Os primeiros três dias de agosto iniciaram ao som do caos. Fomos contemplados com mais uma edição do Hellcife Extreme, um dos festivais Underground mais respeitados do Recife. O evento aconteceu no Darkside Studio, um dos principais points alternativos da grade Recife.

Foto Fabiano Carlos

Conforme prometido previamente, o evento contou também com uma pequena feira de vendas de merchandising, incluindo discos, camisetas de bandas e comidas veganas. Os entusiastas da música tiveram a oportunidade de explorar uma variedade de produtos relacionados ao universo do rock e do metal, permitindo que os fãs adquirissem lembranças exclusivas das suas bandas favoritas. A presença da feira agregou ainda mais diversidade e experiências aos participantes do evento, oferecendo uma atmosfera completa e imersiva para os amantes da cultura alternativa.

Foto Fabiano Carlos
Foto Fabiano Carlos

Sexta-Feira, 01 de agosto

Iniciando a noite, às 18:00h abriu as portas e já se encontrava um pequeno público presente na casa, enquanto a equipe ainda realizava os últimos ajustes.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Apesar de um pequeno atraso, a primeira banda a subir ao palco foi a Desordem Absoluta, banda formada em Igarassu (PE) que fez uma apresentação muito bacana, trouxeram originalidade, presença de palco e intensidade no que estavam fazendo. Apesar de ser uma banda ainda um pouco recente, formada em 2023, já demonstraram atitude e personalidade.

Foto Fabiano Carlos

Na sequência, os Alagoanos do EGOMORTE subiram ao palco às 19h10. Seu som extremo foi iniciado com “Templo da Maldição” aquecendo o público. A performance foi muito boa, liderada por Denisson Araújo, apresentando um gutural avassalador e agonizante. O público estava crescendo cada vez mais, muitos batendo cabeça ao som da banda, que teve uma boa performance.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Às 19h50, foi a vez do death metal old school do Podridão incendiar o Darkside Studio. Liderados por Putrid Dick, mandaram ver tocando um death metal extremamente rápido e direto, resgatando a essência brutal do gênero dos anos 90 e fazendo um dos melhores shows da noite. O público já estava consideravelmente maior e com muito mais energia, rolando muito headbanging e circle pits durante toda a apresentação.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Por conta de uma mudança na programação, o Mystifier subiu ao palco antes do previsto, antecedendo o Necrofilosophy. A banda clássica de death/black metal reuniu o maior público do evento até então, demonstrando sua importância no cenário nacional. Foi perceptível um público fiel, porém um pouco mais contido, admirando respeitosamente o som da banda que fez uma excelente apresentação. A performance contou, inclusive, com a participação especial do Tuca (Inflawed), organizador do evento, em uma das canções.

Tocaram alguns dos principais clássicos da banda, como “Osculum Obscenum”, “An Elizabethan Devil-Worshipper’s Prayer-Book” e “Caerimonia Sanguinolentus (Göetia)”, fechando a apresentação com o cover “Nightmare” do Sarcófago. Foi uma apresentação histórica que reafirmou o status lendário da banda no metal extremo brasileiro.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Diretamente de Fortaleza, Ceará, às 21h20, sobe ao palco pela primeira vez em Recife o Necrofilosophy, fazendo sua tão aguardada apresentação, exclusivamente baseada no primeiro álbum “Contemplations of the Seven Philosophical Foundations”. Com um death metal extremamente técnico e letras filosóficas, a banda recebeu um bom feedback do público presente, principalmente daqueles que ainda não conheciam o trabalho da banda. Durante a apresentação, rolaram vários circle pits, demonstrando como a energia do som foi transmitida efetivamente ao público.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Logo em seguida, a paraibana Sodoma incendiou o palco com seu death/black metal agressivo e atmosférico. O power trio já tem experiência tocando nas terras pernambucanas, tendo se apresentado na edição de 2024 do Abril Pro Rock, o que demonstrou na segurança e entrosamento durante a performance. Fizeram uma apresentação envolta em obscuridade, típica da filosofia sonora da banda, criando uma atmosfera densa e sombria que envolveu completamente o público presente.

