiBiP“, do álbum Жива і не залізна (Zhyva i Ne Zalizna, 2021). O show foi equilibrado entre riffs extremamente dançantes e um peso esmagador, e Julia realmente nos hipnotizou com seu estilo, sua atitude e sua entrega vocal máxima. Terminaram sendo ovacionados!
Setlist: 1. Crush | 2. AiAiAi | 3. Tenderness | 4. Korabli | 5. Antarktyda | 6. Nice | 7. (Unknown) | 8. Complicity | 9. Organ | 10. Take Me To The Start | 11. Perfection | 12. (Unknown) | 13. I Love You | 14. PiBiP
TBS (The Butcher Sisters) – Faster Stage

Por volta das 18h, fomos ver a banda alemã The Butcher Sisters (TBS), que invadiu o palco levando seu Metalcore super festivo e entregando um dos momentos mais caóticos e energéticos do festival.
A sonoridade da banda mistura a agressividade do metal moderno com as rimas e a estética do RAP. Com senso de humor satírico, roupas esportivas retrô, pochetes e correntes, eles quebram os clichês sérios do metal tradicional com letras que abordam cultura pop, festas, bebedeiras e culinária, tudo isso acompanhado de breakdowns esmagadores. Essa mistura certamente agradou principalmente o público mais jovem, que estava em peso para ver a apresentação.
Na bagagem, trouxeram o recente álbum Das Schwarze Album, lançado em janeiro de 2026. O setlist foi estruturado para alternar entre os novos hinos de arena do recém-lançado álbum e os clássicos do aclamado Alpha & Omega (2019), além de singles avulsos voltados para a energia de festival. Com o gramado tomado por várias cabeças, abriram com “Baggersee“, certeiros logo de cara para abrir os primeiros moshs debaixo do sol da tarde.
Em “Dosenbier“, o hino da cerveja de lata, rolou a dinâmica “Dosenstechen“ (competição de furar latas de cerveja no palco). Seguiram com mais faixas que só elevavam o público, como “Bauchtasche“, “Der Nudelsong“ e “Drachentöter“.
O público respondia tudo com intensidade, se divertindo muito. Não havia desânimo, nem tempo para se importar com o sol sob nossas cabeças: a galera queria festa, e fez bonito com crowdsurfings do início ao fim. Vale destacar o momento em que um dos vocalistas, o Stroppo, subiu em uma boia e foi lançado aos braços da plateia, que enlouqueceu na hora. Era um público realmente festeiro e colorido, segurando balões, pulando e se divertindo ao máximo.
“White Monster“ foi um ponto alto, com o público cantando em coro. A reta final se deu com “Cityroller“ e um cover de “Crazy Frog“, em que todos dançaram sem parar. Foi uma apresentação e tanto para quem é fã!
Setlist: 1. Baggersee | 2. Dosenbier | 3. Bauchtasche | 4. Der Nudelsong | 5. Drachentöter | 6. Bierosaufus Ex | 7. White Monster | 8. Herr Dokter | 9. Klettergerüst | 10. Detlef D Soost | 11. Cityroller | 12. Crazy Frog (Alex F cover)
THE GATHERING – Louder Stage

Fomos assistir também os holandeses The Gathering no Louder Stage, considerados um dos maiores pioneiros mundiais do Metal Atmosférico e do Gothic Metal, em um dos momentos mais nostálgicos e emocionantes do festival, celebrando o aniversário de Mandylion, o terceiro álbum de estúdio da banda, lançado em 1995.
Em frente ao palco, os fãs veteranos já se alinhavam em peso para assistir ao espetáculo. Distanciando-se do ritmo acelerado das bandas anteriores, a banda transformou a paisagem em uma viagem intimista.
Como um show focado na turnê de Mandylion, o setlist foi cirúrgico: a banda tocou o aclamado álbum quase na íntegra, abrindo exceções também para as faixas mais famosas dos discos subsequentes, criando um arco dramático perfeito.
A apresentação começou com um trio de faixas do álbum mencionado: “Eléanor“, “Fear the Sea” e “In Motion #1“, trazendo um instrumental impecável, além da voz da vocalista Anneke causando arrepios de tão bela e precisa. Sua voz, com o passar dos anos, envelheceu como vinho, emocionando o público.
