Se o primeiro dia serviu para aquecer motores e deixar marcas no RCA Club, o segundo prometia ser uma explosão ainda maior de grind, death, slam e deathcore, consolidando o Xapada 2026 como um dos festivais mais intensos e viscerais do ano.

Crucivore

Crucivore abriram o segundo dia com uma energia típica do brutal/slam, mostrando que já dominam o espaço com naturalidade. O público respondeu de imediato aos blast beats e riffs pesados, reagindo fisicamente às partes mais intensas com mosh pits e headbanging.

A presença de palco da banda foi sólida e constante, mantendo todos cativados do início ao fim. Cada músico contribuiu para criar momentos explosivos, com riffs e bateria a sustentar a pressão e a intensidade características do estilo.

Dois convidados especiais juntaram-se à atuação, com Lucas nos vocais e Jens a tocar guitarra, acrescentando ainda mais força e dinamismo ao set. O concerto combinou brutalidade, técnica e interação com o público, garantindo uma experiência intensa e memorável para todos os presentes.

Bleeding display

Bleeding Display subiram ao palco como a segunda banda da noite, quando a sala ainda se estava a compor e o público começava a aquecer. Com o seu visual sagrento, a banda criou uma atmosfera quase ritualística e teatral, tornando a atuação não só musicalmente intensa, mas também visualmente marcante.

Musicalmente, a banda foi implacável: riffs pesados, bateria rápida e vocais guturais empurraram a plateia para o mosh, ajudando a aquecer o público que ainda se acomodava. A combinação de brutalidade e precisão técnica garantiu que cada tema tivesse impacto imediato e físico.

O público respondeu de forma entusiástica, entregando-se aos mosh pits e headbanging à medida que o set avançava. Bleeding Display provou mais uma vez porque é uma referência do cenário extremo português, com uma atuação intensa, ritualística e memorável desde os primeiros minutos.

Kanine

Kanine foram um dos pontos altos da noite no Xapada 2026, com uma entrada explosiva que rapidamente encheu a sala de energia. Desde os primeiros segundos, a banda impôs brutalidade sonora e riffs pesados, preparando o público para um set intenso e físico.

Os breakdowns e bass drops não eram apenas ouvidos, mas sentidos no corpo, fazendo a vibração percorrer toda a sala. A energia da banda contagiou cada pessoa presente, criando uma atmosfera de pura intensidade que não deu espaço para descanso.

O público respondeu com mosh pits, headbanging e constante movimento, totalmente absorvido pela força sonora. Na última música, a banda surpreendeu lançando bolas de sabão sobre a plateia, adicionando um toque divertido e inesperado a um concerto já memorável. Kanine entregou brutalidade, precisão e intensidade física do início ao fim, transformando a plateia em parte ativa do espetáculo.

Dead Meat

Dead Meat como o último concerto antes da pausa para o jantar. Após o set intenso da banda anterior, alguns aproveitaram para dar um respiro ou até sair para jantar, mas quem permaneceu na sala rapidamente se deixou envolver pela força da atuação.

A banda conseguiu segurar a atenção do público com riffs pesados, ritmos rápidos e uma presença de palco firme. Mesmo com parte da plateia dispersa, a energia transmitida pelos músicos manteve a sala ativa e envolvida.

O resultado foi um concerto intenso, com headbanging, mosh pits e participação constante de quem ficou até ao final. Dead Meat entregou brutalidade e consistência, garantindo que a primeira metade da noite fechasse com força e preparando o terreno para a pausa e a segunda parte do festival.

Serrabulho

A atuação de Serrabulho foi uma verdadeira festa, marcada por risos, energia e muita interação entre banda e público. Mais do que pela música em si, o concerto destacou-se pela atmosfera que a banda criou, envolvendo todos presentes num ambiente irreverente e contagiante.

No palco, o grupo usou humor, fantasias e personagens, transformando cada música numa experiência visual e teatral. O público respondeu de imediato, participando ativamente, rindo e entrando na brincadeira, numa simbiose perfeita entre palco e plateia.

Não faltou o típico comboio de metaleiros, adereços e momentos de pura diversão, tanto em palco como no público. Uma verdadeira festa de grindcore, onde brutalidade sonora e irreverência se uniram para entregar um espetáculo memorável e único dentro do festival.

