Os The Young Gods regressam a Portugal no dia 25 de outubro de 2025 para dois concertos muito aguardados, no LAV – Lisboa Ao Vivo e no Hard Club no Porto (dia 24), para nos entregar a súmula de quatro décadas de experimentação sonora, provocação artística e vanguarda musical.

 

É uma oportunidade rara de testemunhar ao vivo uma das bandas mais inovadoras do panorama europeu, cuja influência atravessa géneros e gerações.

Fundados em Genebra, em 1985, por Franz Treichler, Cesare Pizzi e Frank Bagnoud, os The Young Gods rapidamente se destacaram pelo seu uso pioneiro de samplers, numa época em que a tecnologia digital ainda dava os primeiros passos no universo do rock. A sua música não nasce de guitarras tradicionais, mas sim da manipulação de sons pré-gravados, fragmentos de orquestras clássicas, distorções industriais e estruturas rítmicas quase tribais. Desde o início, recusaram seguir fórmulas convencionais, optando por um caminho singular onde o caos e a harmonia coexistem em tensão criativa.

 

 

O seu primeiro álbum, homónimo, lançado em 1987, foi aclamado pela crítica e eleito Álbum do Ano pelo jornal Melody Maker. Dois anos depois, L’eau rouge consolidava o estatuto do grupo como uma força criativa única na Europa. Em 1991, surpreenderam novamente com The Young Gods Play Kurt Weill, um tributo ao compositor alemão da era do cabaré berlinense, demonstrando a sua versatilidade e profundo conhecimento da história da música. No ano seguinte, T.V. Sky introduziu os Young Gods ao público internacional, sobretudo com o single Skinflowers, que se tornou um clássico do rock alternativo e os levou em digressão pelos Estados Unidos.

Os anos 90 foram férteis em experimentação: Only Heaven, de 1995, gravado em Nova Iorque, mergulhou em ambientes mais atmosféricos e eletrónicos, sem nunca perder a tensão industrial que sempre os definiu. No final da década, com Second Nature, fundaram a sua própria editora e reafirmaram o compromisso com a independência artística. A entrada no novo milénio foi marcada por reinvenções sucessivas, desde álbuns acústicos como Knock on Wood até abordagens mais colaborativas como Everybody Knows, em 2010.

 

 

O regresso de Cesare Pizzi em 2012 trouxe nova energia ao grupo, agora com Bernard Trontin na bateria, completando a formação atual. Em 2019, lançaram Data Mirage Tangram, um disco denso e hipnótico, elogiado pela crítica pela sua profundidade e maturidade estética. Já em 2022, surpreenderam ao reinterpretar a peça minimalista In C de Terry Riley, confirmando a sua contínua curiosidade intelectual e vontade de cruzar fronteiras entre géneros.

O mais recente capítulo desta história chega em 2025 com Appear Disappear, álbum que deverá marcar presença no alinhamento do concerto em Lisboa. Se os Young Gods sempre foram uma banda de palco, onde a experiência física e sensorial da sua música ganha outra dimensão, este espetáculo promete ser mais do que uma simples retrospetiva. Será uma viagem ao subconsciente coletivo da música alternativa, onde a brutalidade se mistura com o lirismo, e a máquina pulsa com alma humana.

A vinda a Lisboa insere-se na nova digressão europeia e representa uma oportunidade rara para o público português entrar em contacto direto com um legado que influenciou artistas como David Bowie, Mike Patton, Nine Inch Nails e Ministry. Muito mais do que um concerto, este será um ritual de celebração de tudo aquilo que a música pode ser quando se liberta dos seus limites.

Para os que procuram mais do que entretenimento, para os que querem sentir a música como um corpo vivo em transformação, os The Young Gods são, e continuam a ser, uma das propostas mais intensas e transformadoras da música contemporânea.

Por tudo isto, a noite de 25 de outubro em Lisboa será um encontro com a história viva da música experimental europeia. Um momento irrepetível onde passado, presente e futuro se fundem numa linguagem que desafia convenções e estimula todos os sentidos.

Se há espetáculos que se assistem. Este vive-se. Sente-se.

 

 

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