 

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Carrasco foi a penúltima banda da noite, trazendo uma das melhores performances do evento. A banda, já veterana do cenário nacional mostrou toda sua experiência e energia, elevando o nível da noite a outro patamar. Durante o show, foi perceptível o público mais animado até então, com vários stage dives e circle pits rolando durante praticamente toda a apresentação. A intensidade era tamanha que a área em frente ao palco virou uma verdadeira zona de guerra sonora. A banda trouxe um thrash/speed metal bastante rápido e agressivo, apresentando clássicos como “Armageddon” e “Heavy Metal del Diablo”. A performance foi marcada por uma excelente presença de palco dos músicos, que conseguiram manter o público em êxtase do início ao fim.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Já passava da meia-noite quando o Velho subiu ao palco do Darkside Studio para fechar a noite com chave de ouro. A banda trouxe um black metal cru e direto, apresentando um set pesado que manteve o público restante completamente envolvido mesmo na madrugada. A atmosfera sombria e densa criada pelos músicos foi o fechamento perfeito para uma noite de metal extremo. Mesmo com o horário avançado, os fãs mais resistentes se mantiveram firmes na frente do palco, demonstrando que a qualidade da apresentação compensava o cansaço acumulado. O som pesado e as composições intensas do Velho proporcionaram um encerramento à altura do evento, deixando uma impressão duradoura nos presentes. Foi uma excelente escolha para finalizar uma noite que celebrou o melhor do metal underground nacional, provando que o Hellcife Extreme continua sendo um festival importante para revelar e consolidar talentos da cena extrema.

Foto crédito Alisson Nascimento | @alisson.nascimento.908

Sábado, 02 de agosto

Marcado para iniciar às 16:30, o evento começou praticamente sem atraso, com o público aumentando gradualmente conforme as horas passavam. Essa segunda noite seria mais voltado ao Punk/Hardcore, apresentando bandas respeitadas na cena regional e nacional.

Foto Fabiano Carlos

Responsável por dar início ao segundo dia, a banda Mente Podre abriu o show de forma extremamente agressiva. Seu power violence violento e direto já anunciava o que estaria por vir: muito hardcore, com diversos circle pits e stage dives rolando desde os primeiros minutos. A energia intensa da banda contagiou imediatamente o público, estabelecendo o tom pesado que marcaria toda a programação do dia.

Foto Fabiano Carlos

O Subversivos trouxe uma apresentação carregada de energia e consciência política, com um hardcore/punk original e bem trabalhado. A clássica “A caminho do sol” abriu o set de forma impecável, seguida de “Produtos do ego”, “Anonimato de um herói” e “Siga adiante”, que agradaram profundamente os fãs da banda veterana. Destaque para a performance e declarações antifascistas durante todo o show, além da energia contagiante transmitida ao público, levando todos a pogarem e se divertirem de forma intensa.

Destaque para a performance e declarações antifascistas durante todo o show, além da energia contagiante transmitida ao público, levando todos a pogarem e se divertirem de forma intensa.

Foto Fabiano Carlos

Diretamente de Belém do Pará, o Rancor trouxe toda a energia do seu fastcore pela primeira vez em Recife. A banda, conhecida por suas influências extremas que transitam entre grindcore, powerviolence e hardcore, fez uma apresentação intensa e carregada de ideologia. Com dois vocalistas alternando entre gritos e palavras de ordem, o grupo executou seu som na mais pura filosofia do “faça você mesmo”, característica marcante da cena underground. As letras com viés anarco-comunista, temperadas com uma pitada de humor ácido, ecoaram pelo ambiente enquanto o público, inicialmente mais contido, foi gradualmente sendo contagiado pela energia contagiante da banda.

Foto Fabiano Carlos

Em uma reviravolta inesperada, a banda Síndrome se tornou a grande surpresa da noite ao substituir o Arquivo Morto, que não pôde se apresentar devido ao adoecimento de seu baterista. Mesmo tocando sem seu baixista e praticamente sem ensaio, os “funcionários da casa” se garantiram no palco e conseguiram uma performance surpreendentemente boa.

Durante o show, houve ainda a participação especial do vocalista Edinho, do próprio Arquivo Morto, demonstrando a união entre as bandas da cena local. Foi uma atitude que mostrou o verdadeiro espírito do underground, quando necessário, as bandas se ajudam para manter o evento rolando.

Foto Fabiano Carlos

Logo depois, foi a vez dos brasilienses do NW77 detonarem o Darkside Studio com um crossover/thrash extremamente rápido e politizado. A banda, que já havia tocado anteriormente em Recife, atraiu um público um pouco maior e mais animado, demonstrando que já conquistaram seu espaço na cidade. O público não ficou parado nem por um segundo, durante todo o show. A apresentação foi digna do mais puro hardcore, com destaque para a participação especial de Edinho, do Arquivo Morto, e o cover “Farsa Nacionalista” do lendário Ratos de Porão, que arrancou gritos de resistência da galera.

Foto Fabiano Carlos

Na sequência, quem assumiu o palco foi a Lepra, veterana do grindcore pernambucano com duas décadas de estrada. A banda veio de Moreno (PE) e entregou um show violento, rápido e técnico. Iniciaram com “O Ódio é a Minha Existência”, um dos seus últimos lançamentos, e tocaram alguns clássicos como “Sofrimento Dobrado” e “Deus Morto”.

