Hammerfall 2025. Tork N’ Roll, Curitiba. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

O show do Hammerfall era, sem dúvida, o evento mais esperado da temporada. Com o Tork N’ Roll quase lotado, a capital paranaense se preparou para a consagração dos mestres suecos do Power Metal. Com a abertura das bandas Phantom Star e Throw Me To The Wolves, a parceria Dark Dimensions e JZ Press, garantiu que o público vivenciasse um espetáculo de altíssimo nível no último dia 11 de novembro.

Publico compareceu em peso para ver o Hammerfall. Tork N’ Roll, Curitiba, 2025. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

Para a “velha guarda” do metal, foi mais do que um show: foi uma viagem no tempo. Era um deleite nostálgico que nos remetia à época em que brandíamos nossos martelos a cada primeiro acorde da banda. Essa sensação provou que, embora os anos tenham se passado, a banda continua impecável, proporcionando momentos maravilhosos.

Hammerfall 2025. Tork N’ Roll, Curitiba. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

A energia da banda no palco era assustadora. Enquanto muitos presentes, no auge dos seus 35/45 anos, sentiam a coluna gritar por descanso, os suecos demonstravam um vigor inacreditável, garantindo que a energia da plateia jamais baixasse.

Tecnicamente, o show foi um marco. O ponto alto foi inquestionavelmente a afinação cristalina do vocalista Joacim Cans. A voz estava tão perfeita que os ouvidos desta redatora quase choraram de emoção. Ele não apenas cantava, ele agia como um regente experiente, comandando uma orquestra, sendo a plateia o elemento regido. A interação foi impecável, com o público super responsivo, acolhendo Joacim e o restante da banda a cada refrão e riff.

Com um setlist extenso e bem construído, a banda equilibrou faixas novas com os hinos que definiram o Power Metal. Embora a performance tenha sido perfeita, a falta de clássicos como “Always Will Be“, “Blood Bound” e “Remember Yesterday” foi sentida. Contudo, a entrega da banda garantiu que essa pontual ausência fosse logo superada.

A jornada de metal começou com “Avenge the Fallen“, faixa do novo álbum que abriu a noite com a força necessária, fazendo a transição perfeita para o legado. Logo em seguida, “Any Means Necessary” elevou o volume e a participação do público, consolidando a energia que se manteria até o final.

Hammerfall 2025. Tork N’ Roll, Curitiba. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed

Momentos de puro êxtase vieram com “Renegade” e “Hammer High“, onde a plateia cantava em uníssono, demonstrando a conexão profunda com os suecos. A entrega era total, com o público seguindo cada comando de Cans.

O clímax veio na reta final. “Let the Hammer Fall” resgatou o clássico dos clássicos, um momento de celebração pura da identidade da banda.

Para encerrar a noite e levar o público ao delírio, “Hearts on Fire” provou ser o hit incontestável. A música final foi a síntese da noite: poder, afinação perfeita, sincronia e a certeza de que a banda continua sendo uma referência mundial no estilo.

A saída do Tork N’ Roll, com a casa lotada, carregava o sentimento de que o concerto foi mais do que um show; foi uma consagração. O Hammerfall reafirmou seu Power Metal como um gênero que, mesmo com o passar dos anos, mantém sua força inabalável, proporcionando uma das noites mais vibrantes na história do metal curitibano.

Setlist Hammerfall:
1. Avenge the Fallen
2. Heeding the Call
3. Any Means Necessary
4. Hammer of Dawn
5.Freedom
6.Renegade
7.Hammer High
8. Last Man Standing
9. Fury of the Wild
10. Chapter V: The Medley
11. Let the Hammer Fall
12. Glory to the Brave
13. The End Justifies
14. (We Make) Sweden Rock
15. Hail to the King
16. Hearts on Fire

Joacim Cans. Hammerfall 2025. Tork N’ Roll, Curitiba. Foto: Natalia Larroyed – @nat_larroyed