Chegamos ao fim de quatro longos, quentes e bons dias de música extrema na capital do metal! Uma edição que bateu todos os recordes, que encheu perto de 25.000 corações e fez um marco na história do festival para sempre!

O prometido foi cumprido. A melhor edição do Vagos Metal Fest chegou ao fim: não só pelo fortíssimo cartaz com nomes que iam desde P.O.D, a Moonspell, Mayhem e Hatebreed, mas também pelas condições do recinto, do campismo e todo o excelente trabalho feito pelo staff envolvido. Parabéns à Illegal Productions e parabéns ao Vagos.

Esta edição contou com um dia extra e por isso arrancou no passado dia 31 de Julho, quinta feira, e aqui já eram muitas as tendas montadas no campismo no início do dia e muita energia para gastar!

O primeiro dia do festival contava com P.O.D. como headliner, e ainda Gama Bomb, Sublime Cadaveric Decomposition, Destruction, Candlemass, Bleeding Display, Hochiminh, Undersave, Momentos Extremos de Obsessão, Blax, Vector of Underground e Evenflow.

EVENFLOW- Palco Illegal

O festival arrancou oficialmente às 15h25 com Evenflow com a árdua tarefa nas mãos de aquecer o ambiente para o que seriam 4 dias cheios de música e numa tarde de muito calor. Mas esta tarefa foi muito fácil com a energia dos italianos.

O grupo viajou de Sardenha, Itália, para nos apresentar o seu projeto que conta já com 26 anos de estrada e 3 álbuns de estúdio. Aqui apresentaram-se com duas surpresas: Andrea Arcangeli no baixo e Emma Elvaston na voz, que se juntaram a Giorgio Lunesu (bateria) e Pietro Paolo Lunesu (guitarra), elementos esses que estão no grupo desde a sua origem. Pode-se considerar uma surpresa bem notável pois quem ouviu o seu último álbum “Rinascimento” editado em 2024, estava acostumado a um vocal masculino e aqui foi presenteado com uma voz feminina mas, que na minha opinião, funciona tão bem quanto a do álbum.

O que apresentaram? Um metal/rock progressivo super energético em que o público fica impossibilitado de estar parado. Excelente execução técnica, alegria em palco, refrões catchy, vocais potentes, melodias viciantes e ainda o fator surpresa já mencionado. Os teclados estão bem presentes nas suas faixas (no concerto apresentados na forma de gravação) e estes são cruciais para o corpo das mesmas.

O resultado? Uma viagem sonora intensa, repleta de melodias envolventes e riffs poderosos que cativaram o público do início ao fim. Com uma performance cheia de energia e emoção, a banda demonstrou toda a sua maturidade musical, criando uma ligação autêntica com os fãs. Foi uma atuação curta mas memorável, onde o rock/metal progressivo ganhou novas cores e texturas nas mãos deste talentoso grupo.

Setlist: 1- Intro; 2- Secret Prayer; 3- Come to life; 4- Winter Sun; 5- In the Night; 6- Brighter Than The Sun; 7- Flying Colors; 8- Infinity.

Evenflow - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Evenflow – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

VECTOR OF UNDERGROUND- Palco Vagos

O primeiro grupo a pisar o palco Vagos foi Vector Of Underground por volta das 16h. Este grupo fez uma viagem bem mais longa, vindos do Cazaquistão para Vagos para apresentar o seu hardcore. Formados em 2004 com o nome Vector, e mais tarde, a partir de 2009 com o atual nome, exploram uma fusão agressiva de deathcore, metalcore, alternative metal e até nu metal, caracterizada por riffs pesados, bateria pulsante e um vocal potente.

A sonoridade deste grupo é versátil e experimental, com mudanças bruscas de tempo e atmosfera dentro das músicas, e letras tanto em russo como em inglês demonstraram versatilidade.  Têm ainda vários elementos musicais tradicionais da sua cultura à mistura o que é sempre, no mínimo, cativante de ouvir e conhecer.

