– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Cultura em Peso. Você pode nos contar como se deu o início do seu projeto VARTROY?

Eu que agradeço a oportunidade de falar um pouco sobre a Vartroy pra vocês e pra todo mundo que acompanha o trabalho de vocês.

A Vartroy surgiu entre agosto e setembro de 2004, com a proposta de fazer um heavy metal na linha de Iron Maiden, Deep Purple, Black Sabbath, Judas Priest, etc. Foi assim que nasceram músicas como Live or Die, War That We Can See e Vartroy, que serviram de base pra galera da formação inicial abraçar o projeto.

Em 2005, a formação já tava fechada e, em fevereiro do mesmo ano, começamos a apresentar nosso som. Pouco tempo depois, lançamos nossa primeira demo, Came to Stay, que acabou abrindo várias portas pra banda, inclusive a participação na primeira Virada Cultural de Ribeirão Preto, além de vários reviews bem positivos pelo mundo afora.

– Gostaria de saber como você se define. Eu particularmente achei o trabalho de vocês voltado para o Alternative Rock com pitadas de Metal. Você concorda comigo?

No início da Vartroy existia uma preocupação com o estilo que seria seguido nas composições (NWOBHM), mas hoje eu prefiro dizer que fazemos um Rock/Metal sem muita frescura. No sentido de que não existe nenhuma limitação pro que vai ser criado e lançado. Se uma música soar mais rock ‘n roll, thrash, NWOBHM, modern, punk… tanto faz! É o que tem que ser e pronto. É o que a música pede, é o que aquela expressão pedia.

– “Anomaly Reimagined” é o seu novo registro. Como se deu o processo de registro deste material?

ANOMALY marcou a história da VARTROY como um recomeço e um ponto de virada. Foi o primeiro trabalho em que eu, Marcos, assumi integralmente as rédeas do projeto, transformando a banda em um projeto solo. Foi o primeiro trabalho da Vartroy em que eu assumi as linhas vocais – um experimento, nunca tinha cantado na vida. Foi também uma última cartada, que acabou dando início a esta nova fase da Vartroy.

Quatro anos depois, ANOMALY REIMAGINED surge como uma releitura desse álbum, com todas as vozes regravadas e os instrumentais remixados. Esse álbum é um marco importante nessa jornada — principalmente pras vozes, que agora têm uma identidade única e definitiva. Mais do que uma simples revisitação, ANOMALY REIMAGINED abre caminho pra uma fase criativa nova, anunciando uma série de trabalhos inéditos que vêm por aí. As músicas desse trabalho foram todas compostas, gravadas, mixadas e masterizadas por mim no meu home studio. Com exceção de “Torments of War” e “Ride of the Clown”, que tiveram participação externa nas letras, o resto do álbum é um grande desabafo — uma visão bem pessoal sobre vários aspectos da vida.

– Gostamos muito da qualidade sonora alcançada por vocês. Suponho que o trabalho em estúdio tenha sido muito tranquilo. O que você pode nos falar sobre esta etapa, até chegarmos no lançamento propriamente dito?

Esse é um processo muito prazeroso, porque tudo é desenvolvido, gravado, mixado e masterizado por mim, Marcos, no meu home studio. Tudo acontece no seu tempo, sem pressão, sem imposições externas, seguindo meu cronograma, no meu ritmo.

– Marcos, eu adorei as linhas mais melodiosas compostas por vocês. Como funciona o seu processo de composição, neste sentido?

O processo de composição tá muito ligado ao feeling do momento. Não tem regra nem ordem pra isso — simplesmente acontece. Se o instrumental surge primeiro (geralmente as guitarras), eu busco criar uma letra e uma melodia que conversem com aquele som. O mesmo vale para o contrário, quando a letra vem antes. Tenho uma preocupação grande de que tudo fique bem conectado e alinhado, pra realmente passar aquele sentimento e a mensagem que a música pede.

– A arte da capa é bem diferente, fugindo do padrão que estamos acostumados. Qual a mensagem que você quis transmitir com ela?

Quase todas as letras desse álbum expressam um descontentamento, uma angústia ou até mesmo uma revolta com a forma como a gente acaba preso nas amarras da sociedade. São muitas imposições, promessas vazias… Muita gente acaba virando escrava do trabalho (às vezes por falta de opção, às vezes pra tentar pertencer a um grupo social), ou escrava da promessa de uma vida que não existe, da ilusão das redes sociais, e por aí vai. A sensação é que quem está preso nisso acaba sendo uma marionete, controlada por quem realmente tem o poder nas mãos e se satisfaz com tudo isso. Esta foi a inspiração para a capa do disco.

