
Na noite de terça-feira, 11 de novembro, o Tork N’ Roll em Curitiba preparou o palco para uma jornada de metal em triplo. Antes da chegada do tão aguardado Hammerfall, a cena nacional brilhou com duas propostas estéticas e sonoras totalmente distintas: a luz do Heavy Metal Clássico/Hard Rock da curitibana Phantom Star e a sombra do Death Metal Melódico da paulistana Throw Me To The Wolves.

O resultado foi um contraste de respeito e peso que aqueceu o público, provando a diversidade e a força do metal feito no Brasil.
Abrindo a noite, a Phantom Star (curitibana) trouxe a energia vibrante do Heavy Metal mais clássico, temperado com toques contagiantes de Hard Rock. A performance foi uma injeção de ânimo na plateia, resgatando a essência do metal oitentista com riffs marcantes e uma entrega de palco carismática.

O som da Phantom Star é construído com precisão técnica e apelo melódico. Com um vocal potente de Matheus Luciano e guitarras que executaram solos que remetem aos grandes nomes do gênero, a banda cumpriu com louvor a missão de preparar o terreno.
Eles representaram o lado da “luz” da noite: um metal mais direto, positivo e focado em refrões para cantar junto.
A performance e a presença de palco do guitarrista Lucas Licheski foram assustadoras (no excelente sentido), e os vocais de Matheus Luciano garantiram a potência necessária.
Infelizmente, é preciso pontuar que o som do teclado e os backing vocals ficaram levemente abaixo em alguns momentos, mas foram falhas raras que a banda contornou muito bem.
A base de fãs local deu o apoio merecido, celebrando a banda que representa a capital paranaense.
Em seguida, o clima no Tork N’ Roll mudou drasticamente: a Throw Me To The Wolves (TMTTW) assumiu o palco e mergulhou a casa em uma sonoridade muito mais densa e agressiva, representando a “sombra” desse espetáculo de contrastes.

Diretamente de São Paulo, a banda apresentou o melhor do Death Metal Melódico. O contraste entre a ferocidade dos vocais guturais e a complexidade das melodias das guitarras foi o ponto alto da performance.
A TMTTW mostrou uma coesão instrumental impressionante, com a bateria ditando um ritmo brutal e os riffs mantendo a melodia característica do estilo. Foi um show técnico, pesado em sua essência, mas ágil no andamento, o que comprovou o refinamento do estilo dentro do Brasil.
Eles conquistaram a atenção da plateia com sua entrega crua e a habilidade de equilibrar a brutalidade do Death Metal com o lirismo sombrio das melodias. O carisma dos integrantes com o público, inclusive, foi outro ponto alto da apresentação!
E nada mais brasileiro do que memes, inclusive na hora dos shows! A banda deu mais leveza ao show ao apresentar no telão um meme que satirizava o encontro do Heavy/Power Metal com o Death Metal. Foi um toque icônico que celebrou a união dos gêneros:

A decisão das produtoras Dark Dimensions e JZ Press em colocar essas duas bandas em sequência foi um acerto estratégico. A força e a melodia acessível da Phantom Star prepararam a plateia para a complexidade e a brutalidade técnica da Throw Me To The Wolves.

Juntas, elas proporcionaram uma visão panorâmica da excelência do metal nacional, mostrando que o Brasil tem bandas de altíssimo nível em extremos opostos do estilo.
O palco estava perfeitamente aquecido para a chegada do Hammerfall, mas a Phantom Star e a Throw Me To The Wolves garantiram que o público já estivesse eletrizado pela força do metal brasileiro.
Setlist Phantom Star:
1. Intro
2. Witch Hunt
3. Edge of the knife
4. I am the Storm
5. Phantom Star
6. Touch of a Curse
7. Orpheu’s Quest
Setlist Throw Me To The Wolves:
1. Genesis
2. Tartarus
3. Days of Retribution
4. Fragments
5. Awekening my Demons
6. Gates of Oblivion
7. An Hour of Wolves
8. Gaia