O público foi levado à loucura e obrigado a fazer os primeiros de muitos crowd surfings do festival. Se o calor era muito, a energia deste grupo não nos permitia estar parados. Com break downs potentes, berros malucos e melodias de guitarra de chorar por mais. Este grupo apresentou-nos algo muito diferente!

Arrisco-me a dizer que poucos dos presentes conheciam Vector of Underground, e por isso foi a primeira grande surpresa do festival!

Setlist: 1- Mishka! ; 2- Metal Band; 3- Rock-N-Roll; 4- Boyfriend; 5- Genocide; 6- Танцевальная правда; 7- Prejudices; 8- Тюрьма сознания.

 

Vector of Underground - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Vector of Underground – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

BLAX- Palco Illegal

Seguiram-se os BLAX, grupo de Hard Goth Rock formado em 2022. O que nos mostraram foi uma mistura com um toque sombrio de atmosferas góticas, adereços industriais e uma aura teatral que é temperada por riffs hard‑rock/heavy metal poderosos.

Os seus primeiros lançamentos enquanto banda revelaram a identidade conceptual da mesma que foi muito bem aqui demonstrada nesta atuação. Permanece dentro do som hard rock, mas é enriquecido com elementos industriais que dão algum peso. No geral, estamos a falar de um som fresco e vibrante e um passo confiante na cena do hard rock. Mais recentemente, o novo trabalho “Certesia” (2025), que foi o foco desta atuação no Palco Illegal, veio comprovar e reforçar o caminho que a banda está a tomar: sonoridades cruas, introspectivas, teatralidade, energia primal e melodias arrepiantes. 

BLAX provou aqui ser uma proposta única no universo gótico moderno, unindo narrativa conceptual, estética dark e uma sonoridade híbrida de hard rock, goth e industrial. Uma banda em ascensão que deverá ficar no nosso radar.

Setlist: 1- Blax; 2- Mr Gracefull; 3- King of the Cafe; 4- Philophobia; 5- Doctor Love; 6- Lady Music; 7- Our Brain Condition; 8- Shady Life.

 

Blax - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Blax – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

MOMENTOS EXTREMOS DE OBSESSÃO- Palco Vagos

Seguiram-se os nacionais Momentos Extremos de Obsessão com o seu heavy metal com algum groove à mistura, cheio de mensagens robustas, sejam elas de política, guerra ou história. Estes senhores abordam temas delicados, que provocaram momentos de reflexão nos ouvintes enquanto a sua sonoridade extrema e rebelde dá o toque extra de brutalidade.

Riffs complexos, bateria acelerada e vocais intensos, entregaram um som visceral e altamente energético. A estrutura das composições mescla passagens intrincadas, variações rítmicas e explosões de agressividade musical, mantendo a experiência envolvente e imprevisível do início ao fim.

Momentos Extremos de Obsessão ofereceram neste curto concerto, uma fusão entre técnica apurada e impacto emocional poderoso, ideal para fãs de música extrema que procuram intensidade e profundidade. O resultado? Ofereceram não só uma experiência musical como também uma passagem introspectiva.

Setlist: 1- Fome; 2- Caminho; 3- Jogo; 4- Guerra; 5- Vicio; 6- Diabo

 

Momento Extremos de Obsessão - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Momentos Extremos de Obsessão – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

UNDERSAVE- Palco Illegal

O quinto grupo do primeiro dia do festival foram os nacionais Undersave. Formados em Loures, Lisboa, em 2004, o quarteto contaminou o recinto, que já começava a ganhar alguma forma, com o seu death metal dissonante e destrutivo.

