No passado dia 20 de Setembro, como a tradição já manda, despedimo-nos do Verão ao som de 8 grandes bandas nacionais e internacionais, naquilo que foi a IX edição do River Stone Fest. Foram cerca de dez horas marcadas por atuações arrebatadoras, grande convívio e um ambiente verdadeiramente inesquecível!

O River Stone Fest conta já com 9 edições de história. Mas este ano conseguiu o maior marco de sempre, não só para o festival, como também para a pacata vila de Rio de Moinhos. É com enorme orgulho que vemos o River Stone dar os frutos merecidos! Cada detalhe foi pensado com paixão, e o resultado superou todas as expectativas. Ver a energia do público e a força das bandas foi a maior recompensa possível.
O cartaz deste ano incluía excelentes nomes da música extrema, passando por diversos géneros: começando com a combinação criativa de death metal melódico com bastantes elementos doom dos The Chapter, e seguindo com o death metal brutal de Unfleshed, o Symphonic Death Metal grandioso dos Mortuorial Eclipse, o death metal melódico dos Franceses Destinity, a evolução estilística mega bem sucedida dos Alemães Pyogenesis, o post-black, com elementos de folk da multi-instrumentalista Sylvaine, os enormes do blackened death metal Polaco Hate, e finalizando com chave de ouro com um dos grupos mais promissores do metal português, os enormes do sludge, Music In Low Frequencies.
THE CHAPTER
Os portugueses The Chapter foram responsáveis por abrir a edição mais forte de sempre do River Stone Fest. Tarefa difícil? Não para estes senhores que o fizeram com mestria e profissionalismo.
Com um recinto a encher-se gradualmente, posso afirmar que The Chapter, embora tenham aberto o festival, contaram já com uma plateia bastante composta, provando que muita gente esperava assistir a este concerto.
A banda segue combos como Swallow The Sun e os primórdios de Opeth, mas também incorpora abordagens modernas ao estilo de Gojira. A sonoridade é completada ainda por passagens sonoras melancólicas, como as conhecemos de grandes nomes como Paradise Lost ou Katatonia. Portanto, para fãs destes grupos e estilos, certamente consolaram-se ao assistir a esta grandiosa atuação.

Testemunhamos uma atuação que teve tanto de intenso como de emotivo, e que conquistou o público naquele início de tarde.

UNFLESHED
Viajamos agora do death metal melódico com elementos de doom dos The Chapter, para algo bem mais brutal e violento: o death metal agressivo dos Unfleshed.
Os Unfleshed subiram ao palco do River Stone com uma presença arrebatadora, e rapidamente deixaram claro que não estavam ali para passar despercebidos. Com uma sonoridade agressiva, técnica apurada e uma coesão impressionante entre os membros, entregaram um concerto poderoso do início ao fim.

Cada tema foi executado com precisão brutal, alternando entre passagens demolidoras e momentos de pura fúria controlada. O público respondeu com entusiasmo, rendido à intensidade da performance. Foi uma atuação memorável, que reforça o estatuto dos Unfleshed como uma das bandas mais consistentes do death metal nacional.
Estes senhores deram uma verdadeira lição de como apresentar brutalidade, agressividade, qualidade técnica e destruição instrumental e lírica e o público ficou a ferver após esta atuação.

MORTUORIAL ECLIPSE
E chegou a hora do Symphonic Black/Death Metal dos Argentinos Mortuorial Eclipse entrar em ação.
Com uma imagem incrível, este grupo rapidamente captou a atenção de todos os presentes, ainda antes de tocaram a primeira nota. Mas se a sua imagem era espetacular, o público ficou ainda mais surpreendido depois do primeiro riff ser lançado.
DESTINITY
Viajamos agora para França, Lyon, com os Destinity. Este grupo emergiu no mundo do black metal, mais tarde fundiu esse género com o sinfónico black/death metal e, atualmente, focam-se no death metal melódico fundido com thrash. Uma viagem estilística que foi sendo perceptível e até imprevisível com o passar do tempo e com o lançamento das mais diversas obras lançadas.
Aqui, nesta atuação, testemunhamos um pouquinho de cada uma dessas fases, o que foi bastante interessante no ponto de vista do progresso da banda.