Stillbirth

Stillbirth subiram ao palco como um dos concertos mais esperados do Xapada 2026 com o penúltimo da sua tour. Desde os primeiros segundos, a banda mostrou uma energia extrema, com riffs pesados e blast beats que rapidamente fizeram o público entrar em mosh intenso, marcando o auge do festival.

A presença de palco da banda foi enorme, mantendo todos cativados do início ao fim. Crowd surfing em pranchas de surf e bongos insufláveis atirados para a plateia criaram momentos de caos divertido e participação ativa do público com circle pits, stage diving e headbangings intensos, fazendo com que a energia na sala se mantivesse sempre no máximo.

O concerto combinou brutalidade sonora, técnica e espetáculo visual, com cada riff e cada batida a empurrar o público para a ação. Stillbirth entregou uma performance memorável, mostrando por que é tão aguardada e consolidando o penúltimo momento explosivo desta primeira noite do festival.

Rotten sound

Rotten Sound já levavam o público bem aquecido pelos concertos anteriores, e a banda não fez por menos. Desde os primeiros riffs e blast beats, a energia foi extrema, tornando o set um dos mais “agressivos” da noite.

Durante a atuação, houve um pequeno incidente que exigiu a presença de uma ambulância, mas a situação foi rapidamente controlada. A equipa do Xapada e o vocalista certificaram-se de que estava tudo bem; a situação ficou resolvida em dois minutos, permitindo que o concerto continuasse sem comprometer a experiência de quem estava na sala.

No final, tudo acabou bem e o público manteve-se animado e entregue à música. Rotten Sound conseguiu manter a intensidade, brutalidade e participação da plateia do início ao fim, reforçando a sua reputação como uma das bandas mais pesadas do festival.

Analepsy

Analepsy foi mais um dos pontos altos da noite, com um set que rapidamente conquistou o público presente. Desde o primeiro segundo, a banda imprimiu energia pura, com riffs pesados e grooves que se traduziram de forma imediata em movimento e reação da plateia.

Não faltaram headbangings, circle pits e crowdsurfing, com o público completamente entregue à intensidade do concerto. A energia da banda contagiava todos na sala, mantendo a adrenalina em níveis máximos durante toda a atuação.

A presença de palco sólida de Analepsy reforçou a ligação entre banda e público, tornando cada música ainda mais impactante. O concerto foi uma demonstração de brutalidade e técnica, garantindo mais um momento memorável no Xapada 2026.

Teething

Teething fecharam o Xapada 2026 com o primeiro concerto da sua tour, assumindo o lugar da última banda programada após o cancelamento de Inhume. A alteração fez com que Teething atuassem mais cedo e encerrassem o festival mais cedo, entregando um set cheio de energia e de momentos memoráveis. Desde o início, a banda conseguiu envolver o público, com destaque para um mosh pit feminino que mostrou a participação ativa das meninas presentes na plateia.

O vocalista acrescentou uma dimensão visual ao concerto usando uma máscaras no palco ,  dedicou uma música ao público feminino, e pediu um circle  pit só para elas criando uma ligação direta e divertida com quem assistia. Cada música era acompanhada por reação intensa da plateia, com headbanging e mosh pits constantes.

Para terminar, Teething tocou mais duas músicas no final, incluindo temas de Hatebread e Napalm Death, a fechar a noite e o festival em grande. A combinação de energia, interação e brutalidade sonora transformou o concerto num encerramento à altura de um festival extremo como o Xapada Fest, deixando o público totalmente satisfeito.


O Xapada 2026 terminou deixando memórias de brutalidade sonora, energia extrema e público totalmente entregue durante dois dias de festival. Entre riffs esmagadores, blast beats, mosh pits e momentos de pura irreverência, o RCA Club viveu duas noites de caos controlado e espetáculo extremo que ficarão na memória de todos os presentes.

Infelizmente, já se sabe que em 2027 o Xapada não irá acontecer devido a questões pessoais da equipa organizadora. Ainda assim, esperamos que o festival volte em 2028, ainda mais forte, para voltar a reunir bandas extremas e fãs num evento de intensidade e visceralidade únicas.

Até lá, ficamos com as lembranças de um evento intenso, visceral e único – uma celebração do grind, death, slam e deathcore que prova que o Xapada Fest é muito mais do que um festival: é uma experiência extrema, inesquecível e absolutamente contagiante.

#XapadaFest2026 #XapadaFest #RCAClub #Grindcore #BrutalDeathMetal #UndergroundPT #CulturaEmPeso