
– Muito obrigado pelo tempo cedido para a equipe da Cultura em Peso. Você pode nos contar como se deu o início do seu projeto TROPA DE SHOCK?
TS- O Tropa de Shock está na cena do metal há 37 anos com 12 álbuns de estúdio, e quatro coletâneas. Fizemos duas promo-tours em países na Europa, e tocando com bandas clássicas (Primal Fear, Paul Di’Anno, Overkill, Uriah Heep, Focus), tivemos grandes participações de músicos renomados como: Rafael Bitencourt (Angra), Eduardo Ardanuy (ex-Dr. Sin), Michael Weikath (Helloween), Joe Moghrabi, Liba Serra, Ciro Visconte, Gregg Bissonette entre outros. Fomos também pauta de grandes veículos do seguimento metal no Brasil, Europa, e na Burn do Japão.
– Gostaria de saber como você se define. Eu particularmente achei o trabalho de vocês voltado para o Heavy Metal com pitadas de Metal mais moderno. Você concorda comigo?
TS- Você acaba de definir exatamente a intenção deste novo álbum. A banda resolveu incorporar novas tendências e sair de nossa zona de conforto, trazendo elementos de outros estilos dentro do metal, tais como o metalcore, death metal melódico, e pitadas de progressivo, um caminho de novas possibilidades,e tudo isso mantendo nossas raízes.
– “Four Seasons of Darkness” é o seu novo registro. Como se deu o processo de registro deste material?
TS – Nós optamos primeiro em criar e experimentar novas harmonias com uma sonoridade mais densa, feito isso criamos o conceito do álbum e por final as melodias e letras, buscando elementos diferentes do que costumávamos utilizar ,por exemplo: a forma de composição, afinação, linhas melódicas mais melancólicas,dramáticas,e introspectivas. O que ajudou muito no processo gravação, pois já tínhamos uma linha a seguir.
– Gostamos muito da qualidade sonora alcançada por vocês. Suponho que o trabalho em estúdio tenha sido muito tranquilo. O que você pode nos falar sobre esta etapa, até chegarmos no lançamento propriamente dito? Don, eu adorei as linhas mais melodiosas compostas por vocês. Como funciona o seu processo de composição, neste sentido?
TS – Que bom ouvir isso, na realidade foi bem interessante, tivemos a sorte de na composição ter conosco o guitarrista Kelson Lee (mais jovem), que tem na sua bagagem influências melódicas que combinaram bem com o que eu imaginava no meu estilo de vocal, acho que a química deu muito certo.
– A arte da capa é bem diferente, fugindo do padrão que estamos acostumados. Qual a mensagem que você quis transmitir com ela?
TS – Eu queria criar algo onde os elementos, dessem pistas sobre o conceito do álbum, tendo Lázarus (que é um androide construído para parecer humano,e que dentro de si todas as A.I do planeta), com todas as informações dentro de seu chip, ele tem a percepção de unir sua mente com a mente de Gaia e tentar o perdão para da humanidade, os crânios e os pedaços de máquinas num ambiente hostil representam a nós no limbo fervente e apocalíptico, criando algo como o Inferno de Dante moderno mental.
– Imagino que você já deva estar trabalhando em novas músicas. Poderia nos adiantar como elas estão soando?
TS – Estamos ainda em processo de divulgação do “Four Seasons of Darkness”, mas temos algumas canções, riffs, melodias, e ideias que não entraram neste álbum (ou teria de ser um álbum duplo), mas que com certeza podem ser parte de um novo trabalho, contando com as novas influências de Gabriel Giácomo (guitarrista) e Edy Xavier (baixista).
– Vocês já estão prontos para excursionar por outras regiões do país? Falo isso, pois depois de escutar o seu material, fiquei curioso para vê-los ao vivo.
TS – Sim pretendemos excursionar com certeza no Brasil e exterior, para que o “Four Seasons of Darkness” alcance o maior número de pessoas ao redor desse mundo, para que todos possam refletir sobre o futuro do nosso planeta com, é claro que com o suporte de nossa gravadora MS Metal e nossos fãs. E será um prazer conhece-los.
– Como você analisa o mercado fonográfico atualmente? Você acredita que o nicho que você faz parte, permite espaço para novos nomes promissores, como é o caso aqui?
TS – Achamos que está, bem complicado, pois hoje em dia, infelizmente tudo é julgado por likes, em praticamente todos os nichos, e infelizmente também já não existem investimentos em novos nomes por gravadoras. O que deixa o caminho cada vez mais difícil.
– Mais uma vez obrigado pelo tempo cedido ao site Cultura em Peso. Agora o espaço é seu para as considerações finais
TS – Mais uma vez agradecemos a vocês do Cultura em Peso pelo espaço cedido, agradecer o suporte de nossa gravadora nossos fãs e os novos que virão, ao redor do mundo, não esqueçam de vir conhecer nosso trabalho em nossas redes sociais. Up the Tropas…

