No dia 1º de abril, o Jockey Club de Porto Alegre foi palco de um dos shows mais aguardados do ano na cidade: Guns N’ Roses. Uma data que muitos fãs já tinham marcado no calendário e protegido de qualquer compromisso, para testemunhar ao vivo uma das bandas mais icônicas da história da música.

Fotos Oficiais Team Brazil. Cedido por: Produção Guns N’ Roses.

É preciso, antes de tudo, alinhar expectativas. Desde o retorno da banda aos palcos, a voz de Axl Rose, que por décadas foi uma das assinaturas mais marcantes do grupo, já não apresenta a mesma consistência de outrora. No entanto, reduzir a experiência a esse fator seria não compreender o que está em jogo. Porque, instrumentalmente e em termos de presença de palco, o Guns N’ Roses continua sendo uma força impressionante. A entrega é total, e Axl, mesmo com as limitações naturais do tempo, não se poupa em nenhum momento.

Comparar a banda atual com a formação dos anos 90 é um exercício inevitável, mas pouco produtivo. O que se vê hoje no palco não é uma réplica do passado, e nem precisa ser. São os próprios Guns N’ Roses: uma entidade viva, composta por músicos que ajudaram a moldar o rock moderno e que ainda carregam consigo um legado impossível de ignorar.

A abertura da noite ficou por conta da Halestorm, liderada por Lzzy Hale. Longe de assumir um papel secundário, a banda entregou uma performance intensa e energética, deixando claro desde o início que não estavam ali apenas como coadjuvantes. Com presença de palco marcante e execução afiada, o grupo conquistou o público e elevou o nível da noite.

Fotos Oficiais Team Brazil. Cedido por: Produção Guns N’ Roses.

A entrada dos Guns foi, como esperado, explosiva. “Welcome to the Jungle” abriu o setlist, estabelecendo imediatamente a conexão com o público. Curiosamente, é justamente nesse tipo de faixa que Axl demonstra ainda ter controle e potência vocal, quase como um lembrete de que a essência da banda permanece intacta.

Assistir a um show do Guns N’ Roses é vivenciar uma sequência praticamente ininterrupta de clássicos. Da primeira à última música, o repertório é composto por hits que atravessaram décadas e continuam sendo cantados em uníssono por diferentes gerações. Em um dos momentos mais simbólicos da noite, a banda ainda prestou homenagem a Ozzy Osbourne, interpretando uma de suas canções mais emblemáticas, gesto que reforça a conexão entre gigantes da história do rock.

Fotos Oficiais Team Brazil. Cedido por: Produção Guns N’ Roses.

A origem de um fenômeno

Formado em 1985, em Los Angeles, o Guns N’ Roses surgiu da fusão de duas bandas locais: Hollywood Rose e L.A. Guns. A formação clássica, com Axl Rose, Slash, Duff McKagan, Izzy Stradlin e Steven Adler, rapidamente ganhou notoriedade no circuito underground da cidade.

O lançamento de “Appetite for Destruction”, em 1987, marcou uma ruptura com o hard rock glam dominante da época. Cru, agressivo e visceral, o disco trouxe sucessos como “Sweet Child O’ Mine” e “Paradise City”, consolidando a banda como um fenômeno global. Ao longo dos anos seguintes, apesar de mudanças na formação e conflitos internos, o grupo manteve sua relevância e construiu uma discografia que atravessou gerações.

O show em Porto Alegre não foi apenas um concerto, foi um encontro com a história. Criticar a banda por não reproduzir exatamente o que foi há três décadas é ignorar o peso do tempo e, principalmente, a grandeza do que ainda entrega ao público.

Porque, no fim das contas, o Guns N’ Roses não é apenas uma lembrança do passado. É uma banda que continua subindo ao palco, tocando para multidões e reafirmando, noite após noite, por que se tornou uma das maiores de todos os tempos.

E isso, por si só, já é mais do que suficiente.

Fotos Oficiais Team Brazil. Cedido por: Produção Guns N’ Roses.

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Alessandro Siciliano
Alessandro Siciliano, nascido em 1990, viu a luz pela primeira vez no coração da Toscana, mais precisamente em Grosseto. Desde jovem, ele deixou claro para o mundo que a música seria sua verdadeira paixão. Mas não estamos falando de qualquer tipo de música, não. Alessandro tem um vínculo especial com o metal mais pesado e poderoso que existe. Se houver um festival de metal por aí, você pode apostar que ele estará lá, no centro da cena, pronto para se soltar como um tornado. Mas não para por aí. Sua criatividade não conhece limites quando se trata de escrever. Seja compondo uma música, escrevendo um conto ou resenhando um show, Alessandro sabe como fazer as palavras dançarem na página (ou na tela). E ele faz isso com um estilo que é só dele. Além disso, Alessandro tem um amor ardente por viajar. Explorar novos lugares, culturas e sabores é o combustível que alimenta sua alma aventureira. Sempre de malas prontas, ele está pronto para embarcar em qualquer jornada que o leve a novas descobertas e experiências emocionantes. Alessandro é alguém com uma paixão imensa pela música, pela escrita e por viajar, e isso é apenas o começo de sua incrível jornada! 🎸🤘🌍