El Gato Calavera recebe Sporus, Deshuesadero, Annapura e Habak em noite intensa no MéxicoQuatro propostas extremas transformam uma quarta-feira comum em uma experiência compacta, caótica e emocional.

Cerca das 20:00 horas, nas imediações de El Gato Calavera, já se reuniam várias dezenas de fãs prontos para o ingresso, que começou pouco depois. Muitos chegaram cedo para acompanhar todas as bandas do cartaz: alguns em grupo, outros em casal e vários com a intenção de reencontrar amigos ou conhecer novas pessoas dentro da cena.

Público reunido do lado de fora do El Gato Calavera antes do início do concerto
photo by. @photohorus (Ubaldo G.)

Enquanto o público entrava, no interior do espaço eram montados diferentes stands de merch oficial. Vinis, discos, patches e camisetas começaram a circular rapidamente. O recinto, como já é habitual, estava quente e compacto, mas totalmente preparado para receber uma noite intensa de quarta-feira.

Área interna do El Gato Calavera com público e stands de merchandising
photo by. @photohorus (Ubaldo G.)

O concerto começou com a banda canadense Sporus, liderada por uma vocalista que apresentou uma proposta interessante: uma mistura de deathcore com passagens marcadas por lamentos prolongados e atmosferas densas, evocando outros gêneros extremos. Com cerveja na mão, os primeiros presentes levantaram o punho e responderam com aplausos. O quarteto apostou também em efeitos de distorção vocal, intensificando os momentos mais agônicos e sombrios do set.

Apesar de pequenos detalhes no áudio, nada comprometeu a atitude da banda no palco. Agradeceram ao público e entregaram um set de aproximadamente 40 minutos, funcionando como uma introdução perfeita para o que viria a seguir. Nesse momento, o espaço já estava cheio e o acesso bastante saturado.

Apresentação da banda Sporus no palco do El Gato Calavera
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Às 21:00 horas, foi a vez de Deshuesadero, que agradeceu a presença do público em plena metade da semana. Desde os primeiros temas, surgiram os primeiros mosh pits da noite. O trio demonstrou domínio total do palco, com vocais crus, execução sólida e uma energia crescente a cada música. O mosh se expandia, enquanto luzes magenta e roxas reforçavam a atmosfera sufocante do local.

Deshuesadero ao vivo, com mosh pit ativo diante do palco
photo by. @photohorus (Ubaldo G.)

A vibração era especial. Quando projetos consolidados encontram um público fiel, o concerto se transforma em algo além da música: surgem conversas, fotos, vídeos e memórias compartilhadas. Como curiosidade, o vocalista lembra o ator Lou Diamond Phillips, detalhe comentado entre alguns presentes. Por volta das 22:00 horas, Deshuesadero se despediu, reafirmando a força direta da sua proposta.

"Deshuesadero
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A noite continuou com um dos atos mais esperados: Annapura, banda com mais de uma década de trajetória. Sua apresentação foi uma descarga constante de velocidade e contundência. Bateria implacável, riffs rápidos e uma execução sem pausas marcaram um set em que a intensidade não diminuiu em nenhum momento.

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O mosh permaneceu ativo durante toda a participação; ninguém recuava, ninguém abandonava seu lugar, apesar de a casa estar completamente lotada. Na penumbra, entre distorções e gritos coletivos, Annapura deu uma demonstração do porquê conta com uma base sólida de seguidores. Ao final, o público pediu mais uma, mas o tempo era apertado. Ainda assim, a audiência saiu satisfeita com a descarga recebida.

photo by. @photohorus (Ubaldo G.)

Para encerrar a noite, chegou a vez do Habak. Após um breve ajuste de equipamento, a banda originária de Tijuana subiu ao palco e, desde o primeiro momento, tomou para si o El Gato Calavera. O performance foi preciso, bem estruturado e sustentado por um setlist contundente.

Bastou que Alex soltasse os primeiros gritos para que a casa explodisse novamente. O mosh central reviveu com força, enquanto guitarras e percussões construíam uma mistura entre passagens melódicas e explosões vocais dilacerantes. Ao longo de toda a apresentação, o público permaneceu completamente entregue, encerrando a noite em um ponto alto de energia.

photo by. @photohorus (Ubaldo G.)

Habak conta com uma audiência fiel e aguerrida, um público que cresceu com suas músicas e que se conecta profundamente com sua mensagem. Esta data, compartilhada com Annapura, funcionou como uma despedida antes de sua próxima turnê europeia programada para abril, deixando claro que a banda atravessa um momento sólido em sua carreira.

Ao final, os integrantes confraternizaram com os presentes, autografando discos e vinis, tirando fotos e dedicando tempo a quem se aproximava. Um gesto que sempre soma e fortalece a relação entre banda e público.

photo by. @photohorus (Ubaldo G.)

Uma noite intensa, compacta e emocional no El Gato Calavera, onde cada projeto trouxe sua própria identidade e o encerramento esteve à altura das expectativas.

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