A banda transmitia experiência e foco total na música, mantendo a intensidade da noite em alta. O público não se conteve, havendo circle pits em praticamente toda a apresentação do grupo. Destaque vai para a excelente performance do vocalista Ítalo, com seu gutural visceral, a bateria devastadora do Jonathas Pedro e a participação do Arthur (Imflawed), organizador do evento, em uma das músicas.

Foto Fabiano Carlos

O Terror Revolucionário manteve a energia do evento com uma boa apresentação e um público um pouco maior. A banda entregou um dos melhores shows da noite, arrancando elogios do público que não conhecia o trabalho do grupo. Mais uma banda excelente da cena hardcore de Brasília, que é berço de uma das maiores cenas brasileiras do gênero.

Foto Fabiano Carlos

Em uma mudança de última hora na programação, Os Replicantes trocaram de horário com o Catarro e subiram ao palco como penúltima banda da noite, fazendo uma das apresentações mais marcantes de todo o festival. A lendária banda punk gaúcha reuniu o maior público dos três dias de evento, confirmando sua importância no cenário nacional. Era apenas a segunda vez que tocavam em Recife depois de muitos anos, e a recepção foi calorosa, com uma quantidade significativa de punks presentes e um público visivelmente fiel. A banda iniciou tocando clássicos como “Chernobil” e “Hardcore”. O público cantou junto durante toda a apresentação, com stage dives e circle pits rolando praticamente o show inteiro – a vibe foi absurda. O ponto alto foi durante um dos clássicos da banda, “Quero uma Festa Punk”, que contou com a participação especial do Canibal (Devotos).

O público cantou junto durante toda a apresentação, com stage dives e circle pits rolando praticamente o show inteiro – a vibe foi absurda.

Foto Ellida

Cätärro fechou o segundo dia do festival. Apesar de uma parte do público ter ido embora após a apresentação dos Replicantes, a banda do interior do Rio Grande do Norte apresentou seu powerviolence extremo através de uma apresentação cheia de energia e excelente performance de palco. Mostraram ser muito queridos pelo público presente, que se manteve fiel até o fim do show, mesmo com a hora avançada da madrugada. Um encerramento com chave de ouro para um sábado intenso, que preparou o terreno para as emoções ainda mais variadas do domingo.

Domingo, 03 de agosto

O terceiro e último dia do festival Hellcife Extreme começou pontualmente às 16h no Darkside Studio, mantendo a tradição de organização dos dias anteriores. O domingo trouxe uma programação diversificada que misturou veteranos e nova geração do metal extremo nacional, culminando em apresentações que deixaram o público com gostinho de quero mais.

Foto Hellcife Extreme

O domingo continuou a brutalidade dos dias anteriores. O terceiro dia do Hellcife Extreme 2025 teve uma abertura suja e agressiva com os paraenses do Mauagouro, trazendo sua proposta de “NoiseViolence”. O duo formado por CK no vocal e Felipe na bateria fez uma apresentação diferenciada diretamente de Belém do Pará, tocando apenas com baixo e bateria, mas mesmo assim conseguiu criar uma atmosfera caótica e intensa.

Com músicas de no máximo 15 segundos e um som que fugiu completamente do convencional, a dupla criou uma atmosfera noise que marcou o início do último dia. A apresentação ganhou um toque especial com a colaboração do guitarrista da banda Abissal, também belenense. Com essa adição, o Mauagouro se transformou temporariamente na própria Abissal, já que ambas as bandas compartilham os mesmos integrantes, diferindo apenas pela presença ou ausência do guitarrista.

Foto Hellcife Extreme

Em seguida entrou Insânia, representando o groove metal de Pernambuco, a única banda dessa vertente no festival, e não ficou para trás em relação à brutalidade sonora dos outros dias. O Insânia chegou com a proposta de um metal muito inspirado no Lamb of God, Sylosis e Textures, além de influências brasileiras como Surra e Ratos de Porão. A banda fez uma apresentação extremamente potente, mostrando-se muito bem ensaiada, com riffs técnicos e uma presença de palco que agitou bastante o público presente.

Foto Hellcife Extreme

O Sistema Brutal, da Paraíba, fez sua estreia no festival trazendo um hardcore crossover direto e sem rodeios. Com fortes influências do Suicidal Tendencies e Ratos de Porão, a banda surgiu em 2002 e mantém a mesma formação até hoje, com Cissão na bateria, Paulo Xampurro, Jarlain Costa e Dão. O grupo desenvolve um trabalho autoral que mescla as influências clássicas do crossover com a pegada das bandas brasileiras do gênero.