Com dois álbuns na bagagem e um prestes a sair no próximo dia 10 de outubro de 2025,  este grupo já consolidou uma identidade sonora bem clara: death metal técnico e brutal, com algumas influências de Morbid Angel ou Nile, mas com transições complexas, mais dissonância, com várias passagens mais próximas do black metal, estruturas cadenciadas e riffs torcidos que ofereceram aqui uma experiência imersiva. O seu som combina agressão visceral com composições técnicas e atmosféricas, lidando com temas como saúde mental e autodestruição, levando o público a alguma introspecção.

Este concerto foi como mergulhar numa intensidade sonora violenta: bateria rápida, riffs intricados e vocais guturais potentes e monstruosos. O quarteto liderado por Nuno Braz transmitiu uma presença crua e meticulosa, com músicas que fluem sem pausas evidentes, impulsionadas por um desempenho técnico que desafia a mente e os sentidos. Atmosferas pesadas, cada tema construindo sobre o anterior num crescendo de brutalidade, interrompido apenas por pequenas pausas para respirar.

Estivemos perante uma performance memorável para quem aprecia death metal autêntico e cerebral. Brutal e profundamente visceral.

Setlist: 1- Peacefully Floating in Prosperous Abyss; 2- Unconscious assimilation… path to tangible reality; 3- Narcissistic supreme alienation; 4- Assuming a Position… a Way to Criticize One’s Own Hypocrisy; 5- Akédia.

 

Undersave - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Undersave – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

HOCHIMINH- Palco Vagos

E “voamos” agora para o Vietnam. Mais concretamente para a sua capital, Ho-chi-minh. Mas estes Ho-chi-minh são bem portugueses, provenientes de Beja, mas com uma velocidade e atitude que não parece nada característica de alentejanos (gri gri gri)… Piadas à parte, o Nu-metal tresloucado destes rapazes é bastante diferente do que se faz por terras lusitanas.

Após pisaram o palco do Vagos no ano anterior, em 2024, agora estiveram numa posição da tabela bem mais privilegiada (extremamente merecido). O seu som distingue-se pela fusão de nu-metal e influências industriais, incorporando elementos eletrónicos que conferem uma textura de certa forma futurista e ritmada às suas composições. As guitarras distorcidas, bateria perceptível e baixos marcantes combinaram-se com vocais que alternaram entre limpos e guturais para criar uma sonoridade agressiva e energética.

A qualidade técnica de todos os membros é algo que me impressiona desde que conheço esta banda. E a performance neste concerto apresentou, mais uma vez, uma energia implacável. O público adorou e isso foi bem visível pela sua adesão e energia durante toda a atuação.

Setlist: 1- Break It; 2- Crawling; 3- Let Them Suffer; 4- Scars; 5- Wasted; 6- Alive; 7- Way of Retain.

 

HoChiMinH - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
HoChiMinH – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

BLEEDING DISPLAY- Palco Illegal

Emergindo do subsolo profundo, Bleeding Display vieram ao Vagos dar uma humilde demonstração de como se deve fazer um concerto de Brutal Death Metal. Embora a banda já dispense de apresentações na cena nacional, nunca é demais lembrar o seu percurso.

O projeto nasceu em 1999 sob o nome de Nekruma e, mais tarde, em 2000 adotou o nome que hoje conhecemos. O grupo apresenta um Death Metal brutalíssimo, cada vez mais apurado, cheio de violência e dinâmica, e bons solos que enriquecem os temas mas nunca sem perder a sua brutalidade.

A experiência deste concerto pode ser resumida como um turbilhão de intensidade sonora. Estivemos perante riffs poderosos e contagiantes que se alternaram com vocais guturais ferinos num espetáculo que incendiou o público desde o primeiro acorde. O vocalista sempre cheio de carisma consegue elevar a performance a níveis teatrais com as adições de sangue que cobriam o seu corpo, criando uma aura quase ritualística que define tanto o espetáculo visual como musical.

A plateia respondeu com mosh pits e energia coletiva, demonstrando agrado, algo que já seria de esperar vindo de um grupo como Bleeding Display.