Em seguida, foi a vez de abrir espaço para outros hits, como “On Most Surfaces (Inuït)“, do álbum Nighttime Birds (1997); “Probably Built in the Fifties“, do álbum How to Measure a Planet? (1998); e “Analog Park“, do álbum Souvenirs (2003). Já na reta final, veio um hino absoluto da banda, “Strange Machines“, faixa energética e pesada, com aquele riff marcante que fez os fãs irem à loucura.
Para finalizar de forma bastante emotiva, “Saturnine“, do álbum if_then_else (2000), embalou a despedida perfeita sob os aplausos calorosos do público!
Setlist: 1. Eléanor | 2. Fear the Sea | 3. In Motion #1 | 4. On Most Surfaces (Inuït) | 5. Probably Built in the Fifties | 6. Analog Park | 7. Leaves | 8. Sand and Mercury | 9. Strange Machines | 10. Saturnine
VELVET RUSH – W.E.T. Stage
Fomos conhecer pela primeira vez o W.E.T. Stage, para assistir aos nacionais Velvet Rush por volta das 20h15, já com o sol mais ameno e uma vista muito bonita na Bullhead City.
A banda, com seu Hard Rock, empolgou toda a gente que se reunia por ali. O quarteto traz aquela energia e espírito dos anos 70/80, com uma roupagem um pouco mais moderna, cujo grande destaque é a magnética vocalista Sandra Lian, cuja voz potente e presença de palco geram arrepios, além de comandar muito bem o público para bons coros.
O Velvet Rush usou seus 45 minutos para apresentar duas novas canções sob o selo da Frontiers Music e para desfrutar do repertório de sucesso do aclamado disco Trail of Gold (2025).
Iniciaram com “Sound of Letting Go“, em uma abertura de alta voltagem, seguida de “Give Me Your Lovin‘”, faixa já conhecida e com forte pegada de Blues/Rock que fazia o público se mexer. Depois, uma faixa inédita, “No Way Back“, mostrando a nova fase e a evolução com a gravadora.
No meio do set veio “Nature of the Beast“, o single recém-lançado, já bem curtido pela galera. Seguindo com velocidade e muita animação, finalizaram o setlist com as poderosas “Fire Spirit“ e “Euphonia“, encerrando sob ovação e com grande agradecimento por parte da banda, que declarou nas redes sociais posteriormente que a experiência foi “um sonho realizado”.
Setlist: 1. Sound of Letting Go | 2. Give Me Your Lovin’ | 3. No Way Back | 4. Shake That Thing | 5. Nature of the Beast | 6. Trail of Gold | 7. Heart of Stone | 8. Thrilled by Rock’n’Roll | 9. Fire Spirit | 10. Euphonia
LACUNA COIL – Louder Stage

O fim da tarde se aproximava em Wacken; no entanto, o sol ainda não dava trégua. Apesar do calor intenso, milhares de pessoas se acomodaram em frente ao palco para assistir a uma das apresentações mais cativantes do festival: o Lacuna Coil entrou em cena com a energia, a elegância e a presença que os transformaram em uma das bandas mais importantes do metal gótico.
Os primeiros a aparecer foram os músicos responsáveis pelas cordas e pela percussão, preparando o terreno para a chegada de Cristina Scabbia e Andrea Ferro. Toda a banda estava espetacular, embora fossem eles que chamassem toda a atenção. Cristina deslumbrou com um vestido elegante em tons de preto e vermelho, meias e uma maquiagem sutil de estética sombria que complementava perfeitamente a atmosfera do show, enquanto Andrea impunha sua presença característica no palco.
A apresentação começou com “Layers of Time”, “Reckless” e “Hosting the Shadow”, uma abertura poderosa que provocou gritos, cantorias e uma resposta imediata por parte do público. Embora a noite começasse a cair, o sol resistia a se esconder e o calor continuava presente, mas ninguém parecia disposto a sair do lugar; todos aproveitavam e compartilhavam o momento com quem os cercava.
