Foi pela mão da Hellxis Agency que aconteceu o aguardado regresso dos míticos Dead Kennedys a Portugal. Desta feita e em estreia por cá, com Ron “Skip” Greer na voz!

Os Albert Fish foram a banda escolhida para abrir o concerto dos DEAD KENNEDYS em Lisboa no LAV, a banda que já conta com 30 anos de carreira empenhou-se a fundo neste concerto pois iriam encontrar os seus ídolos de juventude os DK! Deram um concerto enérgico com a Inês Menezes sempre a mostrar ser uma frontwoman com garra! Alguns problemas técnicos com o wireless criaram algum nervosismo que acabou por ser resolvido com os velhos e fiáveis cabos. A setlist baseou-se em parte no último álbum Save The Planet … Kill Yourself de 2024 mas também passou pelos álbuns mais antigos. Um dos momentos altos do concerto foi a cover a Censurados – “Angústia” que pôs o público todo a cantar. Em suma um concerto muito na onda daquilo a que os Albert Fish nos tem habituado, bem tocado, com energia e a voz potente e bem enquadrada da vocalista.

 

ALBERT FISH | Photo @hasphotography.pt – @culturaempeso
Setlist
Walk It
Politricks
Fucked Up
Save The Planet
Shut Your Mouth
Ne Travailez Jamais
Fuck The Government
Wake Up
Broken System
Social Media Influenza
Angustia
City Rats
Turning Point
Sindelar

 

 

Aqueles que se deslocaram na noite de 24 de junho à sala 1 do LAV não ficaram certamente desiludidos com a prestação desta “encarnação” dos Dead Kennedys. Quer se seja cético ou não em relação ao “novo” (na realidade já desde 2008) frontman, mesmo qualquer saudosista de Jello Biafra não fica indiferente à prestação de Ron “Skip” Greer, este embora não tenha pretensões de imitar Jello, não deixa de emular alguns dos seus trejeitos em palco.

Escusado será dizer que se assistiu a um desfilar de clássicos da curta mas intensa discografia dos DK, com uma energia intensa, sobretudo da parte de Skip, uma vez que East Bay Ray e Klaus Fluoride se mantêm praticamente imoveis nos seus postos, visivelmente satisfeitos, mas pouco “mexidos” (a idade também a mais não permite). Ron “Skip” Greer interage bastante com o público, às vezes até mais do que o necessário, envolvendo-se em trocadilhos e jogos de palavras com a audiência bem como referências a de que o nosso inglês não é assim tão bom (mal ele sabe!). O publico esse esteve imparável parecendo por vezes esquecer-se que uma embalagem de voltaren ainda custa uns bons 10 ou 12 euros, tal foi a euforia no moche e em vários momentos de crowdsurfing. De salientar que por detrás do kit, o baterista Steve Wilson alinhava na intensidade debitada pelo vocalista. Ele que veio há cerca de 2 anos substituir o falecido D.H. Peligro (faleceu em outubro de 2022) honrou certamente o legado do lendário baterista original dos DK, cuja homenagem não se fez tardar, e antes de rebentarem tudo com “Nazi punks Fuck Off” foi então devidamente lembrado e homenageado por todos os que encheram o LAV.

O fim deste concerto chegaria após dois encores e uma saída de palco muito curta, o primeiro encore composto pelo trio “Bleed For Me”; “Viva Las Vegas” e o mega clássico “California Über Alles”. Seria “Chemical Warfare” a encerrar a noite seguida dos devidos agradecimentos a todos os presentes.

Dead Kennedys | Photo @aliveandclikin – @culturaempeso
Setlist
Forward to Death
Winnebago Warrior
Police Truck
Buzzbomb
Let’s Lynch the Landlord
Jock-O-Rama
Kill the Poor
MP3 Get Off the Web
Too Drunk to Fuck
Moon Over Marin
Nazi Punks Fuck Off
California Über Alles
Bleed for Me
Viva Las Vegas
Holiday in Cambodia
Chemical Warfare

 

Nunca é demais agradecer à Hellxis Agency por se importar e apostar em bandas em que mais ninguém aposta, que assim seja por muitos e bons anos e que os DK voltem rápido e que repitam mais uma noite destas!