Setlist: 1- Night Stalker; 2- BTK; 3- The Skin; 4- Green River Killer; 5- Dark Passenger; 6- 213; 7- Deprivation; 8- Remains to be Seen.

 

Bleeding Display - Vagos Metal Fest 2025 _ photos by Pedro Gama
Bleeding Display – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

CANDLEMASS- Palco Vagos

O calor já começava a dar tréguas quando um dos grupos mais ansiados desta edição do Vagos Metal Fest pisou o palco – os lendários suecos do doom metal, Candlemass.

Os Suecos continuam, aos dias de hoje e 40 anos mais tarde, a ser uma das bandas mais importantes e influentes da história do Doom Metal. Constantemente em turnê, ainda esgotam estádios e arenas desde Tóquio a Los Angeles. Incansavelmente, a marca única de música pesada, épica e poderosa da banda continua a ressoar entre os fãs de metal em todo o mundo até hoje, 40 anos após o nascimento no subúrbio do norte de EstocolmoUpplands Väsby. E, tendo tudo isto dito, foi um privilégio recebê-los mais uma vez no recinto do Vagos para um dos concertos mais marcantes desta edição.

Simpatia e familiaridade são duas sensações que estas enormes lendas do Doom transmitem, o que é surpreendente visto estarmos a falar de uma banda tão grande, com tanta história e importância. Mas mesmo assim, a sua humildade é quase palpável.

Em termos de alinhamento, fizemos uma viagem às eras de ouro do grupo onde clássicos como Bewitched, Mirror Mirror e Crystal Ball não poderiam faltar. Com estes temas e outros como Dark Reflections, Solitude (…) , atingiram uma atmosfera carregada de drama sombrio e introspecção intemporal. Por entre riffs lentos e profundos, cada tema ressoou com o peso de décadas de história, enquanto o público respondia com reverência e devoção. Ver Candlemass ao vivo assim, numa sequência de temas emblemáticos, foi como assistir a um ritual do doom: riffs densos, vocais emotivos e um crescendo emocional que culminou numa conexão profunda entre banda e fãs. Uma experiência verdadeiramente monumental.

Embora o alinhamento tenha tocado em todos os temas obrigatórios, senti falta de faixas como Sweet Evil Sun ou Scandinavian Gods– temas do mais recente álbum da banda- que se incorporados neste concerto, poderiam ter estendido a viagem para a sua fase mais moderna. No entanto, talvez para isso a sua atuação devesse ter sido mais longa.

Mas no resumo, foi um concerto cheio de peso e emoção, e até orgulho. Ver este grupo ao vivo foi como testemunhar a alma do doom materializar-se diante de nós. Uma mistura de peso, melancolia e grandeza que nos fez sentir pequenos perante a história e eternos dentro da música.

Setlist: 1- Bewitched; 2- Dark Are the Veils of Death; 3- Mirror Mirror; 4- Under the Oak; 5- Dark Reflections; 6- Demon’s Gate; 7- Crystal Ball; 8- A Sorcerer’s Pledge; 9- Solitude

 

Candlemass - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Candlemass – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

DESTRUCTION- Palco Illegal

Após o Doom Metal lento dos Candlemass, era hora de acelerar um bocadinho o ritmo e ninguém melhor do que um dos “big four” do thrash metal alemão, os Destruction.

A banda alemã formada em 1983 em Weil am Rhein, é uma das pioneiras do thrash metal teutónico, parte essencial dos “Big Four” já referidos- Sodom, Kreator, Tankard e Destruction.