Durante o show, Cristina não parou de animar o público alemão para que levantasse ainda mais a voz, enquanto Andrea, com sua habitual seriedade, expressou o quanto se sentia feliz por voltar a se apresentar em Wacken e pediu aos presentes que entregassem até a última gota de energia. O público respondeu da melhor maneira possível, transformando cada música em uma verdadeira celebração.
A apresentação continuou com músicas como “Gravity”, “Scarecrow” e uma interpretação impecável de “Enjoy the Silence”, o já clássico cover do Depeche Mode que soou tão elegante quanto emocionante e foi recebido com entusiasmo por toda a plateia.
Para o encerramento, vieram “Oxygen”, “The Siege”, “Swamped XX” e, como cereja do bolo, “Never Dawn”, cantada com força por milhares de vozes que acompanharam a banda até o último acorde.
O Lacuna Coil ofereceu uma apresentação elegante, poderosa e repleta de emoções, demonstrando mais uma vez por que continua sendo uma das bandas mais queridas do festival. Sem dúvida, um espetáculo digno de cinco estrelas.
Setlist: 1. Layers of Time | 2. Reckless | 3. Hosting the Shadow | 4. Kill the Light | 5. Spellbound | 6. Trip the Darkness | 7. Gravity | 8. Blood, Tears, Dust | 9. Scarecrow | 10. Heaven’s a Lie XX | 11. Enjoy the Silence (Depeche Mode cover)) | 12. Our Truth | 13. Die & Rise | 14. I Wish You Were Dead | 15. Oxygen | 16. Nothing Stands in Our Way | ENCORE – 17. The Siege | 18. Swamped XX | 19. Never Dawn
KADAVAR – Headbangers Stage
Também ao fim da tarde, em transição para a noite que caía sobre a Bullhead City, foi a vez do show dos alemães Kadavar, no Headbangers Stage, com aquele querido Stoner e Hard Rock Psicodélico completamente eletrizante. Essa foi, na opinião desta redatora, a melhor apresentação do dia, muito pelo gosto pessoal mais voltado a sons clássicos, ou que lembrem esse estilo.
A tenda foi tomada por uma iluminação densa e avermelhada, e aquele som carregado tão característico criou uma atmosfera de completo transe. O gramado à frente do palco estava realmente cheio, com muitas cabeças rolando e punhos ao ar, e claro, moshs no meio para os mais animados.
Com uma hora de show, o Kadavar preparou um repertório cirúrgico, com pouco material recente, para focar exclusivamente nos maiores hinos pesados e clássicos de seus três primeiros álbuns, garantindo a dose máxima de nostalgia e distorção.
O pontapé inicial se deu com um trio de clássicos do álbum Kadavar, de 2012: “All Our Thoughts“, “Black Sun“ e “Living in Your Head“. Trouxeram assim toda a energia da banda, em riffs icônicos que lhe deram reconhecimento.
“Doomsday Machine“ fez a única passagem pelo álbum Abra Kadavar (2013), um hit conhecido, seguido de “Last Living Dinosaur“, passando pelo álbum Berlin (2015) e mantendo aquele groove. A única passagem por uma faixa mais recente foi com a divertida “Total Annihilation“, do Kids Abandoning Destiny Among Vanity And Ruin (2025), dando uma pegada mais moderna e rápida, mostrando a experimentação e evolução da banda. Ninguém ficou parado!
Já na reta final, outro hino icônico, “Die Baby Die“, na única passagem pelo Rough Times (2017), que trouxe um coro massivo, fechando com “Purple Sage“ em um grande final perfeito, coroando essa obra longa, porém impecável. Um concerto excelente, sem dúvidas!
Setlist: 1. All Our Thoughts | 2. Black Sun | 3. Living in Your Head | 4. Doomsday Machine | 5. Last Living Dinosaur | 6. Total Annihilation | 7. Die Baby Die | 8. Purple Sage
HÄMATOM (Headliner) – Faster Stage

A banda alemã Hämatom teve a honra de encerrar a noite de quarta-feira como headliner do Faster Stage. O show foi marcado por uma carga emocional gigantesca, uma mega produção teatral, muita pirotecnia, além de um público em super peso para vê-los. O gramado principal ficou completamente lotado, além de pessoas na grade usando maquiagens que imitavam a banda.