Foto Hellcife Extreme

Na quarta entrada da noite, os maranhenses do Cranium Crushing fizeram sua estreia em solo pernambucano, vindos diretamente de São Luís do Maranhão. Embora o Maranhão faça parte do Nordeste, era a primeira vez que a banda se apresentava no litoral nordestino, e a performance se tornou o ápice da noite.

O Cranium Crushing elevou significativamente os decibéis com um death metal extremamente técnico e inspirado na escola da Bay Area, especialmente no Possessed. O death thrash executado pela banda foi de excelente qualidade, ganhando o respeito e admiração da platéia diante da intensidade e precisão musical.

Há rumores de que foi a melhor apresentação de todo o festival. Muitas pessoas que acompanharam os dois dias anteriores do evento comentaram que, após assistirem ao Cranium Crushing, consideraram aquela a performance mais marcante dos três dias de festival. A banda maranhense conseguiu se destacar em meio a uma programação já repleta de grandes nomes do metal extremo nacional. Dentre a sua setlist, estavam o “No Salvation”, “Sacrifice of Shadows” e “Your Life Is Torment”.

Foto Hellcife Extreme

Às 19h50, o Rabujos manteve a tradição do grindcore pernambucano com uma performance poderosa que reafirmou sua posição de destaque no cenário nacional. O power trio formado por Jaque no vocal, Rodrigo Nery na guitarra e Renan na bateria é amplamente considerado um dos mais influentes do Nordeste e, possivelmente, uma das principais referências do gênero no Brasil. Durante a apresentação, a banda executou clássicos do álbum “Cuatro Mil Corpos” e faixas do split com a baiana Aphorism. A performance confirmou porque o Rabujos continua sendo uma referência obrigatória quando se fala de grindcore nacional, mantendo a agressividade e qualidade técnica que os consagraram na cena underground nacional.

Foto Fluids ov Agony | @fluidsovagony

Representando a nova geração do Death metal pernambucano, Fluids ov Agony trouxe sangue novo ao palco com seu Death metal bem executado e agressivo. A formação, composta por EddieHatred no vocal, Luza na bateria, Manny na guitarra e Erick no baixo, demonstrou que a cena local continua se renovando com qualidade e responsabilidade técnica. A banda não ficou pra trás das outras bandas que tocaram no festival, entregando um Death metal fiel às características do estilo e bastante agressivo. A performance dos músicos confirmou que o futuro do death metal pernambucano está em boas mãos, mantendo viva a tradição de excelência que caracteriza a cena extrema do estado.

Foto Hellcife Extreme

Para encerrar o festival, Flagrvm, quarteto de death metal de São Luís do Maranhão, fez sua primeira apresentação na região. A banda trouxe um gore death metal bem executado para o palco do Darkside Studio, tocando um repertório que incluiu “O Homem Do Talho”, “Facada”, “Suicídio ou Vacilação” e “Vermes”, mantendo a coerência sonora durante todo o set. A performance combinou técnica musical sólida com presença de palco, características que definiram a apresentação dos maranhenses. A banda conseguiu manter o interesse do público até o final, encerrando o terceiro dia do Hellcife Extreme de forma consistente. Em uma breve conversa com o vocalista Léo Belfort, o mesmo informou que foi muito bacana ter participado do evento e mencionou o seu desejo de ser convidado novamente para tocar em Recife. O show final coroou três dias de programação diversificada que percorreu diferentes vertentes do metal e punk nacional.

Em uma breve conversa com o vocalista Léo Belfort, o mesmo informou que foi muito bacana ter participado do evento e mencionou o seu desejo de ser convidado novamente para tocar em Recife.

Foto Hellcife Extreme

O terceiro dia do Hellcife Extreme conseguiu manter o alto nível dos dias anteriores, apresentando desde experimentações sonoras até o death metal mais técnico, consolidando o festival como um importante espaço para a música underground nacional. A programação diversificada cumpriu sua proposta de celebrar a qualidade e variedade da cena brasileira. Foi notado também um público vindo de outros estados brasileiros, com novas amizades sendo criadas durante todo o evento.

Durante os três dias de evento, o festival reuniu dezenas de bandas de diferentes regiões do país, demonstrando a vitalidade do cenário musical underground nacional. A infraestrutura do evento se mostrou adequada, com oferta de alimentação e bebidas a preços acessíveis, além de uma feira de produtos relacionados às bandas participantes.

Apesar de pequenos atrasos pontuais e algumas alterações na ordem do lineup, o Hellcife Extreme 2025 atingiu seus objetivos principais, que seria reunir um público fiel em torno da música extrema e oferecer um palco democrático para bandas de diferentes estilos e origens. O evento confirmou sua relevância no calendário da música underground brasileira, estabelecendo-se como uma referência para futuras edições.

Foi notado também um público vindo de outros estados brasileiros, com novas amizades sendo criadas durante todo o evento.