
Após um longo hiato de treze anos, o lendário Hate finalmente retornou a São Paulo. A performance no Burning House, no último dia 02 de outubro, foi um evento de peso para o público sedento pelo Blackened Death Metal polonês. A banda apresentou-se com um line-up renovado, se comparado à sua última passagem por aqui em 2012, e demonstrou uma força técnica e uma precisão impressionantes no palco.
O show foi uma espécie de demonstração de fúria controlada. O Hate chegou com o álbum “Bellum Regiis” (leia o review do álbum aqui), lançado em maio deste ano, e a qualidade da execução da formação atual estava totalmente à altura do legado da banda e do que é apresentado nos álbuns em estúdio. A presença de palco do grupo polonês transformou a casa, com a intensidade sonora correspondendo perfeitamente à atmosfera sombria criada.

O cerne do set navegou entre as eras da banda. A abertura com “Sovereign Sanctity” e a execução de “Erebos” prepararam o terreno para a estreia ao vivo do material novo, com a inclusão da faixa-título “Bellum Regiis” e a força de “Wolf Queen“.
O público também foi contemplado com o peso imersivo de “Valley of Darkness” e a intensidade de “Luminous Horizon“, mostrando que a vitalidade do material mais recente não diminui a força dos álbuns antigos. Faixas como “Rugia” e “Iphigenia” garantiram a conexão com os clássicos mais amados que viriam na sequencia.
O encerramento foi uma explosão de agressividade. A banda demonstrou total domínio do palco e do som, provando que o hiato de 13 anos não diminuiu seu impacto, mas, sim, aperfeiçoou a fórmula.
O retorno do Hate a São Paulo foi um triunfo, revalidando a banda como uma força essencial no metal extremo europeu e confirmando a competência da formação atual.