O som do grupo está repleto de riffs vertiginosos, baterias explosivas e vocais agressivos, tudo aquilo que o fã de thrash gosta e procura. A sua atuação neste primeiro dia do Vagos Metal Fest transformou o Palco Illegal num autêntico campo de destruição sonora. Arrancando o concerto com “Invincible Force”, continuando com clássicos como “Death Trap”, “The Ritual”, “Tormentor” e “Bestial Invasion”, criando um crescendo implacável até hits como “Curse the Gods”, “Nailed to the Cross”, “Total Desaster”,”Mad Butcher”, “No Kings, No Masters” e “Destruction” e terminando com “Thrash ’Til Death”. Com esta escolha, viajamos pelas várias eras dos enormes do Thrash Metal e em nenhum momento houve tempo para abrandar o ritmo.

A energia no palco foi contagiante, e riffs cortantes dominaram o ambiente e o público que respondeu com mosh pits enlouquecidos e frequentes. Foi uma celebração da velha escola do metal, com a entrega visceral de Schmier e companhia a provar porque merecem o título de lendas vivas do thrash europeu.

Foi sem dúvida um dos concertos mais energéticos e intensos de toda a edição.

Setlist: 1- Invincible Force; 2- Death Trap; 3- The Ritual; 4- Tormentor; 5- Bestial Invasion; 6- Thrash Attack; 7- Antichrist; 8- Black Death; 9- Curse the Gods; 10- Nailed to the Cross; 11-Total Disaster; 12- Mad Butcher; 13- No Kings, No Masters; 14- Destruction; 15- Thrash Till Death.

 

Destruction - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Destruction – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Destruction - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Destruction – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

P.O.D.- Palco Vagos

NOSTALGIA! É esta a palavra que descreveu o ambiente no recinto do Vagos durante a atuação dos headliners do primeiro dia, os Americanos P.O.D.

Os P.O.D. (Payable on Death) foram formados em San Diego, Califórnia, em 1992 e emergiram da cena underground com uma sonoridade que mistura nu metal, rap metal e reggae, fruto da influência cristã dos seus membros e da diversidade cultural da Califórnia.

O grupo atingiu um patamar altíssimo da sua carreira por volta dos anos 2000, particularmente com o lançamento do álbum “Satellite” (2001), que os catapultou para o mainstream. A sua rede de fãs expandiu-se exponencialmente por esta altura fazendo com que seja uma das bandas mais nostálgicas na cena do nu-metal. Temas como “Alive“, “Youth of the Nation” e “Boom” foram cantados em uníssono durante o concerto, sendo estas talvez as faixas mais conhecidas e marcantes dos americanos- dominaram rádios, canais como MTV e trilhas sonoras de filmes e jogos. A receita? P.O.D. conseguiram equilibrar peso e melodia como poucas bandas do género, mantendo-se acessíveis mas sem perder a identidade, marcando para sempre a historia da música.

Durante esta atuação, mergulhamos numa onda de energia e positividade que ultrapassou gerações. Com uma carreira que atravessa três décadas, os californianos entraram em palco dominando com os clássicos da era 2000 mas também incorporando temas de obras mais recentes, como por exemplo do último álbum “Veritas” (2024).

A experiência ao vivo ficou marcada pela energia vibrante e pela conexão emocional com o público. Foi um espetáculo onde a nova e velha geração se uniram numa celebração do metal e da mensagem positiva que P.O.D. sempre transmitiu: resiliente, contagiante e espiritual. A juntar a tudo isto, apresentam uma postura incrível em palco, cheios de energia e união com o público, demonstraram que adoraram ali estar e o público retribuiu o sentimento.

Uma confirmação para o cartaz do Vagos Metal Fest 2025 que surpreendeu muita gente mas que fez todo o sentido e, por isso, entregou a muitos fãs um dos melhores dias das suas vidas. Obrigada VAGOS! Obrigada P.O.D.!

Setlist: 1- Boom; 2- Satellite: 3- Rock the Party (Of the Hook); 4- Murdered Love; 5- Sleeping Awake; 6- Drop; 7- I Got That; 8- Soundboy Killa; 9- Circles; 10- Addicted; 11- Lost in Forever; 12- I Won’t Bow Down; 13- Will You; 14- Southtown; 15- Afraid to Die; 16- Set It Off; 17- Youth Of The Nation; 18- Alive.

