– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Cultura em Peso. Você pode nos contar como se deu o início do seu projeto DUZECK?

A Duzeck nasceu de reencontros e de um momento muito pessoal. Eu, Paulinho e Denis já tocávamos juntos na adolescência, e em 2020, depois da perda do meu pai, encontrei letras dele que nunca tinham sido musicadas. Comecei a compor em cima desse material e isso me motivou a voltar a tocar. Com o tempo, os amigos foram chegando, e a banda tomou forma. Foi um processo natural, mas com muito significado.

– Gostaria de saber como vocês se definem. Eu particularmente achei o trabalho de vocês voltado para o Alternative Rock com elementos brasileiros. Você concorda comigo?

Nossa base é o Hard Core melódico, mas cada integrante traz sua bagagem, e isso acaba dando uma cara única pro som. As influências brasileiras aparecem de forma espontânea, principalmente nas letras em português e em alguns detalhes rítmicos. Mas Alternative Rock também faz muito sentido.

– “Retrovisores” é o seu primeiro lançamento. Como se deu o processo de registro deste material?

Foi um processo intenso, mas muito direto. Entramos em estúdio já com as músicas bem ensaiadas e a ideia clara do que queríamos transmitir. Buscamos preservar a energia crua do ensaio, sem deixar de lado a qualidade sonora.

– Gostamos muito da qualidade sonora alcançada por você. Suponho que o trabalho em estúdio tenha sido muito tranquilo. O que você pode nos falar sobre esta etapa, até chegarmos no lançamento propriamente dito?

Foi tranquilo no sentido de fluidez, mas também desafiador. Queríamos soar fortes e sinceros, e para isso foi preciso bastante atenção aos detalhes. A cada gravação, sentíamos que a música crescia. Quando ouvimos o resultado final, tivemos certeza de que era o caminho certo.

– Jonas, eu adorei as linhas mais harmônicas compostas por você. Como funciona o seu processo de composição, neste sentido?

Costumo partir de riffs e progressões que já tenho guardados. Depois tento casar com as letras — todas elas vindas do acervo do meu pai. É uma construção em camadas: primeiro a base, depois os arranjos que dão clima e emoção. Sempre busco criar algo que some à mensagem da letra.

– A arte da capa é bem diferente, fugindo do padrão que estamos acostumados. Qual a mensagem que você quis transmitir com ela?

A capa traduz a ideia central da música: não olhar para trás. É uma arte simples, mas carregada de simbolismo. Queríamos algo que chamasse atenção pela estranheza e que não entregasse tudo de cara, deixando espaço pra interpretação de quem vê.

– Imagino que você já deva estar trabalhando em novas músicas. Poderia nos adiantar como elas estão soando?

Sim, já estamos com várias ideias em andamento. Elas mantêm a energia de “Retrovisores”, mas trazem mais diversidade. Algumas músicas são mais pesadas, outras mais melódicas, mas todas seguem a mesma linha de sinceridade e intensidade.

– Você já está pronto para excursionar por outras regiões do país? Falo isso, pois depois de escutar o seu material, fiquei curioso para vê-lo ao vivo.

Com certeza! Nosso som foi feito pra ser tocado ao vivo. Já temos planos de levar a “Duzeck Tour” para outras regiões, e tocar no Nordeste e no Sul do país é um desejo forte da banda.

– Como você analisa o mercado fonográfico atualmente? Você acredita que o nicho que você faz parte, permite espaço para novos nomes promissores, como é o caso aqui?

O mercado mudou muito, mas eu vejo pontos positivos. Hoje, com a internet e as plataformas digitais, a música chega a mais gente de forma rápida. Ao mesmo tempo, é um ambiente competitivo, mas isso só reforça a importância da autenticidade.

– Mais uma vez obrigado pelo tempo cedido ao site Cultura em Peso. Agora o espaço é seu para as considerações finais

Eu que agradeço o espaço. É muito importante pra gente poder falar sobre a Duzeck e compartilhar nossa música com mais pessoas. Espero que todos escutem “Retrovisores” e sintam a mesma energia que sentimos ao criar. Nos vemos na estrada!

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