A banda é um dos pilares mais importantes do Neue Deutsche Härte (NDH) e do Metal Moderno na Alemanha. Seus quatro integrantes utilizam maquiagens teatrais complexas e pseudônimos baseados nos quatro pontos cardeais: Nord (vocal), Süd (guitarra), West (baixo) e Ost (bateria).
Em 2023, a banda sofreu o pior golpe de sua história com o falecimento precoce do baixista original, West. Em vez de encerrar as atividades, o grupo recrutou a excelente baixista Rose (Annika Jaschke) e transformou os palcos em uma celebração eterna à vida de seu irmão de estrada. O ano de 2026 marca o auge dessa resiliência, com o lançamento do disco duplo Lang lebe der Hass / Wir sind Gott, muito bem recebido pela crítica.
Com sua veia festeira, o Hämatom transformou o palco em uma imensa confraternização, convidando ao palco músicos para participações especiais.
O longo repertório de 22 músicas foi estruturado para mesclar o peso industrial dos discos mais densos com uma enxurrada de covers, hinos de festa e momentos de profunda emoção.
Iniciaram o setlist com “GAGA“, com uma batida eletrônica e pesada, seguindo de “Kids (2 Finger an den Kopf)“, cover de Marteria em uma versão metalizada do clássico do hip-hop alemão, e depois “Bleibst du heute mit mir wach?“. Uma das favoritas foi “Alte Liebe rostet nicht“, cantada em coro pela plateia. O público estava louco, dançando, rolando suas cabeças e reproduzindo vários circle pits e muitos crowdsurfings.
“Erzähl es meinem Mittelfinger“ contou com o primeiro convidado, Jörg Roth, mantendo todo o público muito animado. Mais faixas clássicas foram desfilando pelo setlist, como “Ich hasse dich zu lieben“, “Eva“ e “Ihr wisst gar nichts über mich“. Já “Wir haben Dorf“ foi tocada junto com a banda de folk-rock Troglauer Buam, incluindo um trecho divertido em metalcore de “Cotton Eye Joe“.
Indo para a reta final, o cover do Queen “I Want It All” trouxe a participação espetacular de Julia Sanina (vocalista do The Hardkiss, que se apresentou mais cedo no Louder Stage), entregando um dueto potente. Mais covers apareceram no set, com “Remmidemmi (Yippie Yippie Yeah)“, do Deichkind, e “Bleib in der Schule“, do Trailerpark.
Ao final, o público teve direito a 2 encores especiais: o primeiro com “Gott muss ein Arschloch sein“ e “Ein’ auf den Tod – Zwei auf das Leben“; já o segundo trouxe “Es regnet Bier“ para fechar com chave de ouro, com muitos fogos de artifício coloridos, e o público completamente feliz e em êxtase. Um encerramento realmente gigante para os fãs!
Setlist: 1. GAGA | 2. Kids (2 Finger an den Kopf) (Marteria cover) | 3. Bleibst du heute mit mir wach? | 4. Alte Liebe rostet nicht | 5. Erzähl es meinem Mittelfinger (with Jörg Roth) | 6. Ich hasse dich zu lieben | 7. Eva | 8. Ihr wisst gar nichts über mich | 9. Wir haben Dorf (Hämatom & Troglauer Buam song) (with Troglauer Buam) (with “Cotton Eye Joe” snippet) | 10. Tanz auf dem Vulkan | 11. Lichterloh | 12. Wir sind Gott | 13. Wir sind Gott II | 14. Scheiße kommt – Scheiße geht | 15. Ficken unsren Kopf | 16. I Want It All (Queen cover) (with Julia Sanina – The Hardkiss) | 17. Wir sind keine Band | 18. Remmidemmi (Yippie Yippie Yeah) (Deichkind cover) | 19. Bleib in der Schule (Trailerpark cover) (with Alea and Troglauer Buam) | ENCORE – 20. Gott muss ein Arschloch sein | 21. Ein’ auf den Tod – Zwei auf das Leben | ENCORE 2 – 22. Es regnet Bier


