
O show do Hammerfall era, sem dúvida, o evento mais esperado da temporada. Com o Tork N’ Roll quase lotado, a capital paranaense se preparou para a consagração dos mestres suecos do Power Metal. Com a abertura das bandas Phantom Star e Throw Me To The Wolves, a parceria Dark Dimensions e JZ Press, garantiu que o público vivenciasse um espetáculo de altíssimo nível no último dia 11 de novembro.

Para a “velha guarda” do metal, foi mais do que um show: foi uma viagem no tempo. Era um deleite nostálgico que nos remetia à época em que brandíamos nossos martelos a cada primeiro acorde da banda. Essa sensação provou que, embora os anos tenham se passado, a banda continua impecável, proporcionando momentos maravilhosos.

A energia da banda no palco era assustadora. Enquanto muitos presentes, no auge dos seus 35/45 anos, sentiam a coluna gritar por descanso, os suecos demonstravam um vigor inacreditável, garantindo que a energia da plateia jamais baixasse.
Tecnicamente, o show foi um marco. O ponto alto foi inquestionavelmente a afinação cristalina do vocalista Joacim Cans. A voz estava tão perfeita que os ouvidos desta redatora quase choraram de emoção. Ele não apenas cantava, ele agia como um regente experiente, comandando uma orquestra, sendo a plateia o elemento regido. A interação foi impecável, com o público super responsivo, acolhendo Joacim e o restante da banda a cada refrão e riff.
Com um setlist extenso e bem construído, a banda equilibrou faixas novas com os hinos que definiram o Power Metal. Embora a performance tenha sido perfeita, a falta de clássicos como “Always Will Be“, “Blood Bound” e “Remember Yesterday” foi sentida. Contudo, a entrega da banda garantiu que essa pontual ausência fosse logo superada.
A jornada de metal começou com “Avenge the Fallen“, faixa do novo álbum que abriu a noite com a força necessária, fazendo a transição perfeita para o legado. Logo em seguida, “Any Means Necessary” elevou o volume e a participação do público, consolidando a energia que se manteria até o final.

Momentos de puro êxtase vieram com “Renegade” e “Hammer High“, onde a plateia cantava em uníssono, demonstrando a conexão profunda com os suecos. A entrega era total, com o público seguindo cada comando de Cans.
O clímax veio na reta final. “Let the Hammer Fall” resgatou o clássico dos clássicos, um momento de celebração pura da identidade da banda.
Para encerrar a noite e levar o público ao delírio, “Hearts on Fire” provou ser o hit incontestável. A música final foi a síntese da noite: poder, afinação perfeita, sincronia e a certeza de que a banda continua sendo uma referência mundial no estilo.
A saída do Tork N’ Roll, com a casa lotada, carregava o sentimento de que o concerto foi mais do que um show; foi uma consagração. O Hammerfall reafirmou seu Power Metal como um gênero que, mesmo com o passar dos anos, mantém sua força inabalável, proporcionando uma das noites mais vibrantes na história do metal curitibano.
Setlist Hammerfall:
1. Avenge the Fallen
2. Heeding the Call
3. Any Means Necessary
4. Hammer of Dawn
5.Freedom
6.Renegade
7.Hammer High
8. Last Man Standing
9. Fury of the Wild
10. Chapter V: The Medley
11. Let the Hammer Fall
12. Glory to the Brave
13. The End Justifies
14. (We Make) Sweden Rock
15. Hail to the King
16. Hearts on Fire