– Imagino que você já deva estar trabalhando em novas músicas. Poderia nos adiantar como elas estão soando?

Sim, com certeza. O processo de criação não para, porque hoje é o combustível que me move. Aliás, agora no dia 15 de agosto sai um single novo — Burnout. Em 15 de dezembro de 2025 tem álbum novo — Fragments of Memories — e, se tudo der certo, em 15 de junho de 2026 vem mais um — Echoes of a Silent Crossing. Sou muito suspeito pra falar das músicas, mas eu diria que o Anomaly Reimagined deu um novo tom pra tudo que tá por vir. Tem coisa mais pesada, mais leve, com pegada rock, thrash, moderno… tem de tudo um pouco vindo por aí.

– Vocês já estão prontos para excursionar por outras regiões do país? Falo isso, pois depois de escutar o seu material, fiquei curioso para vê-los ao vivo.

Hoje a Vartroy tá mais focada na produção do som autoral — talvez esse ritmo de criação e lançamento nem fosse possível se a gente estivesse na estrada o tempo todo. Mas, sinceramente, nada impede, seja por aqui ou em outras regiões do país. Os músicos eu já tenho, rsrsrs.

– Como você analisa o mercado fonográfico atualmente? Você acredita que o nicho que você faz parte, permite espaço para novos nomes promissores, como é o caso aqui?

Acho que essa é uma questão bem complexa, que renderia horas e horas de conversa. Tentando resumir e ser direto: o mercado mudou, as gerações mudaram, a indústria musical mudou, a forma como a música é consumida também… E isso vale pra todos os estilos. O público de rock/metal talvez tenha um apego maior com os artistas com quem se identifica de verdade, mas a real é que está tudo muito diferente hoje. No passado, muitos ícones surgiram porque as grandes gravadoras investiam pesado nos artistas — era praticamente dinheiro infinito pra colocar o nome deles em todos os lugares. Existia também a escassez, a limitação do que se podia consumir, de shows, e por aí vai.

Muito do que existia antes continua hoje e, sinceramente, não sei se isso vai mudar um dia — acho que não. Ainda é necessário ter uma boa grana pra te colocar onde você precisa estar pra ser consumido. Claro que existem exceções, os fora da curva, mas a maioria está nesse bolo. A diferença é que hoje todo mundo tem a chance de mostrar o trabalho para o mundo todo, mas ao mesmo tempo são milhares e milhares de artistas disputando a atenção das pessoas, que dificilmente têm tempo para descobrir o que realmente gostam. Aí entram os algoritmos, e os grandes players da música hoje — Spotify, Google, Apple, Amazon, Deezer — acabam definindo o que você ouve. Com um bom aporte de grana, dá pra manipular esse mercado e se tornar relevante (de novo, claro que existem exceções). Então, sim, espaço existe, massssss… não é tão simples. rsrsrs

– Mais uma vez obrigado pelo tempo cedido ao site Cultura em Peso. Agora o espaço é seu para as considerações finais

Novamente, eu quem agradeço imensamente pelo interesse e pela oportunidade de estar aqui falando um pouquinho sobre a Vartroy. Gostaria de convidar todos que estão lendo esta entrevista a conhecerem o trabalho e se inscreverem nos canais oficiais. Tem muito material saindo do forno, mais um álbum chegando este ano, possivelmente 2 ano que vem, vários singles… Enfim, tem muita coisa bacana vindo por ai e seria muito gratificante poder compartilhar o trampo com várias pessoas mundo afora. Se você gostar da banda e quiser dar um help, a melhor forma é compartilhando o material com pessoas que você acha que também gostariam do trabalho. E para finalizar, espero que esse ainda seja o começo de muita coisa que possa vir pela frente. Tem sido imensamente gratificante fazer tudo isso, porque tem sido feito de coração! Espero que gostem!!! Grande abraço a todos.

CANAIS OFICIAIS
· Site: https://www.vartroy.com
· Youtube: https://www.youtube.com/vartroy
· Instagram: https://www.instagram.com/vartroyofficial
· TikTok: https://www.tiktok.com/@vartroy

STREAMING
· Spotify: https://spoti.fi/3eHpSvH
· Amazon Prime Music: https://amzn.to/308bnuH
· Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/54289922
· Apple Music: https://apple.co/2We0F4V
· Youtube Music: https://music.youtube.com/channel/UC0cLn_nnyEsX5d9Gt1X-0VQ

Facebook - Comente, participe. Lembre-se você é responsável pelo que diz.