 

P.O.D- Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
P.O.D- Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
P.O.D- Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
P.O.D- Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

GAMA BOMB- Palco Illegal

O dia já ia bem longo, a hora já ia bem avançada, muita cerveja e hidromel já tinha sido ingerido mas, de alguma forma, ainda existia muita energia no público. E isto foi claramente visível durante a atuação de Gama Bomb.

Voltamos a uma boa dose de Thrash, desta vez vinda do Reino Unido. Voltamos aos circle pits, ao mosh e ao crowd surfing naquilo que foi uma hora de verdadeira violência.

Formados em 2002, conhecidos pelo seu estilo rápido, técnico e altamente energético, os Gama Bomb têm uma forte veia de humor e referências à cultura pop como filmes de ação dos anos 80, ficção científica e videojogos. Afirmaram-se como um dos nomes mais vibrantes da nova geração do thrash, combinando a velocidade da velha escola com letras irreverentes e uma atitude quase punk.

O que se viveu durante esta hora foi uma experiência caótica (no bom sentido da palavra), divertida e absolutamente contagiante. O vocalista Philly Byrne dominou o palco com carisma, humor e interação constante com o público, enquanto a banda disparou riffs a alta velocidade, incentivando mosh pits frenéticos. Cada música foi uma festa onde se sorriu, se correu em círculos e se gritou com entusiasmo. Uma verdadeira celebração do thrash metal como libertação e diversão.

Quando se pensa em testemunhar um concerto de Gama Bomb, já se sabe que se vai sair de lá a transpirar. É impossível não ser assim…

 

Gama Bomb - Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama
Gama Bomb – Vagos Metal Fest 2025 _ photo by Pedro Gama

 

SUBLIME CADAVERIC DECOMPOSTION- Palco Vagos

Já próximo das duas da manhã, os Sublime Cadaveric Decomposition conseguiram reter bastante público para espalhar ainda mais caos no recinto do Vagos.

Analisando rapidamente o nome, já é mais ou menos claro do que estamos a falar. Um goregrind vindo de França preparado para espalhar o caos até ao último segundo. Mostraram-nos um som brutal, ultra rápido e visceral.

Pura força bruta! Os membros transferiram para o palco toda a energia intensa que lhes corria no sangue. Muito suor, circle pit e crowd surfing e uma comunidade que vibrou com a brutalidade e autenticidade. Testemunhamos uma descarga sonora visceral, onde a técnica extrema encontrou a espontaneidade do caos coletivo. Pura adrenalina e devastação!

Encerramos o primeiro dia do festival com uma vivência absolutamente caótica que refletiu o estado bruto do grind como o conhecemos e como tanto gostamos e permitiu esgotar toda a energia existente nos festivaleiros. Quem ficou até ao fim, levou com tudo!

 

O primeiro dia do Vagos Metal Fest 2025, que começou sob um sol escaldante, ofereceu-nos mais de 11h de música, diversão e loucura. Mas nem o calor abrasador que se sentiu durante a tarde conseguiu travar a boa disposição que se sentia por todo o recinto. A organização mostrou-se 100% eficiente e acolhedora, com um staff sempre disponível, sorrisos constantes e logística fluída- desde os acessos aos bares e zonas de descanso, até à diversa oferta de comida, bebida e merch, e ainda passando pelas ótimas condições do camping tal como já é costume neste festival.

O ambiente foi de celebração partilhada: desconhecidos tornaram-se amigos em poucos minutos, entre brindes, risos, mosh e circle pits, e música pesada a unir gerações. Foi um reencontro de almas ligadas pelo som, pelo suor e por um sentimento comum de pertença e amor pela música extrema.

Mas ainda só estávamos a começar! Três longos dias ainda se avizinhavam e ainda havia muitas memórias a construir!

 

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