Zoë Marie Federoff, ex-tecladista da banda Cradle of Filth, anunciou em suas redes sociais o fim de sua parceria com o grupo após o show realizado em São Paulo, dia 23/08. Seu marido, o guitarrista Marek “Ashok” Smerda também não integrará mais a banda ao fim da turnê.
Sua saída aparentemente repentina levantou inúmeros questionamentos dentre os fãs, porém, um comunicado recente postado por ela elucidou a situação do casal.
Por meio de um extenso texto e a exposição do contrato de prestação de serviços, a profissional alega que a gerência da banda estaria roubando dinheiro dos músicos, isso com o consentimento do vocalista Dani Filth.
Em nome do casal, Zoë inicia declarando:
“Nós planejamos essa transição para fora do Cradle of Filth meses atrás. O management é desonesto, manipulador e tenta pegar dinheiro que pertence a nós sem nenhum contrato entre nós, músicos contratados, e eles. Quando eu os chamei para falar dessa tentativa de roubo do dinheiro adiantado do (álbum) ‘The Screaming of the Valkyries’ (2025), eles me chamaram de ‘câncer’ e ‘peso morto’, e ameaçaram me demitir. O frontman não faz nada para pará-los e se esconde atrás deles enquanto eles menosprezam e roubam. Nós consideramos o frontman responsável por contratar esses empresários e nunca advogar por sua equipe, apenas por si próprio. Outros ex-membros tentam ser cuidadosos sobre isso e só culpam os empresários – os empresários trabalham para o frontman.”
Ela descreve que Dani além de pagar salários baixos, os impedem de ter outros vínculos empregatícios, sendo assim, eram músicos exclusivos do Cradle of Filth.
“Ele pode não sujar as mãos, mas no final, ele os dirige. A atmosfera que ele cria é ameaçadora e abusiva, e constantemente nos explora por salários muito baixos e ainda demanda exclusividade para a agenda do Cradle.”
O texto continua com alegações sobre não conseguirem custear seus gastos de vida pela má remuneração. “É loucura manter as pessoas trancadas na pobreza pelo ego de uma pessoa.”
Contrato de trabalho
Federoff anexou o contrato onde expõe valores e porcentagens que iria receber nessa renovação.
“Nós anexamos o contrato no qual eles tentaram prender todos os membros contratados por um aumento de 25% (o primeiro aumento em 7 anos). Nosso advogado chamou de o contrato mais psicopata que poderia ser oferecido a um músico de sessão. Nós não assinamos e tomamos a decisão de sair neste ano ao invés disso.”
“Então, nós saímos porque estávamos sendo usados e recebendo menos do que o custo de vida, o ambiente é tóxico e ameaçador, e o preço que isso estava tendo em nossas vidas e em nosso casamento ficou grande demais. O impacto em nossa saúde me levou a ter um aborto de nossa primeira gravidez em turnê. Escolhemos sair para nos salvar e criar um futuro melhor para nossa família. Agora que estamos fora, o sol está brilhando, nossa família tem esperança, e esperamos que todos os músicos de sessão que pensarem em se juntar ao Cradle leiam esse contrato e falem com um advogado.
Boa sorte a quem quer que tente fazer isso funcionar depois. E lembre-se, todos nós conhecemos o cara que diz que ‘todas’ as suas ex são loucas – tem certeza que TODAS elas são? Ou o problema pode ser você, mais de 40 pessoas depois?
Adeus aos fãs e nossos colegas músicos contratados e à equipe. Eles são as únicas partes disso que permanecem como boas memórias.”

