Grave Digger no palco do Tork N’ Roll. Curitiba/PR, 2025. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

Na noite de quarta-feira, 12 de novembro, o Tork N’ Roll encerrou sua trinca de Heavy Metal com o show mais aguardado: a celebração dos 45 anos de carreira da lenda alemã Grave Digger. Após as performances incendiárias da Hellway Train e do Ambush (leia os reviews aqui e aqui), a expectativa era altíssima para o ritual final.

Em termos de legado e repertório, o show do Grave Digger foi, sem dúvida, impecável! O setlist foi maravilhoso, representando de forma fiel e bela a história de 45 anos da banda.

Chris Boltendahl, Grave Digger Tork N’ Roll. Curitiba/PR, 2025. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

Embora a execução tenha sido impecável — com a voz única de Chris Boltendahl em plena forma e a performance de Tobias Kersting, no geral, a apresentação dos alemães foi, ironicamente, um pouco mais “morna” se comparada à energia deixada pelos antecessores.

Este é um ponto crucial de observação desta redatora: por ser um show comemorativo, a expectativa era de um espetáculo um pouco mais enérgico e com mais elementos visuais (como nos anos anteriores). Faltou aquele fervor que havia sido injetado pelo Metal sueco e brasileiro.

Em questão de elementos de palco, o show deixou um pouco a desejar, principalmente por não contar com o famoso “Reaper” tocando gaita de foles, um visual marcante visto em turnês anteriores (como em 2023, também no Tork N’ Roll).

Apesar da energia mais contida, o que o Grave Digger entregou foi uma verdadeira aula de Heavy Metal e foi histórico. A banda abriu com a força de “Twilight of the Gods” e seguiu com hinos como “The Grave Dancer” e “Kingdom of Skulls“, provando a solidez de seu repertório.

Tobias Kersting, Grave Digger, Tork N’ Roll. Curitiba/PR, 2025. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

Os fãs de longa data foram ao delírio com faixas épicas como “Valhalla” e “The Keeper of the Holy Grail“, que celebram uma fase mais heavy/power e clássica da banda. A precisão técnica dos alemães garantiram que cada hino fosse entregue com a dignidade que o material e a noite merececem.

Momentos como “The Curse of Jacques” e “Shadows of a Moonless Night” trouxeram a profundidade e o peso teatral da discografia. A sequência de riffs e a presença de palco de Boltendahl, embora um pouco mais contida, mantinham o peso do nome Grave Digger.

A reta final do show foi reservada para os clássicos imortais que o público esperava: “The Devils Serenade” e “Back to the Roots” aqueceram para o ápice.

A trinca final é o atestado da longevidade e tradição da banda: “Rebellion (The Clans Are Marching)“, com sua atmosfera de batalha, “Scotland United” (aclamadíssima) e o fechamento clássico e incontestável “Heavy Metal Breakdown“. Esta sequência final foi um lembrete do porquê o Grave Digger ser um verdadeiro patrimônio musical histórico do metal mundial, fechando a noite com o público cantando cada riff.

Grave Digger, Tork N’ Roll. Curitiba/PR, 2025. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

O show de 45 anos do Grave Digger foi uma homenagem tecnicamente impecável à sua própria história. Mesmo que a energia não tenha se igualado ao “fogo” das bandas de abertura, foi um show que celebrou a maturidade, longevidade e o legado de uma das maiores instituições do Heavy Metal alemão.

Setlist Grave Digger:
1. Twilight of the Gods
2. The Grave Dancer
3. Kingdom of Skulls
4. Under My Flag
5. Valhalla
6. The Keeper of the Holy Grail
7. The Dark of the Sun
8. The Curse of Jacques
9. Shadows of a Moonless Night
10. The Round Table (Forever)
11. Excalibur
12. The Devils Serenade
13. Back to the Roots
14. Rebellion (The Clans Are Marching)
15. Scotland United
16. Circle of Witches
17. Witch Hunter
18. Heavy Metal Breakdown

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